À espera de um milagre


Marcio Santana

28/03/2019 08h09

 

E eis que chegamos a mais um final de ano, muita alegria, muita tristeza, muitas conquistas, muitas derrotas, muito orgulho, muitas decepções, muita sinceridade, muita falsidade, muitas atitudes respeitosas, muitas que nunca deveriam ser tomadas, novas amizades, fim de “amizades”, enfim, a continuidade de uma vida que, apesar de sempre esperarmos que mude, continua a mesma.

Muito esperamos de um novo ano, porém pouco fazemos para que ele realmente seja melhor. Muito esperamos dos nossos filhos, porém, na maioria das vezes não sabemos nem a qualidade de vida que eles levam. Muito esperamos de um determinado governo, mas na maioria das vezes torcemos para que o outro que ganhou meta a pá de cal em cima só por não aceitar a derrota.

Enquanto a importância da reflexão de fim de ano for apenas a roupa branca, uma cueca nova, a queima dos fogos, os pulinhos nas pequenas ondas, os abraços (falsos), o brindar de taças, e o horror de comida que todos os anos sobra e é jogado fora, aí meus amigos, podem tirar o famigerado e sofrido “pangaré” da chuva, que certamente a vida vai continuar sempre sendo a mesma.

Precisamos aproveitar as oportunidade que temos. A importância que temos. A alegria que temos. A vontade de mudança que temos. Os exemplos bons que temos. Os momentos maravilhosos em família que temos. Encontrar o acerto diante dos erros que cometemos e não persistir em fechar os olhos quando temos a certeza que algo está errado.

Feliz Natal é ver um projeto ter dado certo. É ver um filho se formando e seguindo a carreira tão almejada. É saber que “eu fiz o que pude” para mudar. É entender que as vezes os pequenos detalhes fazem a tal da grande diferença.

Como poder desejar um feliz natal e próspero ano, repleto de saúde, amor, carinho, conquistas e alegrias para um “querido” amigo, irmão, primo, sobrinho, enfim, pessoas que fazem parte da sua vida se ao invés de demostrar tudo isso, o que víamos à pouco tempo atrás na prática, era uma verdadeira disseminação do ódio, do preconceito, do fascismo e da crueldade.

Pois bem, voltemos então à nossa realidade. Na minha humilde opinião - agora falo por mim – eu preferiria muito mais ser esquecido por um monte de cafajestes que eu não sabia que conhecia, uma cambada de sem futuro, um “moi” de calhordas, lambe botas, falsos, lascados metidos a ricos, puxa sacos, oportunistas – vá vendo aí onde você se encaixa- do que ser lembrado como sendo um “grande amigo de todos os anos”.

Vão tudo pra casa da peste e não precisa me mandar endereço, pois meus  ex-amigos, só um grande milagre vai salva-los do juízo final.



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