Verdades Não Fazem Parte da Realidade!


Carlo Bandeira

04/02/2017 04h58

Verdade e Ralidade!

A princípio, as verdades, constata-se hoje que, nunca foi, não o são, e tampouco alcançarão um teor absoluto, como uma pequeníssima parte da humanidade dá conta de seu conhecimento.

Sem o mérito da realidade, a verdade não serve para todos, torna-se “meias verdades” a serviço de alguns. Esses alguns, aliás, integrantes da corrente que domina o resto do todo, é inquestionavelmente a menor parte desse Todo.

Este processo fora observado, aqui no Brasil, mais explicitamente, há dois anos, com o advento das tais operações “Lava isso, lava aquilo, lava Tudo”; consequentemente, não lava a verdade, sequer, clareia a realidade.

Com o surgimento das redes sócias e a ampliação do atingimento, dos veículos de comunicação de massa, à opinião da  população, a verdade toma, gradativamente, o lugar da nua e crua realidade. Realidade que também poderia ser revestida de “Bem estar Comum”, e que não é o caso real, pelo menos por enquanto.

Como se não bastasse, as verdades são ditas em “meias verdades”, o que torna pior a situação do senso comum.

No Brasil de hoje, as meias verdades veiculam bandeiras legítimas, mas com suas motivações equivocas e distorcidas pelo interesse corporativo, “de alguns”.

Tornando-as verdade absoluta está  o aparelho de guerra mais poderoso que há; o dos meios de comunicação. É lamentável observar esta realidade, mas é a puríssima verdade da realidade.

A conquista social, verifica-se em descaminhos sombrios e assombrados, e em plena extinção, devido às meias verdades veiculadas por um poder que não se acomoda na periferia das decisões governamentais; o poder econômico-social do sistema neoliberal.

É a meritocracia a mais nova ideologia do nosso sistema capitalista, propagada pelo Neo Liberalismo, atualizado, que reina hoje.

Nesta ideologia meritocrática, o indivíduo é capaz de galgar posições privilegiadas pelos próprios méritos, como; curso superior, conhecimentos específicos, experiência profissional e por aí vai...

A filósofa, Marilena Chaui, graciosamente nos indica, ser essa verdade um dos exemplos das meias verdades que estão por aí, assolando a fabricação das opiniões, ou seja, do senso comum.

Como o comum, integrante de uma sociedade desigual, desfavorecida das oportunidades de intelectualização, aquisição do conhecimento, preservação da saúde, segurança alimentar, poderá ser um empreendedor individual, um terceirizado como propõe os ideólogos neoliberais desta meritocracia.

O emprego é a condição para o trabalho, e motivo de limitação do enriquecimento e empoderamento das grandes corporações.

Acabar com o emprego e o substituir pela terceirização do trabalho, essa é a real situação.

Como pode um trabalhador negociar com o patrão? Pelo sindicato, é claro. Mas ele só tem o poder da greve, e não o poder de polícia ou o de intervenção.

A aposentadoria está subindo a idade mínima; décimo terceiro, ninguém sabe, garantias trabalhistas, é um bicho de sete cabeças; e os vinte anos de congelamento, absolutamente real.

Isso, sem falar dos Estados Unidos e o Donald Trump, uma realidade que veiculará as suas verdades Também.

As verdades são ditas. A realidade é uma só. E é nela que se deve fixar a atenção, porém, é o que não se sabe enxergar.

Se boas ou ruins, as verdades contarão.

Contudo, o uso de óculos especiais, em várias dimensões, deverão ser usados para a leitura da realidade vindoura.

Verdade e Realidade! Qual das duas?



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