Fogão a lenha e cachaça de cabeça no tanque


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18/06/2018 19h46

 

Eis que aconteceu a greve dos caminhoneiros que conseguiu paralisar o país, e  que só faz confirmar a qualidade deprimente e fraca desse desgoverno. É do conhecimento de todos que desde o final do ano passado já havia sinais do descontentamento da categoria, pressionada pelos constantes aumentos do preço do combustível. Meu amigo, afinal de contas, o preço tabelado pela Petrobrás acumula um aumento de quase 60% no preço da gasolina e do diesel desde a metade de 2017.

Esse grandioso movimento reivindicatório anunciado, programad e divulgad com antecedência, simplesmente foi minimizada de forma irresponsável, pelo Planalto, que se encontrava muito mais preocupado em salvar a pele do “cordeiro”, do que “dar ouvidos” a tais reinvindicações.

Como diz aquele e brilhante ditado, “A gente só conhece o tamanho do urso pela catinga do chulé” (esse eu criei agora), bastou os meninos bloquearem uma única, mais muito importante rodovia, que logo em seguida já afirmaram haver indícios de que a greve dos caminhoneiros seria um locaute, orquestrado por patrões, daí quando o cidadão temeroso finalmente acordou, em mais uma medida descabida, autorizou o uso das Forças Armadas contra os caminhoneiros

Meus amigos, só um imbecil ou um abilolado de um coxinha de mortadela da vida não vai aceitar o fato de que essa greve estourou pelo simples fato de que ninguém aguentava mais o absurdo que é essa política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobrás. Imaginem que desde julho de 2017, o preço da gasolina já subiu 50,04%, o do diesel 52,15% e o gás de cozinha 67,8%. Tem muita gente voltando a cozinhar no fogão a lenha ou carvão, e usando álcool de limpeza como combustível.

Lembro bem que em dezembro de 2017, justamente por não aprovarem esta política de preço, a Associação dos Engenheiros da Petrobrás já alertava para os equívocos determinantes, tendo como um dos eixos principais a paridade com os preços internacionais, o que na prática abriu a possibilidade de ajustes diários.

A submissão total do governo ao mercado gerou o caos que estamos vivendo. Não podemos aceitar que o lucro dos acionistas internacionais esteja acima dos interesses do povo brasileiro. Não podemos aceitar que essa política de preços que penaliza a população mais pobre seja mantida.

Da mesma maneira que os caminhoneiros avisaram sobre a greve, os petroleiros da Petrobras também já deram siais de insatisfação e a qualquer momento a coisa pode ficar pior que a cantiga da perua.

Resumindo, “a panela calou, o caminhoneiro parou, o petroleiro já avisou e o blindado ainda continua lá”.



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