Tem carne podre? Tem sim senhor!


Carlo Bandeira

24/03/2017 09h45

Essas são as manchetes que nos rodeiam, e nos faze seres maus  e os males dos seres.

Porém, na verdade, de escândalo em escândalo, ora somos atores ora coadjuvantes.

A degeneração da equidade é antiga e também muito profícua. Há relatos que nos impõe à retrospectiva do nosso raciocínio lógico. E não duvidemos disto.

Tem carne podre? tem! Porém, há mais, muito mais.

tem papelão no frango;

tem mercúrio no peixe;

tem linguiça feita com carcaça de frango;

tem agrotóxico proibido nas verduras;

tem coliformes fecais na água de beber;

tem soda cáustica no leite;

tem propinoduto;

tem mensalão;

tem Lava-Jato;

tem Internet  3G que não funciona, e já vamos no 4G;

tem merenda escolar roubada;

tem água de poço contaminada e engarrafada;

tem medicamento genérico faltando nas farmácias públicas, e ainda,

sem controle de qualidade;

tem bomba de combustível fraudada;

tem gasolina adulterada;

tem cartão de crédito clonado;

tem uso de celular na cadeia;

tem médico que falta no emprego e falsifica o ponto;

tem superfaturamento nas obras públicas;

tem empregador que não respeita o funcionário;

tem saques em lojas na greve da polícia;

tem juiz que não respeita as regras de convivência comuns;

tem saque de carga de caminhões acidentados;

tem desrespeito às vagas de estacionamento;

tem reunião de políticos formando  quadrilhas;

tem o bandido que manda na polícia;

tem ministros da suprema corte que julga além do interesse público;

tem aquele que atropela e foge;

tem o Estado que te rouba;

tem o Estado que exige coisas que ele mesmo não cumpre;

tem a falta de profissionalismo;

tem o parasitismo;

tem falência ética da classe política;

tem falência ética de funcionários públicos;

tem falência ética do cidadão comum;

Você ainda acha que o problema é a carne adulterada?

Sistemicamente adulterado está o nosso pobre senso comum. Com tantas e tantas digressões da moral cívica, da reciprocidade, do bem comum, da noção de Nação, ou ainda, sobretudo, de sociedade comunitária.

Qual vai ser o próximo escândalo?

Um dos nossos velhos mestres, bem brasileiro, disse-nos um dia:

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”, Soou-nos em prosa,  Ruy Barbosa. 

Agradecemos a Pedro Luiz Lisboa, que nos enviou este tema e grande parte desta constatação.

E temos o dito!


 

 



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