EDITORIAL: A esperança está chegando!


Carlo Bandeira

18/08/2017 12h21

Sobrevivente de uma terra e pés rachados, filho das migrações em massa, que ocorriam tempos atrás, Luís Inácio da Silva, partiu. Mesmo não sabendo o que estava acontecendo.

São Paulo foi o seu palco. O sofrimento, companheira inseparável de sua família. O que parecia ser mais um, tornou-se, um, dentre tantos.

São esses milagres da vida, segundo a elite, que vez ou outra causam notoriedade.

Agora, Luís Inácio Lula da Silva, trouxe pra sua vida, não o “sofrimento que sofrera”. Porém, carregou para a sua zona de “Poder”, quando a conseguiu, as soluções pra os muitos, milhares, milhões de sofrimentos das gentes daquela terra de pés rachados, e muitas outras terras deste País.

Na luta, muita perda, transformada em conquistas. Nas mãos, um dedo a menos. Contudo, habilidade não faltou, nessas mãos, para esculpir um modelo que agregou  e incluiu.

Portanto, uma classe que sempre desuniu e desincluiu, não permite a mitificação de uma personalidade política. Claro, que são poucos os da lista de mitificados.

Aí vem um nordestino, subnutrido, sem estudo, de barriga grande e faz uma miséria dessas; ovacionado, glorificado, não só pelos conterrâneos, mas por quem já passou fome, desprezo e engodos de um sistema voltado para bancos, grandes cooperações e capital financeiro.

Aí vem um cara barbudo, com sotaque de matuto, que “engolia os plural”, e causa o maior furdunço na cena política deste Brasil. É acusado, aviltado, e o efeito degradador das acusações, revelam-se capa invisível aos olhos “mendicantes” do povo que a cada dia, mais o considera, mais o deseja na cabeceira da mesa do Planalto.

Se a culpa lhe couber, cabe a uns poucos. Pois seu nome parece ter ressurgido das praguejantes denúncias, que mesmo que lhe caiba a autoria, não mudará o rumo desses olhares apaixonados quando da sua passagem ou fala.

As opiniões não mostram outra coisa, a não ser, Lula presidente de novo, para um povo que precisa da esperança dele, outra vez.

Não se sabe se tem culpa ou é inocente. Só se sabe que nada disso vai determinar o desamor desse povo marcado, ê.

O futuro a Deus pertence, e a esperança, só se sabe que não morreu...

Ela está chegando!

 



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