A Justiça desfaz injustiça!


Carlo Bandeira

02/06/2017 12h46

Mesmo com todas as licenças em mãos e em dia, Fiscalização Preventiva Integrada do Rio São Francisco (FPI), age com truculência, na vistoria realizada no dia 16 passado, nas instalações da Frutigutti, em Arapiraca.

“Fui levar a minha filha para a escola, quando me deparei com um aparato de carros à frente da empresa. Polícia Rodoviária Federal, IMA, Polícia Ambiental, Ministério Público, que fecharam a rua como se estivéssemos em uma perseguição policial, em busca de bandidos. Foi a impressão que tive”, afirmou constrangido, Claudio Paiva, 37, diretor químico da empresa da Frutigutti, “onde se realizou, com uma truculência descabida, a operação da FPI”, revelou.

“Somos uma empresa com 25 anos no mercado, são 250 famílias que vivem dos empregos diretos e indiretos. Fui antes mesmo de entrar na fábrica e da unidade iniciar o seu funcionamento. Fui tratado como um delinquente, como se já houvesse praticado algum delito. Os funcionários iriam, ainda, iniciar a manutenção e a higienização que fazemos todos os dias após um dia normal de funcionamento. Fomos injustamente autuados e interditados em alguns produtos e sem prévia comunicação, o que é necessário, e ainda interpelados por uma fiscal do IMA que fez questão de formular a autuação sentada na minha cadeira e o pior, ela não é funcionária de carreira. Temos a Certidão de funcionamento, lavrada pela Prefeitura de Arapiraca, parece-me que é o único município alagoano, desde 2014, autorizado pelo IMA a expedir tal certidão. Tudo dentro da legalidade e moralidade, onde fazemos questão de nos pautar. Porém, a certidão não foi levada em conta e ainda, questionaram a autorização, com uma multa de R$ 274 mil, um absurdo.”

“O outro absurdo foi a apreensão, pela ADEAL  de mais de três toneladas de bebida láctea fermentada, sem nenhum exame prévio para poder se constatar a impropriedade do produto. Mas garanto, como profissional químico que sou, que o produto não estava deteriorado. Não trabalhamos enganando os nossos clientes, conquistados durante os nossos 25 anos de funcionamento”.

“Como nossa atuação é pautada pelo compromisso com a segurança alimentar de nossos consumidores, a própria Justiça reconheceu e nos deu uma liminar em mandado de segurança que reconhece os nossos direitos e a retidão dos nossos atos”, completou Claudio Paiva.

A liminar decreta a devolução do produto apreendido e a suspensão do termo de interdição, habilitando a Frutigutti voltar às suas atividades. “Temos o Sistema de Inspeção Estadual, que possivelmente vamos cancelar, pois somos certificados pelo Sistema de Inspeção Federal, que nos dá a condição de comercializar nossos produtos em todo o território nacional. Essa é outra empresa, a LATICÍNIO LETA, que temos em Bom Conselho [PE]. Estamos habilitados e reconhecidos como uma empresa séria. Uma empresa que tem biólogos, químicos, veterinários entre outros, nos seus quadros profissionais ligados a área de alimentos, e que nesse tempo todo, passou por todas as inspeções, sem nenhuma contravenção ou procedimento irregular”, tem o reconhecimento do nosso público. “Garantimos e estamos aptos a continuar a produção e a comercialização, com a mesma pureza que confeccionamos os produtos FRUTIGUTTI”.

“Garantimos o que produzimos e a justiça está do nosso lado. Porque estamos absolutamente corretos e tranquilos quanto ao valor do nosso produto, que já se tornou referência em toda Alagoas, e agora começamos conquistar o Brasil”, finalizou o diretor industrial Claudio Paiva.



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