O Vaqueiro mais Apaixonado do Brasil


Carlo Bandeira

20/05/2016 18h00

Geninho Batalha

“O Vaqueiro mais apaixonado do Brasil”.

Genivaldo Leandro da Silva, nascido em Batalha, Alagoas, foi criado entre a caatinga e os currais das vacas leiteiras. Desde cedo trabalha com a lida do gado. Viveu os aperreios de uma vida difícil, com a mãe e seus oito irmãos trabalhando para garantir o sustento da família. Como ele mesmo fala; “eu não sofri tanto, pois era o caçula, e os meus irmãos mais velhos trabalhavam para sustentar os mais novos”. Contudo, desde muito cedo ia para os currais tirar leite e fazer queijo. “Lá, vaqueiro que é vaqueiro tomava o “bocore”, fuba torrada, açúcar, com leite tomado no peito da vaca”, relembra, com saudade, o vaqueiro Geninho.

Já casado, com apenas dezessete anos, vai ajudar um de seus irmãos, em Itaíba, cidade vizinha de Águas Belas, em Pernambuco. Aprende o ofício de queijeiro, ensinado pelo Ernandes do leite, seu irmão. Mesmo quando criança, na escola, já ensaiava, sem pretensão artística visível, as primeira composições, parodiando músicas famosas, como também, cantarolava seus versos em aboios, a convite da escola e festas de amigos.

Então lhe perguntei como surgira a iniciação artística e ele responde; “tinha 23 anos, e fui gravar uma música, em um estúdio lá em Itaíba-Pe,  para um candidato a vereador de Batalha”. ‘ Quando terminei, o dono da gravadora me perguntou se eu já havia cantado em alguma banda ou me apresentado em espetáculos’. ‘Respondi-lhe que nunca, e se quer tinha pensado nisso’.

Pois bem, a gravadora me ajudou, dentre tantos amigos, e hoje estou aqui, representando a nossa terra, cantando nossa vaqueirama em todo Nordeste.

‘Além das composições de minha autoria, interpreto o imortal Cara Veia,  o Galego Aboiador, Mano Walter entre outros.

Começamos a luta em 2012, e hoje, somos 23 pessoas, entre músicos, produtores, assistentes e coral, que integram a nossa equipe.

Apesar das tentativas de mudarem o meu nome artístico, Geninho Batalha, afirmo que não abrirei mão dele. Pois, além da nossa luta, este não é apenas um nome. É a marca de um Alagoano que aprendeu a amar a sua terra, o nosso canto. E ainda, crava no meu estilo o valor da minha Batalha, cidade que tanto amo, como também, a força do Sertanejo, do Alagoano, do sangue de um povo que corre nas minhas veias.

‘#E Não confunda Não’. “Esse sou eu, Geninho Batalha, o Vaqueiro mais Apaixonado do Brasil.

...Caminhando com lenço e documento, eu vou indo!



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