70 mil casas tomadas


Marcio Santana

03/09/2018 21h37

 

Diante do elevado índice de inadimplência e consequentemente a perda do imóvel, que por sinal hoje atinge a alarmante casa de 70 mil unidades em todo o Brasil, muitas instituições financeiras estão praticando diversas “sugestões” de cardápios que visam não somente o recolhimento de uma dívida estimada em R$13,7 bilhões, oriunda da atual crise financeira que já se alastra desde 2014, como também a esperança de muitos brasileiros – entre eles coxinhas camuflados - que tiveram o sonho da casa própria realizado, e simplesmente, por motivo  da péssima  administração por que passa o país, agora se deparam com esse horroroso pesadelo.

Evidente que as instituições financeiras que dominam essa espelunca e miserável província, trabalham (sempre), com a possibilidade, diante de um financiamento a longo prazo (30 anos), de várias situações que com certeza podem interferir no orçamento familiar como dividas inesperadas, perda inesperada e fatídica de emprego, redução de salários (produção), doença entre outros, e sendo assim jamais, em hipótese alguma, operam com o possível prejuízo.

Por tais motivos foram desenvolvidas várias qualidades de “pratos” alguns populares outros mais sofisticados e até mesmo exóticos, para o deguste do já lascado e comprometido consumidor.

Usar o FGTS para amenizar ou até mesmo liquidar o débito. Receber o seu veículo que sempre é avaliado com o valor abaixo do mercado para abater parcelas. Refinanciar a dívida e assim aumentar cada vez mais o “sabor” da comida. Desvalorizar o seu querido papagaio que canta o hino do flamengo. Achar que a sua panela de pressão está muito amassada devido as batidas que você deu na manifestação do golpe e etc.

Posso garantir que ao menos dois amigos, que antes moravam de aluguel, adquiriram, graças a excelente situação que vivia o pais, a tão sonhada casa própria, conseguiram comprar toda a linha branca de eletrodoméstico através do plano do governo, fizeram churrasqueira, um ainda colocou um tanque de fibra no jardim (piscina), todo final de semana era cerveja, feijoada, cachaça ate umas horas e outras coisas mais. E simplesmente, devido a extravagância e consequentemente a falta de controle com os gastos, se viram atolados em dívidas e na primeira oportunidade que tiveram foram pra rua, bateram panelas, vestiram a camisa da seleção e apoiaram o golpe justamente contra o governo que proporcionou toda aquela mudança de qualidade de vida.

Pois bem, os bondosos e ao mesmo tempo maquiavélicos banqueiros já deram um prazo final para sanarem o débito pois do contrário, os mesmos irão à leilão.

É isso meus amigos, geralmente quando a gente “cospe” no prato que comeu a comida fica azeda e daí não tem mais nada o que se fazer, e é justamente nesse momento onde entra aquele velho ditado “nada é tão ruim que não possa ficar pior”. 

 

 



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Toda eleição é a mesma coisa


Marcio Santana

03/09/2018 21h33

 

Aí de repente me vejo chegando na naquela fatídica e ao mesmo tempo esperançosa “zona” (no bom sentido), eleitoral e ali, observando aquele “moi” de eleitores, simpatizantes, burgueses, alguns metidos a ricos, outros metidos a pobres só para me comover, uns com roupas que mais parece que vão a uma festa de gala, outros com trajes de praia doidos para tomar umas cervejas, alguns com aparência de entendidos, outros com a aparência de quem trabalhou até de manhã para ganhar honestamente o dinheiro do mês, uns otários discutindo as “qualidades” de quem não as possuem, outros sem nem saber onde vão votar, o tolinho que sempre vem com a mesma história de que gostaria de ter a honra de receber o meu voto, aqueles velhos amigos do tempo de escola, o reencontro com o presidente da mesa, enfim, naquele local, que pela importância que possui, deveria ser considerado e tido como um local de esperança e respeito.

Fico ali na fila que por sinal já foi bem maior em anos anteriores, esperando para mais uma vez exercer o meu direito cívico de cidadão do mundo. Ali naquela cultural fila, sempre tem as “experientes” celebridades que acham que todo mundo, assim como elas, são idiotas e bestas e que devido a uma boa lábia certamente vão se deixar levar pela delicadeza das maquiavélicas palavras.

Vai se aproximando a minha vez e como não poderia ser diferente, sempre tem aquelas pessoas que se atrapalham um pouco na hora de digitar os números de seus candidatos, causando assim uma já bastante conhecida, mas compreensível demora.

Pois bem, chegou a minha hora, a hora de colocar em pratica toda uma vontade de mudança e uma crucial determinação, está ali na minha frente aquela “coisa” que de tão importante que é, deveria ser considerada como sendo algo primordial em nossas vidas e consequentemente no futuro do país. A análise já foi feita antes, a qualidade de cada elemento já foi exposta, resta agora saber se realmente o melhor vai conseguir se eleger.

Já fui assaltado duas vezes, nem por isso sou a favor do porte de arma. Nunca recebi bolsa família, mas sei que muitos precisam. Entendo que a mudança não pode acontecer se continuarmos votando nos mesmos malandros e nos filhos dos mesmos. Tenho certeza que o continuísmo dessas mazelas só causa miséria e exploração. Não quero perder a amizade de ninguém, inclusive de velhos amigos da época de colégio, mas se for o caso um grande abraço para todos e passem bem. Sou totalmente contra o golpe, deixem o “cara” bater chapa e vença o melhor. Nunca precisei de nenhuma dessas misérias, mas conheço muita gente que precisou, melhorou de vida e depois deu uma banana para o causador de tantas melhorias e agora está comendo o pão que o diabo enxugou o “toba”. E continuo a dizer que dessa vez não quero discutir política com ninguém, inclusive comigo mesmo.



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A vida de um “Rei”


Marcio Santana

03/09/2018 21h32


Todos os dias acordo as 9:00, fico imaginando se realmente vale a pena sair de minha cama confortabilíssima, observo no celular os primeiros movimentos de meus assessores, ali mesmo já tomo algumas decisões que não significarão nada de especial para mi mas com certeza vai prejudicar muitas pessoas que por sua vez não significam nada de importante para gerar preocupação.

Em seguida me levanto vou ao meu magnifico e imponente sanitário que só ele vale mais que muita casa dos assalariados que me servem. Depois de tomar um relaxante e maravilhoso banho me preparo para um delicioso e farto café da manhã, e ali já vejo, escuto e depois leio os jornais com as mais diversas mentiras ditas por mim ontem, aí o meu assessor particular já começa a informar toda a agendo do dia sem que eu tenha que me preocupar com porra nenhuma.

Agora, já dentro do carro oficial, sigo em direção ao meu gabinete onde pessoas das mais diversas classes sociais me aguardam para uma “reunião” muito importante – para eles – onde deveria ser tratado um acordo coletivo.

Mais ainda estou a caminho, e apesar de toda a beleza que existe nesse nosso litoral – Jatiúca, Ponta Verde, Pajuçara enfim, na orla de Maceió – mesmo assim é praticamente impossível não observar certas desigualdades, coisas que certamente eu poderia resolver, meus amigos de “labuta” poderiam resolver, mas e daí, para que resolve-las, deixa que no próximo governo, pois a reeleição é praticamente certa, daremos uma certa prioridade a tudo isso.

- Por que me preocupar agora com a segurança na periferia se lá no bairro onde resido a ronda policial é de hora em hora?

- Por que me preocupar com os ônibus superlotados se isso é um papel do município?

- Por que me preocupar com as ruas esburacadas se elas sempre foram assim e nunca infeliz nenhum deu jeito?

- Por que me preocupar com aqueles manifestantes que se encontram ali na porta do cais se eu sei que em breve estarão todos votando em minha reeleição?

- Por que me preocupar em ser honesto se isso é uma coisa que nunca fui?

- Por que me preocupar com os enfermos do HGE se todos sabem que esse problema não é só aqui?

- Por que me preocupar com os alunos do CEPA se acabamos de fazer uma meia-sola por lá justamente para enganar os bestas?

- Por que me preocupar em ter que prestar contas à sociedade do dinheiro público se nunca nesse país os valores bateram certo?

- Por que me preocupar, me preocupar, me preocupar e me preocupar? 
 
Por que me preocupar com tudo isso e algo mais, se essa difícil vida que levo, me ensinou a não desistir de meus sonhos e sempre procurar iludir meus súditos (eleitores de cabresto), que nunca me deixaram na mão e sempre são recompensados com uma belíssima cesta básica todo  ano de eleição.  



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Que “medo” da peste é esse, libertem o cara e tudo será resolvido


Marcio Santana

03/09/2018 21h29

 

Mais uma vez uma demonstração de medo dos golpistas de que ele volte.

Mais uma vez uma pesquisa (não manipulada), mostra uma verdade.

Mais uma vez uma certeza de que algo muito estranho está acontecendo.

Mais uma vez uma realidade que ninguém quer aceitar.

Mais uma vez uma manifestação mundial de apoio à LULA.

Mais uma vez uma pergunta sem resposta.

Mais uma vez uma resposta descabida de uma corja de manipuladores.

Mais uma vez uma verdade negada por perguntas mentirosas.

Mais uma vez uma nação perplexa com tanta safadeza e sem nada a fazer.

Mais uma vez uma sacanagem predeterminada.

Mais uma vez, uma vez, uma vez, uma vez e uma vez....

Esse medo que todos têm é o medo de:

Verem mais uma vez uma humilhante derrota nas próximas eleições.

Verem mais uma vez o mundo respeitando o Brasil.

Verem mais uma vez o FMI pedindo dinheiro emprestado ao Brasil.

Verem mais uma vez a inflação controlada.

Verem mais uma vez as universidades sendo valorizadas.

Verem mais uma vez o pobre com comida na mesa.

Verem mais uma vez o Brasil do desenvolvimento.

Verem mais uma vez um homem do campo na poltrona ao lado no avião.

Verem mais uma vez o preço dos combustíveis estacionados.

Verem mais uma vez, mais uma vez, mais uma vez e mais uma vez....

A verdade é que Lula virou o cão chupando manga para a classe política golpista - comandada por uma mídia corrupta e totalmente comprometida com a mentira e a safadeza – não só pelo que ele representa e nem tampouco por tê-los derrotado três vezes sucessivas nas eleições presidenciais, mas principalmente por se manter como o maior líder popular na história dessa sofredora província sem dono, mesmo estando preso. 

O medo que os poderosos têm de Lula não é de agora e sim desde a época quando surgiu como líder operário, que trazia para a luta política os explorados e lascados trabalhadores, tanto pela ditadura militar como por um empresariado já acostumado ao arrocho salarial e à eterna e covarde ma



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Plano de saúde, funeral ou SUS?


Marcio Santana

03/09/2018 21h27

 

Apesar de toda a rebordosa que recebe dos incompetentes administradores, das falcatruas que acontecem constantemente e da incapacidade administrativa do Governo, o SUS ainda é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o maior sistema gratuito e universal do mundo de Saúde Pública, e esse reconhecimento não poderia ser diferente, meus amigos, sete a cada dez brasileiros recorrem ao sistema quando surge algum problema de saúde, gerando assim mais ou menos 1 bilhão de consultas médicas e mais de 4 bilhões de procedimentos executados todos os anos.

É uma pena que um sistema tão importante para o já lascado povo brasileiro, em especial o alagoano, e de certa forma “prestativo” como esse, possa acabar a qualquer momento, e o motivo dessa possível catástrofe na saúde do país não poderia ser outro senão a péssima gestão desse medíocre e comprometido governo.

Para se ter uma ideia do que pode acontecer, está sendo cogitada a absurda e descabida proposta de um Novo Sistema de Saúde, que seria organizado pela Federação Brasileira de Planos de Saúde, com participação, claro, do Ministério da Saúde – um dos maiores interessados – e de deputados e senadores.

Essa famigerada e escrota proposta de eutanásia ao Sistema Único de Saúde seria para um “moi” de carniceiros a salvação através da criação do "Novo Sistema Nacional de Saúde" que teria como principal característica, a transferência de recursos do SUS para financiar a Alta Complexidade nos planos privados de saúde, ou seja, a meta final seria “garantir” que metade da população deixe de ser atendida de forma pública, gratuita e universal e passe a ser atendida exclusivamente de forma privada.

Trocando em miúdos, a proposta chega a ser muito bem comparada a um velho ditado popular que diz o seguinte: “Em barraco de malandro, quem entra pra roubar sai morto”, e esse esquema representa o arrombamento completo do SUS e a negação da saúde como direito a ser acessado e exercido por todos. A "pilantragem" estaria na possibilidade de garantir de forma oficial, a apropriação privada do fundo público de modo a atender interesses empresariais e não a qualquer interesse público.

A trágica e fulminante proposta articulada pelos planos privados de saúde e pelo governo federal, apresentada, busca enterrar de vez qualquer possibilidade de funcionamento do Sistema, dando continuidade a escrota agenda golpista de desmonte de políticas públicas e de retirada de direitos sociais.

Tenho a convicção que a partir de agora o brasileiro está em uma verdadeira sinuca de bico, e como a situação e periclitante, é mais negocio investir em um belo PLANO FUNERÁRIO, que em um caríssimo de saúde, pois sem o Susmuita gente vai subir e com certeza não é, nem para a enfermaria e nem tampouco para uma suíte de um hospital particular. 

 



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Ainda sobre “renovação política”


Marcio Santana

02/07/2018 19h31

 

A política de Alagoas sofre com uma doença a muito conhecida por todos, a famigerada “Diarreia Aguda”. Os constantes escândalos de pouca vergonha só potencializaram a rejeição à política. Entendo que esse viciante fenômeno esteja longe de ser uma crise momentânea.

A tão esperada renovação política é sem dúvida alguma uma bandeira generalizada, que deverá ser hasteada aqui nessa medíocre província.  O aviso de atenção “cuidado que estamos de olho”, exposto de maneira clara nas últimas eleições está mostrando que, a forma velha e desonesta de se fazer política ficou pra trás.

A geração de “novos” políticos que, aparentemente, estão engajados nessa tentativa, ainda é muito pequena, porém, diante de tudo o que já nos foi oferecido, ainda consegue deixar no ar uma certa esperança.  

Nesse Brasil, que infelizmente ainda tem pessoas que aderem, por pura ignorância política à um candidato de extrema-direita, e que, de acordo com as últimas pesquisas, está em segundo lugar das intenções de voto para Presidente, fica realmente, muito complicado esperar uma real mudança. Os nossos partidos, pra variar, ficaram parados no tempo.

A quem assegure que a sociedade “organizada”, assim como as torcidas, seguiu em frente e espera que a política também avance. E é justamente por isso que muita coisa ruim está adentrando na já esculhambada casa de Maroca. A descrença na democracia só tem aumentando nos últimos dois anos no Brasil. Se no caso de Alagoas a descrença na política tem o DNA desse fenômeno “viciante”, ela também é revigorada pelos conhecidos e degradantes escândalos de corrupção que surgiram após a operação Lava Jato. 

Meu amigo, você, assim como eu, certamente deve estar se perguntando se agora, para as eleições 2018, as coisas poderão mudar?  Eu particularmente acredito que ainda não, mas, poderemos ter gratas surpresas, até por que com as chuvas que caíram nas regiões mais castigadas pela seca e exploradas pelos “vampiros” da política, existe uma remota esperança que a colheita seja de produto de primeira qualidade e não bichado.

Em uma pesquisa inédita, recém realizada pelo instituto de pesquisa Idea Big Data, mostra que 56% dos eleitores não pretendem reeleger nenhum candidato nas próximas eleições, e o mais importante, independentemente do cargo. Mostra também que 64% das pessoas não pretendem votar em nenhum “elemento” envolvido na operação Lava Jato, seja ele inocente ou não. Quando perguntados à queima roupa pelo instituto de pesquisa se preferiam um “líder” ou um “gestor” para presidência da República em 2018, 68% dos entrevistados disseram “gestor”.

Volto a pregar a importância das críticas, principalmente quando se fala que somos formadores de opinião, todavia, quando se tem por trás da “opinião”, um patrão que determina a sua opinião, realmente fica muito difícil dar credibilidade a um monte de baba-ovo e borra-botas que insistem em só divulgar as “verdades” mentirosas. 



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Quantos risos.... quanta alegria!!!


Marcio Santana

02/07/2018 19h26

 

Quantos Brasis ficaram pelo temido caminho naquela quarta-feira fria de Campina Grande... Quantos gritos de gol foram esperados, gritos de “burro” e de “cabelinho de macarrão”. Quantos quase que era gol, quantos agora vai, quantos potinhos de fava com brejeira... Quantos tenham calma, quantos vai se lascar juiz ladrão! Enfim, mais um aperreio chegou e passou sem que ninguém, ao final, ficasse triste ou preocupado com as coisas que estão por vim, e que todas as copas acontecem aqui nessa famigerada e sofrida província.

Quantas bandeiras do Brasil, camisas amarelinhas da seleção - não as dos coxinhas -mais linda, querida e ao mesmo tempo odiada do mundo, quantos dias para sair mais cedo ou para chegar mais tarde ao trabalho... Quantos risos, beijos, braços fortes, abraços, críticas, escalações... Quanto sofrimento, quantas alegrias e murros na mesa, mãos na cabeça, socos no peito, chutes no ar..., e a certeza de que talvez tenhamos, este ano, um final melhor. Adeus Alemanha, desta vez não deu, fica para a próxima.

Quantas figurinhas carimbadas dando palpites na televisão, quantos comentários idiotas de alguns “comentaristas”, quanta vontade que tudo termine bem. Quanta agulhada no Maior São João do Mundo aqui no Parque do Povo, quanto carro arrombado, quanta cerveja caríssima consumida e quanta explicação sem lógica para pouca coisa.

Quantos palpites, quantas alegrias, quantos “otimistas” na frente da TV derramando lágrimas... quanto orgulho besta, quanta música de primeira qualidade tocada por nosso vizinho de condomínio, quanta piadas das boas, quanta cachaça tirada do congelador, quanta torcida, muvuca e quanta bola, quanto bolão... e mais uma vez, quantos copos, quanta carne assada, feijoada e favada enfim, quanta Copa, quanto Brasil...

Quanta estrela faltou brilhar, e quantas ainda estão por vim, quanta pedra de gelo faltou no copo de whisky , quantas gargantas a berrar, amigos a se abraçarem e os benditos penteados dos caras não se desfazem.

 

Esse é o nosso Brasil dos “quantos”, torcedores, sofredores, otários, esperançosos, brilhantes, entendidos, técnicos, goleiros zagueiros, atacantes e acima de tudo brasileiros. Esse é o nosso dilema, sempre tapar o sol com a peneira, sempre acreditar no inacreditável, sempre votar errado pensando que esta certo, sempre imaginar que agora as coisas vão funcionar, o CRB vai continuar na B, o CSA vai cair, o ASA vai se reestruturar, o Vasco não vai ser mais o Vice, aquele candidato vai se eleger, o lobisomem vai cair, a gasolina vai baixar de preço, a Segurança vai segurar, a Educação vai educar, a Saúde vai curar e para terminar, no ano que vem a coisa vai melhorar.

 



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A culpa é do juiz!


Marcio Santana

02/07/2018 19h24

 

Embora muitas vezes a frase tenha total sentido, fica então muito fácil para qualquer imbecil (entendido), que esteja transmitindo um jogo sentenciar tal decisão em andamento de maneira curta e seguramente correta, e de tabela jogar o arbitro contra uma nação.

Nasci e me criei assistindo ou mesmo tentando assistir, o futebol verdadeiro, limpo, sem compromissos paralelos, sem acordos de presidentes de federações, sem propinas para árbitros, sem a participação da “mídia” determinando o dia e a hora dos mais brilhantes jogos do futebol brasileiro. Tempo em que íamos ao estádio de futebol sem saber ao certo quem iria vencer uma partida. Tempo em que mesmo quando o meu time perdia aceitava de forma revoltante, mas sem julgar a personalidade de A ou B, e assim esperava até o próximo jogo da mesma maneira, com esperança, com nervosismo, com dúvidas na escalação, com a velha discórdia da escala de arbitragem, mas sem nenhum excesso de julgamento.

Muito difícil é justamente entender que essa seleção que está aí, nada mais é que o puro reflexo dessa província em que vivemos, muito luxo para pouco merecimento, um país em que se sobressai quem tem mais. Uma seleção que só permite jogar quem tem o melhor empresário. Um país em que a justiça está na mão de um único “homem”. Uma seleção que tem apenas um único “homem” que possa fazer justiça. Um país que um juiz determina quem ganha. Uma seleção que só ganha se tiver a ajuda de um juiz.

Se essa miséria que nunca enganou a ninguém, continuar esperando que a arbitragem marque o que não foi, vai se lascar pela cepa, e certamente na passará da primeira fase. Não adianta querer tapar o sol com a peneira. A velha e já desconhecida qualidade futebolística do Brasil, com garra, união, conjunto, respeito ao adversário, não existe a muito tempo, o que vemos agora é um grupo de “mercenários escrotos” que, graças a uma federação desmoralizada e comprometida com diversos escândalos, está representando, sem responsabilidade nenhuma, uma já desmoralizada nação.

É preciso que as pessoas entendam (os que criticam), assim como os atores principais (jogadores), que aquele período em que existia na presidência da FIFA um senhor de idade, que por sinal era brasileiro, já virou passado, e que agora a moral que a seleção tem é idêntica as demais. Talvez ou com certeza, o resultado da estreia teria sido outro, o arbitro de vídeo teria sido acionado, o pênalti teria sido marcado, o Brasil todo estaria em festa a custas da safadeza e da imoralidade. Mas a realidade agora é outra, como deveria ser também a realidade política, ou seja, só merece alcançar a vitória quem realmente fizer por merecer e não através de ajudas que infelizmente todos já se acostumaram a ter.

Isso não é um simples desabafo pela péssima estreia, nem tampouco a aceitação da eliminação, mas realmente fica muito difícil acreditar em coisa melhor vendo o desempenho medíocre e descompromissado de um grupo que prefere muito mais apresentar penteados exagerados ao invés de um futebol que transmita confiança ao já sofrido e esperançoso povo brasileiro.

 



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A russa copa da Rússia


Marcio Santana

18/06/2018 19h49

 

 

E mais uma vez estamos diante de uma copa do mundo, e para variar, este evento como sempre, será para o Brasil mais uma ocasião daquelas em que estarão em jogo dois acontecimentos que tocam bastante a alma das pessoas: será eleito um novo presidente da República, e será o ano em que – não sei de que maneira - a seleção de futebol tentará a desforra, na Copa da Rússia, pela vergonha da derrota por 7 a 1 contra a Alemanha.

É muito importante que se diga que este ano as urnas serão um termômetro para saber até onde chega a febre de irresponsabilidade dos brasileiros com a política e seus desejos de renovação. Saberemos, por exemplo, se querem que as coisas mudem para melhor ou preferem que continuem na mesma porcaria em que se encontra.

Não acredito que - embora possa parecer - que o desempenho e consequentemente resultado final da seleção na Copa da Rússia, possa influenciar positiva ou negativamente nas eleições que se apresentam como uma das mais polêmicas, complexas e difíceis de todos os tempos.

Entendo que o futebol hoje aqui no Brasil não mais desperta aquela velha paixão dos tempos em que ganhávamos uma Copa atrás da outra e se identificava com a bola bem jogada. Talvez pelas diversas descobertas de falcatruas tanto na FIFA como na CBF.

Com certeza - e diante de tudo o que está acontecendo nessa grande província - a copa deste ano não poderá jamais, pelo menos no lado justo, influenciar nas eleições presidenciais, pelo contrário, poderá ser um “tapa-olho” de grandes proporções que certamente vai maquiar o desejo de querer renovar toda a mazela que a muito teima em se escalar no nosso governo.

Evidente que não podemos jamais esquecer que foi - coincidentemente ou não- justamente, a partir do grande desastre da última copa, com as vaias a Dilma no Maracanã, que teve inicio toda a crise política que infelizmente nos conduziu até essa miséria de hoje.

Torso muito para que tenhamos um presidente “diferente” de tudo e de todos os que aqui já tivemos. Já disse e repito, sou Petista, mas nunca admiti em momento algum que toda essa roubalheira passasse por despercebido e sempre fui a favor que todos os envolvidos, sejam eles quem for, paguem na cadeia pelos crimes que cometeram.

E quanto à copa, com certeza, espero que aqueles “pobres” jogadores que neste momento são os representantes do povo brasileiro, tenham, no mínimo, a já bastante esquecida dignidade e honrem a camisa de nossa seleção, diferentemente de um bando de idiotas que a vestiram em forma de protesto por algo que a grande maioria nem sabia do que se tratava.



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“Pode deixar que eu resolvo”


Marcio Santana

07/05/2018 10h11

 

“Meu amigo, se tem uma coisa que me irrita, é o tal do elemento “sínico”, principalmente aquele do tipo que lasca você rindo da sua cara. Sabe aquele infeliz que a gente imagina ser um homem descente e na verdade não vale nem um terço do que o gato enterra. Faz promessas, garante que as coisas vão ser resolvidas, que vai interver a seu favor, que nesse caso você pode contar com o ovo no bocal da galinha, enfim, o verdadeiro ator que chora de comoção pela desgraça dos outros. E, pra acabar de lascar com tudo, acha que tem uma certa influência no governo, mas na verdade não passa de um lambe-botas.

Aqui nessa ALAGOAS DE MEU DEUS, mais precisamente em Maceió, o que mais tem é gente dessa qualidade, principalmente à frente de órgãos públicos, onde deveriam, pelo importante cargo que ocupam, ter o mínimo de respeito com os servidores e consequentemente com a comunidade.

Infelizmente Alagoas, assim como o Brasil, está carente de homens de bem, que tenham a hombridade de agirem coerentemente, sem mentiras, sem falsidades, que possuam vergonha na cara para não aceitarem imposições do “Rei”, que entendam, se é que isso é possível, que com os direitos do trabalhador ninguém pode mexer.

Será possível que não encontremos mais em lugar nenhum, um episódio de honestidade e clareza de atos, que ninguém mais se interesse pelo servidor, que só pensem em se dar bem e que para isso seja necessário massacrar uma classe já bastante explorada, humilhada e sempre colocada em segundo plano?

Pois bem meus amigos, esse negocio de dizer “pode deixar que eu resolvo”, com certeza vocês vão ouvir muito neste período que antecede as eleições, porém, fica aqui o meu alerta e ao mesmo tempo depoimento. Não acreditem nessa qualidade de gente, nem tampouco exerçam de maneira errônea, o importante ato de eleger quem não presta e que certamente só tem compromisso com os “currais eleitorais”, ou seja, a maioria deles. Vamos procurar colocar em evidências pessoas que realmente tenham o intuito de mudar toda essa safadeza que insiste em querer voltar a dominar o Brasil.

Lembro muito bem do impacto que foi a eleição de 2002 com Lula e seus aliados ligados às bases da sociedade. Foi justamente a partir daquele momento que fez-se pela primeira vez, uma revolução democrática e diferentemente de hoje, pacífica no Brasil. Na época as classes dominantes que ao longo de toda a história ocuparam o Estado, garantindo mais seus privilégios do que os direitos de todos, foram banidas do Estado. Um representante das classes subalternas, Lula, chegou a ser Presidente. E realizou uma verdadeira revolução no modo de presidir. 



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Isso é o que penso


Marcio Santana

30/04/2018 18h02

 

Meus amigos - e aí devo imaginar verdadeiros amigos -  gostaria muito que até os intelectuais, que tanto falam da exigência de um tal de “canudo”, ficassem com muita raiva, revoltados, bufando pelos ouvidos ou mesmo cuspindo fogo por estar escrevendo estas mal traçadas linhas. Para mim pouco importa o que vocês acham ou aprovam, mas simplesmente eu não suporto mais ver um “bando” de intelectuais (ou mesmo que acham que são), perdendo tempo falando mal da esquerda ou da direita, ou mesmo elogiando o vampiro.

Entendo que aquele velho ditado que diz que o “pior cego é aquele que não quer ver”,  se encaixa perfeitamente nessa questão, principalmente quando vocês passam a maior parte do tempo elogiando, procurando méritos, divulgando ações populares de seus “padrinhos” em suas colunas, e que na verdade todos nós sabemos que os maravilhosos “representantes” recebem auxilio para todo tipo de coisa, cada gabinete tem uma porrada de assessores, vivem o tempo todo arrumando notas fiscais falsas, vivem passeando de jatinho com a “família”, envolvidos em acordos milionários com empreiteiras, desviam verbas da merenda, dos remédios, da segurança e outras cossitas mais.

Eu preciso entender que vocês, inegáveis, intocáveis, magníficos e acima de tudo intelectuais escravos do capitalismo (pauta do dia), que o mundo de um elemento desses é totalmente diferente do mundo dos mortais (meu mundo). A tal da ignorância política nos presenteia diariamente com mostras de uma estranha forma de inteligência, uma magnífica esperteza para golpes sujos, acordos sujos, conchavos sujos, aí eu pergunto, vocês querem o quê? Ora, esqueçam! Isso que vocês querem nos enfiar de goela abaixo não existe dentro deste meio. 

A minha vida era defendendo o PT, e não conseguia imaginar aqueles grandes ícones do partido envolvidos nos mais diferentes tipos de falcatruas, e não é só no PT, a coisa simplesmente se generalizou por todos os partidos.

Nós, apesar de tudo, temos um pensamento diferente do deles, sabemos que os brasileiros vivem angustiados, com uma cruel sensação de impunidade, que, por sinal, um dia já foi diferente, mesmo sem a ditadura militar, não posso esperar um milagre de uma simples hora para outra. Não temos hoje no Brasil, uma “mídia” poderosa e de credibilidade, que faça por merecer esta minha esperança, que imagino seja a de todos que aqui vivem, mas não custa ter um pouco de esperança na dignidade dos homens. 

Meu Deus, será que vocês não entendem que nada, simplesmente nada, que esses “representantes” tentam e na maioria das vezes conseguem, é tudo em prol deles mesmo? Parece até que o fato de terem toda uma população contra, aumenta ainda mais a sua vontade de fazer mais por eles e menos por nós.

 



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Carta à um preso político


Marcio Santana

30/04/2018 18h00

 
No meu entender, e diante de tudo o que está sendo divulgado, a prisão do presidente Lula, deixou ainda mais claro o que todos nós já sabíamos, a respeito da idiota e manipulada direita nacional. Simplesmente ficou evidenciado que ela é hipócrita e falsa moralista.
“Cabestralmente” composta por cidadãos de bem, de caráter ilibado, guardiões da família e dos bons costumes e defensores da tradição cristã, o lado podre, destro e reacionário da nossa sociedade, assim como os imbecis que se dizem coxinhas mas que compraram carro popular financiado em 50 meses, estão devendo o cartão de crédito, não conseguem pagar o financiamento do quarto e sala, continuam devendo na bodega do Sr. Pacheco mas que mesmo assim se acham ricos e comemoraram a prisão de Lula, tomando cachaça polca-peito com sardinha e churrasquinho de gato.
Tenho dito, e continuo a “pregar”, que o elemento que rouba, mata e estupra tem que ir para a cadeia, independentemente de ser um morador de rua ou um elemento da mais alta corte, daí ter a convicção de que nada de mal irá te acontecer, realmente é ter a certeza de que aqui nessa província, “em si plantando tudo dá” e fica por isso mesmo.
Por tudo isso, e por fazer parte do lado “consciente” da vida e do Brasil, resolvi escrever algumas palavras que espero e torço que cheguem em algum bajulador, puxa-saco, ou mesmo ao servir para embrulhar o peixe na balança, chegue ao seu conhecimento.
 
Olá, Sr. Presidente Lula, espero que as coisas estejam mais ou menos tranquilas com o amigo,
Hoje enquanto ia ao sindicato, escutando as notícias de Alagoas e do Brasil, pude observar, mesmo que de maneira constrangedora, cenas de um cotidiano cruel, injusto e principalmente desumano de uma situação que imaginava estar completamente extinta nesse estado e consequentemente no Brasil.
Sabe, “companheiro” presidente, nasci e me criei em um estado que desde que me entendo de gente sempre esteve presente nas piores colocações no ranking da segurança, saúde, educação e qualidade de vida. A situação aqui era tão ruim que evidenciava claramente quem eram os ricos, pois tirando aquelas três famílias poderosas que por aqui reinavam, o restante era tudo lascado.
Eu posso garantir que não vivi, mas certamente vi várias pessoas saírem da zona da miséria e da fome por conta do seu governo, pessoas que tiveram, pela primeira vez energia elétrica em casa, estudantes que conseguiram entrar na faculdade pelo Prouni, a tão sonhada água que você levou para o sertanejo, enfim, a grande mudança na vido do brasileiro que graças a você não passou mais fome.
Sabe Sr Presidente, nunca irei esquecer daquele dia que o Brasil elitista ouviu o amigo afirmar que empregada doméstica andando de avião constrange a patroa, que o fato de negro estar estudando na PUC é um direito e não uma necessidade. Agradeço por você ter proporcionado os melhores anos da vida do brasileiro, onde todos puderam viver a democracia plena. Estado de bem-estar social pleno, comida, dinheiro, educação, oportunidade, e acima de tudo dignidade. 
Você errou e vai pagar pelo seu erro, mas você, bem como todo o “mundo” sabe, que seu cárcere é por conta de outros motivos, bem mais ordinários, descarados e cruéis.
Um grande abraço,



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Renovação política ou o voto de protesto nas eleições de 2018


Marcio Santana

30/04/2018 17h58

Eis que é chegado o momento, e a grande questão que ronda as rodas políticas para a milionária campanha eleitoral do próximo ano é: qual o grau de renovação das eleições de 2018 se é que vai realmente haver. Essa simples e ao mesmo tempo complicada pergunta parte da seguinte questão: existe um enorme sentimento antipolítico na sociedade? Eu acho que não, mas partindo dessa constatação, claro que seria mais do que natural uma grande renovação no falido e desmoralizado sistema político atual.

Partindo dessa combinação importante, certamente existem elementos complicadores para que o novo prevaleça em 2018. O primeiro fator é a capacidade de disseminação do novo e quem seria esse “novo”. As regras atuais do comprometido jogo político estabelecem dispositivos para distribuição do famigerado fundo partidário e para uso da TV/Rádio. Numa competição em que haverá escassez de recursos – pela ausência de financiamento empresarial e pela debilidade das doações individuais – o maior financiador da campanha será o fundo partidário ou o capital próprio do candidato, no caso de eleições proporcionais, ou seja, o candidato que for pobre tá literalmente lascado até a tampa.

Infelizmente, faltando pouco meses para as eleições de 2018, o sentimento antipolítico que vimos foi o possível lançamento de alguns candidatos que realmente de significado de mudança não possuem nada, um era o apresentador de TV, esse, para a alegria de milhões de fãs já retirou a “ideia” da linha, e aí, como sempre, aparecem as velhas e já conhecidas figurinhas carimbadas que insistem em querer aparecer nessa época.

Em relação ao senário regional, as surpresas que teremos aqui em Alagoas certamente partirão de famílias tradicionais na política, a não ser que surja algum cidadão de coragem e trabalhe na plataforma da denúncia com cabimento e base credora, para mostrar com exatidão as “qualidades” de seus adversários usando para isso um discurso ‘novo’, uma campanha com características inovadoras e uma estrutura partidária tradicional, porém não tão agressiva.

A “ausência” das doações empresariais que contribuíram muito com a desmoralização do mundo político faz com que um novo, barato e promissor caminho surja com muita força nessas próximas eleições, me refiro às redes sociais que certamente vão poder proporcionar uma surpresa eleitoral que ainda não tem cara, “cor” e nem nome.

Mas diante de todo o poder que vimos da internet no impeachment da Dilma, onde a mesma conseguiu até fazer com que o pobre que nunca teve uma geladeira, e conseguiu comprar graças a ela fosse para as ruas pedir a sua cabeça, é muito bom começar a compreender o real e assustador poder que ela alcança.  



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O elemento ruim já nasce fedendo


Marcio Santana

25/03/2018 13h53



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Eleições 2018 Que soem as trombetas ou seriam as sirenes?


Marcio Santana

25/03/2018 13h51

Finalmente chegou 2018 e com ele as eleições. Como um monte de idiotas que somos, voltaremos às famigeradas urnas, como já fazemos há muitos anos neste pais de uma democracia ridícula e escrota que nós mesmos a construímos e aceitamos. Mas, com certeza, e diante de tudo o que esta acontecendo, essa não pode ser considerada uma eleição como outras. Existe sem dúvida alguma, neste momento, uma possibilidade real de que possamos fazer uma reforma política de fato, cortando pela cepa os mandatos daqueles políticos que se envolveram em falcatruas e tráfico de influência, traindo assim o voto popular.

Entendo e acredito que votar consciente é realmente algo fundamental para o destino dessa província, principalmente porque é através desse ato aparentemente simples que consagramos a legitimidade de todos e determinamos o princípio do governo democrático. O pleito eleitoral é o melhor caminho para colocarmos gente de vergonha na cara para cuidar dos interesses do povo.

É muito importante que se compreenda que esta “violável” democracia brasileira precisa urgentemente - diante de tudo o que presenciamos - passar a ser uma democracia participativa, e neste caso as eleições significam justamente este momento de consagração.

O fato é que - por conta de toda essa safadeza em que se encontra o país - fica muito difícil de assimilar uma situação que não seja no mínimo duvidosa a respeito dos nossos futuros “representantes”. Meu amigo, nós estamos praticamente em cima das famigeradas eleições e simplesmente não existe, até agora, nenhuma alma sebosa dessas que pelo menos se aproxime de um “verdadeiro” representante do povo.

O momento é esse, as eleições no meu entendimento, caracteriza-se um excelente momento para discutir os mais importantes temas que interessam à comunidade. As campanhas, a muito, deixaram de ter aquele velho brilho dos palanques de comícios, aonde íamos para conhecer as plataformas de cada candidato. Hoje em dia, o “infeliz” nem contato quer mais com o povo, prefere se dar ao luxo de pagar verdadeiras fortunas para especialistas em marketing político, ou seja, os tais e tolinhos “marqueteiros”, que por sua vez buscam somente o resultado e para isso e devido a ignorância politica dos mesmos, dizem o que eles devem falar, determinam a maneira de se vestirem, a quem eles devem beijar e abraçar, tudo para obter a simpatia do eleitorado.

É muito importante o entendimento de que o voto é a expressão da igualdade. Naquele momento de votar a desigualdade social existente desce pela privada e todos passam a ter igualmente o mesmo direito. Por fim, votar consciente faz todo sentido. Não pense em momento algum que não votando ou anulando o voto você estará adotando uma posição de protesto, pelo contrário, agindo dessa maneira, com certeza você estará aceitando e assinando em baixo tudo o que eles estão fazendo.



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Oh pátria amada, por onde andarás? Seus filhos já não aguentam mais!


Marcio Santana

25/03/2018 13h44

 

“...Você que não soube cuidar

    Você que negou o amor

    Vem aprender na beija-flor...” 

 

Contrariando a normalidade das coisas, onde todos os anos nesse período carnavalesco, o Brasil ficava na espera das famigeradas e bisonhas surpresas políticas, eis que surgiu uma escola de samba, que soube ousar com uma letra forte e clara e com um enredo bastante oportuno para o momento, onde o mesmo descreve em versos bem feitos a grande tragédia nacional, da absurda e gigantesca injustiça social, da exclusão, da intolerância, do racismo, da falta de democracia, dos idiotas escondidos por trás de um gigantesco “pato amarelo”, das marionetes batendo em panelas e aí por diante.

Um samba enredo que em outros carnavais devido à censura (militares), jamais sairia do barracão, onde o mesmo de maneira arrepiante trata o país como mais um sobrevivente desse massacre diário que sofremos de todos os lados, que denuncia a fonte de todos esses males e denuncia também as mãos que seguram as míseras rédeas.

Mesmo retratando tanta miséria, falcatruas, incompetência administrativa de nossos governantes, uma justiça que só existe para os fracos. Conseguiu se transformar em um samba histórico (um verdadeiro hino nacional), belo e empolgante, cujo papel principal não é nem de longe de o mesmo servir de ferramenta política, mas sim o de fazer com que todos os brasileiros realizem uma grande reflexão a respeito de nossa realidade.

Eu, que sempre gostei de assistir ao desfile das escolas de samba do Rio, e sempre fui um admirador da Beija Flor, não vou negar, já estava ficando abusado, saturado, enfim, um tanto chateado com as baboseiras e fantasias inacreditáveis que os carnavalescos insistiam em nos mostrar todos os anos.

Porém, ao ver ali ao vivo, para todo o mundo – e aí até a mídia mais comprometida com “eles” teve que engolir – toda aquela realidade sendo transmitida sem cortes. Com alguns engasgos de comentaristas “coxinhas” pegos de surpresa. Toda aquela passarela de pé pedindo aos prantos a saída do nosso “representante” maior, aí meu amigo, com certeza lavei completamente a alma. Vamos torcer para que a partir de agora outras manifestações pacíficas como esta apareçam, para que na próxima eleição as coisas comecem a mudar.

 

...” Ganância veste terno e gravata

Onde a esperança sucumbiu

Vejo a liberdade aprisionada

Teu livro eu não sei ler, brasil!

Mas o samba faz essa dor dentro do peito ir embora

Feito um arrastão de alegria e emoção o pranto rola

Meu canto é resistência

No ecoar de um tambor

Vêm ver brilhar

Mais um menino que você abandonou...”

 



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“Coxinha de Mortadela”


Marcio Santana

25/03/2018 13h42

 

Esta semana, por incrível que possa parecer, fui surpreendido por um “sindicalista”, isso mesmo, um defensor dos direitos do trabalhador, um representante de uma classe, uma pessoa que até então imaginava se tratar de um companheiro esclarecido politicamente, com uma declaração de apoio a um determinado candidato a presidência que passou por aqui e fez até uma carreata (30 carros mais ou menos), pela orla de Maceió, onde por sinal, recebeu mais gritos de protestos que gestos de apoio.

Meus amigos, eu percebi que no meio de tanta safadeza, tantos problemas políticos e econômicos que o Brasil e principalmente Alagoas estão passando, que mesmo com a total divulgação diária através da mídia corrupta, que a ignorância, a falta de esclarecimento, a vontade de querer ser o que não é e nunca será, acabou criando um  novo personagem ou seja, o “coxinha de mortadela”, elemento esse que veio do nada, teve a oportunidade de ser e não foi, e acabou descendo por água à baixo na descarga da privada.

Até entendo que todo mundo adora generalizar as situações mais diversas e criticar tudo que acontece, seja bom ou não, mas daí acontecer de um “cumpanheiro”, acostumado a estar nas portas de empresas, defendendo o trabalhador, muitas vezes sendo intimidado pela polícia, e de repente aparecer do nada, revoltado, todo bicudo, se achando o mais conhecedor dos absurdos de Brasília, divulgando agenda de um cidadão que só é conhecido justamente por ser polêmico, do tipo daquele que se elegeu e depois renunciou.

Para entender um pouco a respeito do “coxinha de mortadela”, eu posso dizer que naqueles protestos que aconteceram no ano passado por conta de vários escândalos políticos, foram vistas várias pessoas que “aparentavam” (talvez o caso dele), ter um poder aquisitivo alto, chamados "coxinhas" e os petistas que também receberam um apelido que envolve comida, "mortadela", quer dizer, uma pessoa que antes apoiava e lutava pelos menos favorecidos e pela classe trabalhadora e que depois do governo do PT conseguiu melhorar bastante a sua qualidade de vida e hoje em dia simplesmente passou a se sentir aquela primeira e grande “catôta” do dia. 

Como sindicalista que sou ainda não vi o “cara” que vai me representar, como aposentado pior ainda e como cidadão aí foi que lascou tudo mesmo. Espero que nesses próximos dias tenhamos uma bela surpresa pela frente e surja alguém que, possa nos dar a opção de podermos entrar em qualquer lanchonete e sentir novamente o prazer de degustar, juntamente com um maravilhoso suco, uma suculenta coxinha ou um fabuloso pão com mortadela, sem ter constrangimento algum.           

 



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O prazer de ser desonesto e a alegria da impunidade


Marcio Santana

25/03/2018 13h40

 

Todos sabemos que a honestidade é uma das virtudes mais importantes na nossa vida, tanto na família como no trabalho e na sociedade de um modo em geral, porém, na política ela assume uma questão de suma importância. Um político, um médico, um engenheiro, um grande e um pequeno empresário, um funcionário público, um agricultor, enfim, todos os membros da nossa sociedade precisam ser capazes de assumir tal característica.

 

Claro que é muito importante acreditar na competência técnica, na inteligência, na inovação e na criatividade. Mas meus amigos, entre nós brasileiros e principalmente alagoanos, o que mais está em falta neste momento é mesmo a honestidade. 

 

Acredito, e até posso afirmar, que quando se tem responsabilidades políticas, públicas ou coletivas, a questão da honestidade aparece com maior relevância, uma vez que os fatores ter ou não ter vão gerar consequências enormes, principalmente na classe mais sofrida da sociedade. E não é apenas em nossos “representantes” que essa carapuça deve cair, é claro que a atitude de um governante tem que ser exemplar porque é um modelo de ação, más quantas e quantas vezes deixamos de fazer a coisa certa, já bastante acostumados com o famoso jeitinho brasileiro?

 

Com certeza, não é só na política que devemos levar em consideração a questão da honestidade, precisamos sim, nós, simples mortais, colocarmos em prática essa que é sem dúvida alguma uma das maiores virtudes do ser pensante. Devemos cultivar a honestidade como um valor e como um hábito, assim teremos moral suficiente para exigirmos a mesma seja lá de quem for.

 

Infelizmente em uma democracia representativa, o peso do nosso voto mostra quem nós escolhemos para nos representar. Quem vota em políticos comprovadamente corruptos e desonestos, ou está satisfeito com a situação ou tem o “Zé do Rodulero” empenhado na conta do elemento, e sendo assim, não possui moral nenhuma para se queixar quando o dono do curral for desonesto.

 

As consequências desse fator desonestidade são enormes, e maiores ainda são as vítimas dessa falta de vergonha na cara. Corredores de hospitais supercarregados de pacientes sem ter onde ficar, escolas abandonadas, presídios que mais parecem campos de extermínio, a mínima condição de segurança, e aí, justamente pela qualidade da lei que temos, presenciamos dia após dia essa corja de marginais praticando todas as piores cenas de crime com a certeza de que se forem pegos, logo estarão soltos para realizá-los novamente.



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Muito vergonhoso


Marcio Santana

06/03/2018 16h07

 

Algo muito imoral, e que infelizmente já virou normal aqui nesta província, é ver as manchetes dos jornais com as mais escrotas e levianas matérias sobre a coisa banal que é roubar do erário público. Ou seja, a vergonha minha, sua enfim, de todos é quase algo inevitável e que já passou a fazer parte de uma rotina maquiavélica, principalmente para quem tem um mínimo de esclarecimento.

Muito vergonhoso é quando você se depara com a realidade dos hospitais degradados, pobres sofrendo e morrendo nos corredores, a falta de moradia, a sujeira, a miséria intelectual que se generaliza galopantemente e sem fronteiras pelos quatro cantos do país.

Muito vergonhoso é quando você está parado em um sinal de trânsito e ali presencia crianças pedindo esmola, geralmente controladas ou exploradas por um adulto irresponsável e vagabundo que certamente não está nem aí para nada e bebendo uma garrafa de pinga sentado no meio fio, bem ao lado da polícia, que por sua vez nada faz.

Muito vergonhoso é quando você cai com o seu carro em num buraco, que não devia estar ali, mas está, porque a camada de asfalto contratada e paga com o seu dinheiro foi na verdade embolsada pelos “elementos” administradores do governo.

Muito vergonhoso é quando você liga a televisão e só vê escândalo em cima de escândalo. E percebe que infelizmente o povo já se acostumou e nem liga mais quando surge uma notícia de deputado levando grana. Dinheiro na cueca ou em malas, troca de interesses, verbas milionárias para estádio de futebol em locais que nem tem futebol, licitações estranhas, relações suspeitas entre o poder público e o setor privado.

Muito vergonhoso é, para qualquer pessoa de caráter, ver essas negociatas, conchavos, benefícios, prerrogativas, empreiteiros, burocratas, a dança dos aditivos contratuais, a inflação, o auto aumento salarial dos meninos tolos, a compra de votos, benefícios governamentais a banqueiros enquanto o povo se lascando nos juros impagáveis, financiamentos públicos de interesses privados, questões fundiárias de todo tipo, funcionários fantasmas e etc.

Muito vergonhoso é a falta de segurança generalizada nesta província, a cara de pau desses elementos quando se negam a dar explicações sobre situações comprometedoras, a nojenta imprensa partidária e corrupta atuando como cabo eleitoral seja lá de quem for, políticos com ficha suja na Interpol, com folhas corridas mais sujas que pau de galinheiro, alguns acusados de assassinato esperando seus crimes prescreverem, porque infelizmente nessa província, sobretudo para “autoridades”, a justiça tarda – e também falha.

Entendo, e admito que eu, como a maioria pensante desta população, estamos de saco cheio do Brasil. Também acho e recrimino o fato dessas convocações para manifestações nas ruas serem feitas por pessoas sem o mínimo de noção que se escondem por traz de um pato gigante, em movimentos cheios de simbolismos, cartazes, panfletos, pombinha branca, balão de gás, gente se abraçando, camisetinhas da seleção e tudo mais, e que no frigir dos sofridos ovos não dá em porra nenhuma. Realmente é como diz aquele cara: “Isso é uma vergonha”.

 



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E quanto aos Presidenciáveis...


Marcio Santana

28/01/2018 18h06

 

Mais uma vez a falta de opções e a realidade politica do Brasil nos coloca em uma verdadeira sinuca de bico e ao mesmo tempo diante de um quadro já bastante comum em se tratando da qualidade de nossos candidatos. Muito se falou, muito foi provado, muito se esperou, muito se imaginou e infelizmente pouquíssimo foi nos dado como opções para esse próximo evento politico que ao certo, deverá colocar na mesa uma verdadeira legião de pessoas incapazes, comprometidas com a safadeza, corruptas, algumas (ou quase todas) envolvidas em falcatruas, deixando bastante claro que aqui nessa província sem dono, quem está sujo, se encontra totalmente limpo.

Se formos analisar a qualidade desses elemento que se dizem nossos futuros representantes, com certeza iremos nos deparar com uma verdadeira farsa política, onde, o que menos tem contra si algum processo, possui o suficiente para ser banido de qualquer cargo público, ate mesmo de “gari”, que hoje, guardadas as devidas proporções, poderiam com certeza, diante de toda essa turma, e levando em consideração a dignidade com que exercem a profissão, se tornarem sim nossos verdadeiros “representantes”.

Em uma democracia recalcada e comprometida como a nossa, a impressão que se tem é justamente a de que “aqui se plantando tudo dá”, e realmente aqui se plantou na mente do brasileiro, a ideia de que politico bom é justamente aquele que não vale nada, que rouba, que só olha para o seu umbigo, que só resolve os problemas dos seus bolsos, que sabe que a justiça é por demais lenta, e o pior, que o seu curral eleitoral está bastante satisfeito com uma simples cesta básica e por certo, vai continuar, como eternos idiotas, à votarem em seus “amos”.

Eu diria que aquela “febre amarela” que simplesmente invadiu as ruas do Brasil a algum tempo atrás, batendo nas panelas, se achando os verdadeiro entendidos do assunto, certamente foi muito pior, causou a morte de muito mais gente e afetou a qualidade de vida de muito mais “macacos”, que essa febrezinha que agora assola as nossas vidas e como uma verdadeira epidemia conseguiu atingir um alvo que até hoje sofre as piores consequências em uma província sem o mínimo de saneamento básico, e que agora, passa a viver com um problema à muito sanado na saúde pública. 

Por fim, e por pura demagogia do descaramento, existem uns puxa-sacos, baba-ovos e acima de tudo verdadeiros escrotos e coniventes imbecis que, pela fragilidade do conhecimento político de muitos, tentarão de todas as formas impregnar nas frágeis e comprometidas mentes dos integrantes desses currais, as mais descaradas e absurdas mentiras e promessas que jamais serão cumpridas, dando assim continuidade a toda essa safadeza que precisa urgentemente ser abolida de nossas vidas.

 

 

 



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