Sem agência do Banco do Brasil ou caixa eletrônico, população de Flexeiras retira dinheiro em outros municípios.


Alexandre Câmara

03/06/2016 14h31

 

O vereador por Flexeiras, André da Teo, solicitou nesta semana ao Banco do Brasil um novo caixa eletrônico para a cidade, eis que o anterior foi explodido por ladrões há um ano e dois meses e, detalhe, a cidade não possui agências do BB.

A dificuldade de ter acesso ao próprio dinheiro me lembrou um fato ocorrido recentemente. Voltava do sertão alagoano para Maceió quando o ônibus em que estava parou numa cidadezinha, para uma visita ao museu. Dei uma escapada e fui no Banco do Brasil, tirar algum dinheiro. Então o segurança me avisou que o BB daquela cidade não trabalhava com dinheiro.

Foi a primeira vez que eu ouvi isso, no mundo. Como assim? Teria que ir nos Correios ou na lotérica sacar dinheiro. Os dois, lotados e os caixas eletrônicos do banco, vazios, literalmente. Com horário limitado, viajei liso.

Com a falta de policiamento adequado nas cidades do interior, onde os ladrões encontram mais facilidade para explodir caixas eletrônicos, sair ilesos, e de bolsos cheios, essa é uma das estratégias.

Mas o que dizer de municípios como Flexeiras, que nem agência do Banco do Brasil, tem? Um município com 12 mil habitantes, que está há um ano e dois meses sem caixa eletrônico, tendo a população que se deslocar para outros municípios para receber dinheiro ou mesmo fazer saques corriqueiros, sanar pequenos imprevistos de última hora... É um transtorno, né? Os funcionários públicos, por exemplo, em sua maioria, recebem pelo Banco do Brasil.

Foi por motivos como este que o vereador André da Teo, encaminhou ofício ao superintendente do Banco do Brasil, Irone Sidney Fiamoncine, requisitando a instalação de um outro caixa eletrônico em Flexeiras.

O vereador explica no ofício que os moradores que recebem pelo Banco do Brasil estão sem local na cidade para realizar as mais simples transações em suas contas bancárias, tais como saques, emissão de extratos e pagamento de contas.

“A maioria da população ganha pouco e essas viagens oneram seu orçamento. Ao deslocarem-se, as pessoas também ficam vulneráveis às abordagens de assaltantes que eventualmente acontecem nos transportes complementares. Além disso, onde eles recebem, compram. Perde o comércio, isso proporciona inadimplência e quebradeira, já que o dinheiro não circula na cidade”, analisa o vereador.

Agora é aguardar os desdobramentos da solicitação. Quanto ao fim da minha viagem, só fui mesmo ver dinheiro quando cheguei em Maceió, onde tive acesso a um caixa eletrônico. Peguei meu dinheiro, um taxi e fui para casa. Vida que segue, e não estanca.



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