O silêncio ensurdecedor das panelas


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18/06/2018 19h51

 
Lembro como se fosse hoje, eu em casa, no meu quarto, vendo um bom futebol         quando de repente alguns vizinhos do prédio onde moro e dos edifícios circunvizinhos começam, alucinadamente, a bater em panelas, frigideiras, fôrmas de bolo, caçarolas velhas e ainda apitando feito loucos. Eu sem entender nada daquilo que estava acontecendo, fui até a sala, e lá, diante das reações faciais mais adversas – do nojo na cara da cuidadora de mamãe – e na de surpresa de minha tinha, foi que pude perceber que naquele momento estava começando o programa político do PT.

Era impressionante como naqueles dias, no calor inexplicável do ódio, as pessoas - algumas vivendo bem graças ao papai rico, outras nem tanto, mas se achando o tal por causa de um simples carro popular financiado em 50 meses e o mais impressionante, uns lascados que antes não tinham nem um “pau pra dar num doido”, e só pra dizer que aquela era a saída para um Brasil melhor – achavam que através daquela conduta – por sinal imposta pela mídia golpista e interesseira – iriam finalmente resolver todos os problemas do pais batendo naquelas míseras panelas.

Hoje em dia com o advento da internet, qualquer pessoa pode pesquisar em casa sobre qualquer tema que terá ali na sua frente todas as respostas inclusive sobre esse protesto de bater em panelas. Acredito que nesse caso nenhum coxinha de mortadela, paneleiro, moradores dos bairros de classe média, média alta e ricos nunca passaram fome na vida e, ignorantes, idiotas e Maria vai com as outras, não percebem o quão ridículo é bater em panelas, sim, pois esse é um símbolo de protesto dos povos latino-americanos reprimidos pelas ditaduras ou pelos pobres, que ocupavam as praças, e realizavam os "panelaços", porque realmente sentiam fome.

E agora! O que dizer desse momento, os coxinhas mimados, os batuqueiros de panelas. Vocês não conseguem ao menos debater a situação dessa província nem perceber (aceitar), inclusive, que suas vidas melhoraram de forma real, na prática e no dia a dia na época do PT.

Porém, desinformados políticos, é preciso que se diga que a maior raivinha que fez com que uma grande parcela da comunidade batessem os pezinhos, foi o fato de se sentir  profundamente traída pelos governos petistas principalmente por ver empregados braçais, gente de origem humilde, e trabalhadores em geral a ocupar os espaços públicos e alguns privados até então destinados "somente" para a pequena burguesia de temperamento feroz e intolerante. Muito preocupante é a ignorância social e histórica dessa gente de alma pequena, aliada aos interesses dos ricos e dos muito ricos. Torno a dizer e reafirmar que isso é o que eu penso.



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Fogão a lenha e cachaça de cabeça no tanque


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18/06/2018 19h46

 

Eis que aconteceu a greve dos caminhoneiros que conseguiu paralisar o país, e  que só faz confirmar a qualidade deprimente e fraca desse desgoverno. É do conhecimento de todos que desde o final do ano passado já havia sinais do descontentamento da categoria, pressionada pelos constantes aumentos do preço do combustível. Meu amigo, afinal de contas, o preço tabelado pela Petrobrás acumula um aumento de quase 60% no preço da gasolina e do diesel desde a metade de 2017.

Esse grandioso movimento reivindicatório anunciado, programad e divulgad com antecedência, simplesmente foi minimizada de forma irresponsável, pelo Planalto, que se encontrava muito mais preocupado em salvar a pele do “cordeiro”, do que “dar ouvidos” a tais reinvindicações.

Como diz aquele e brilhante ditado, “A gente só conhece o tamanho do urso pela catinga do chulé” (esse eu criei agora), bastou os meninos bloquearem uma única, mais muito importante rodovia, que logo em seguida já afirmaram haver indícios de que a greve dos caminhoneiros seria um locaute, orquestrado por patrões, daí quando o cidadão temeroso finalmente acordou, em mais uma medida descabida, autorizou o uso das Forças Armadas contra os caminhoneiros

Meus amigos, só um imbecil ou um abilolado de um coxinha de mortadela da vida não vai aceitar o fato de que essa greve estourou pelo simples fato de que ninguém aguentava mais o absurdo que é essa política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobrás. Imaginem que desde julho de 2017, o preço da gasolina já subiu 50,04%, o do diesel 52,15% e o gás de cozinha 67,8%. Tem muita gente voltando a cozinhar no fogão a lenha ou carvão, e usando álcool de limpeza como combustível.

Lembro bem que em dezembro de 2017, justamente por não aprovarem esta política de preço, a Associação dos Engenheiros da Petrobrás já alertava para os equívocos determinantes, tendo como um dos eixos principais a paridade com os preços internacionais, o que na prática abriu a possibilidade de ajustes diários.

A submissão total do governo ao mercado gerou o caos que estamos vivendo. Não podemos aceitar que o lucro dos acionistas internacionais esteja acima dos interesses do povo brasileiro. Não podemos aceitar que essa política de preços que penaliza a população mais pobre seja mantida.

Da mesma maneira que os caminhoneiros avisaram sobre a greve, os petroleiros da Petrobras também já deram siais de insatisfação e a qualquer momento a coisa pode ficar pior que a cantiga da perua.

Resumindo, “a panela calou, o caminhoneiro parou, o petroleiro já avisou e o blindado ainda continua lá”.



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