200 do Estado das Alagoas


Carlo Bandeira

22/01/2017 09h50

Há 472 Anos nascera a Alma Alagoana!

Penúltimo estado brasileiro em território, maior que Sergipe apenas,  Alagoas, para a história do Brasil, se não for a primeira, chega bem perto. O consenso nos leva para uma Alagoas de 16 de Setembro de 1816. E é certo que seja, ao menos, a oficialidade do desmembramento e o início do Estado independente das Alagoas.

No que se refere ao seu território, à época pertencente a Pernambuco, Alagoas, inicia-se como um canto, berço da alma Alagoana, bem antes de 1817.

Penedo, fundada por Duarte Coelho, entre 1540 e 1545. Em 1611 foi fundada o Povoado de Vila Madalena de Subaúma, ali era a Alagoas, que também foi denominada, Vila Santa Madalena da lagoa do Sul, hoje a Cidade de Marechal Deodoro, nome dado em homenagem ao proclamador da República, Marechal Deodoro da Fonseca, onde lá nascera.

E Porto Calvo, fundada em 1636. O escambo do pau-brasil motivou a criação desses povoados, à época. Contudo, o donatário Duarte Coelho Pereira incentivara a implantação de Engenhos para facilitar o povoamento local.

Essas  três localidades foram os pilares do Estado de Alagoas, pelo menos para a história oficial. Porém, a história nos presenteia com uma Quarta localidade, também referência histórica na formação do povo brasileiro, sobretudo, o povo alagoano.

   

Por volta de 1630, com as constantes investidas dos holandeses, constatou-se o aumento das fugas de negros escravos. Palmares, mais precisamente, Morro do Macaco, erguera-se o Quilombo mais conhecido em todo o mundo, e referência para os outros mocambos;

o Quilombo dos Palmares, palco do maior movimento libertário popular de todo o planeta Terra.

Portanto, Alagoas completa duzentos anos, mas, alma de seu povo foi forjada muito antes da separação.

O seu folclore representa a cultura de um povo que soube miscigenar as manifestações, tornando-as manifestações genuinamente Alagoanas.

Berço de fatos decisivos para a formação da Nação brasileira.

O Naufrágio do Bispo Pero Vaz Sardinha, que resultou no aniquilamento, quase que total dos Índios Caetés, no Pontal de Coruripe, a expulsão dos holandeses, que se deu em Porto Calvo, culminando com o enforcamento de Calabar;

a luta de Zumbi, pela liberdade, findado com o aprisionamento de Ganga Zumba e, dois anos mais tarde da invasão do Quilombo dos Palmares, com a morte de Zumbi em Sabalangá, Viçosa.

A proclamação da República, patrocinada pelo alagoano, Deodoro da Fonseca, em 1889; em 1912, o Quebra, intolerância religiosa, resultando na perseguição das religiões de matriz africana.

A sua literatura é reconhecidamente primordial, para a cultura Brasileira; tendo vários expoentes, como; Jorge de lima, Ledo Ivo, O velho Graça (Graciliano Ramos), entre outros.

                                                       

A mulher alagoana que mudou a terapia na Psiquiatria, Nise da Silveira, reconhecida  mundialmente, também faz parte desta história.

E o pós-república, com três presidentes do Brasil, todos de Alagoas.

Apesar dos índices baixos de desenvolvimento social e econômico, vamos comemorar os duzentos anos de nossa emancipação, sabendo que somos alagoanos há muito mais tempo, e capazes ainda, de construir ou reconstruir um estado de direitos e mais socialmente justo.

Alagoas já se destacava antes mesmo de sua emancipação, pela sua economia forte e diversificada, e por sua localização geográfica, como atesta a carta de Bento Bandeira de Melo, sugerindo ao Rei D João VI a separação da Capitania de Pernambuco, datada de 9 de dezembro de 1797.

 

Informação, esta, postada por um filho nobre daqui, Ênio Lins, Jornalista e Alagoano da Gema.

O Estado é pequeno, porém, sua história é de gente Grande, que merece ser contada nas suas minúcias.

Isto é Alagoas, dentre outros, há 472 anos, berço da Nação brasileira.

E, há 200 anos, o Nosso Estado das Alagoas!

Parabéns!



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