Agricultura

Servidores idosos e do grupo de risco não são dispensados de atividades em Decreto de Julio Cézar em Palmeira


Fonte: ROBERTO GONÇALVES

15/05/2020 15h22

O prefeito Julio Cezar (PSB) de Palmeira dos Índios que anunciou sua alta médica da covid-19 nesta quinta-feira (14) utiliza dois pesos e duas medidas quando se trata do combate ao enfrentamento do coronavírus.

Desde o início da pandemia, o prefeito trata com desdém o assunto – primeiro ao romper com o vice-prefeito Márcio Henrique, então secretário de saúde que é médico ao trocá-lo por um burocrata, que é especialista na parte técnica.

PUBLICIDADE

De lá para cá, só desacertos na já combalida secretaria de saúde do município, que hoje possui postos de saúde (UBS) atendendo em meio expediente, uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) abandonada, em frangalhos, como revelou em vídeo nas redes sociais um usuário do sistema e o Hospital Santa Rita (entidade privada) que precisa de aporte de recursos para destinar ala especial no enfrentamento do problema e que não teve o aporte do poder público.

Como se vê a estrutura dos equipamentos de saúde palmeirense estão em total desacordo com o que se espera de um enfrentamento de pandemia, que se assemelha a uma guerra, mas do tipo sanitária.

Além disso, denúncias chegam diariamente à redação da Tribuna do Sertão dando conta de que falta testes rápidos para avaliar os cidadãos, limitando ao número de 10 testes diários – apesar do anúncio da chegada de milhares desses ao município.

Para completar o infortúnio, segundo informação dada à TS – vários profissionais da pasta estão afastados em razão de que no início da pandemia, não tinham os epi’s adequados para se protegerem do vírus e hoje estão com suspeitas de terem contraído a covid-19.

Afrouxamento
O prefeito de Palmeira dos Índios é eleitor do presidente Jair Bolsonaro e seguidor de suas diretrizes, e contrariando as orientações do governador Renan Filho (MDB) que segue protocolo da Organização Mundial de Saúde (OMS) afrouxou a quarentena no município causando a possibilidade maior da propagação do vírus.

Após a imprensa revelar a situação, passou gradativamente a pontuar algumas ações para o enfrentamento da pandemia – sendo as mais destacadas a organização da fila das lotéricas e Caixa Econômica Federal, onde cidadãos e cidadãs se aglomeravam para sacar o auxílio do governo; a construção em alvenaria de um “necrotério” nas dependências da UPA, segundo afirmação de um secretário de sua gestão e a contratação de carros de som para enviar mensagens diárias a população. E só!

Apenas ontem (13) é que a Polícia Militar – por recomendação do Ministério Público – passou a agir com rigor e exigir o cumprimento do decreto do governador Renan Filho.

Os decretos municipais baixados não foram cumpridos à risca e o último com data de 08 de maio de 2020 – pasmem!, não prorroga em seu artigo 14, a dispensa dos servidores que possuem mais de 60 anos ou comorbidades e estão inclusos no grupo de risco de trabalharem no local ou como alternativa dar a opção do teletrabalho, com exceção dos servidores da Educação que através de portaria foi concedido a opção do chamado “home office”.

Essa última denúncia feita por um grupo de servidores é grave e pode punir severamente o gestor que utiliza de dois pesos e duas medidas, posando de “bom moço” para a população, mas que na verdade não pratica o que diz ou expõe em suas exageradas redes sociais.

Após o agravamento do problema em Palmeira dos Índios, o gestor passou a recomendar em suas redes sociais que a população fique em casa, enquanto exploram servidores idosos e com doenças crônicas, pondo em risco à vida destes cidadãos.

Mas o certo, até agora nessa terrível pandemia, é que a população de Palmeira dos Índios enxergou duas coisas fundamentais para seu futuro: caiu a máscara do prefeito palmeirense que é incompetente para gerir o município e que após sua saída da prefeitura em 31 de dezembro, ele terá como alternativa o emprego de camareiro, pois sua especialidade é passar toalhas, como se viu recentemente em suas redes sociais.



Compartilhe