70 mil casas tomadas


Marcio Santana

03/09/2018 21h37

 

Diante do elevado índice de inadimplência e consequentemente a perda do imóvel, que por sinal hoje atinge a alarmante casa de 70 mil unidades em todo o Brasil, muitas instituições financeiras estão praticando diversas “sugestões” de cardápios que visam não somente o recolhimento de uma dívida estimada em R$13,7 bilhões, oriunda da atual crise financeira que já se alastra desde 2014, como também a esperança de muitos brasileiros – entre eles coxinhas camuflados - que tiveram o sonho da casa própria realizado, e simplesmente, por motivo  da péssima  administração por que passa o país, agora se deparam com esse horroroso pesadelo.

Evidente que as instituições financeiras que dominam essa espelunca e miserável província, trabalham (sempre), com a possibilidade, diante de um financiamento a longo prazo (30 anos), de várias situações que com certeza podem interferir no orçamento familiar como dividas inesperadas, perda inesperada e fatídica de emprego, redução de salários (produção), doença entre outros, e sendo assim jamais, em hipótese alguma, operam com o possível prejuízo.

Por tais motivos foram desenvolvidas várias qualidades de “pratos” alguns populares outros mais sofisticados e até mesmo exóticos, para o deguste do já lascado e comprometido consumidor.

Usar o FGTS para amenizar ou até mesmo liquidar o débito. Receber o seu veículo que sempre é avaliado com o valor abaixo do mercado para abater parcelas. Refinanciar a dívida e assim aumentar cada vez mais o “sabor” da comida. Desvalorizar o seu querido papagaio que canta o hino do flamengo. Achar que a sua panela de pressão está muito amassada devido as batidas que você deu na manifestação do golpe e etc.

Posso garantir que ao menos dois amigos, que antes moravam de aluguel, adquiriram, graças a excelente situação que vivia o pais, a tão sonhada casa própria, conseguiram comprar toda a linha branca de eletrodoméstico através do plano do governo, fizeram churrasqueira, um ainda colocou um tanque de fibra no jardim (piscina), todo final de semana era cerveja, feijoada, cachaça ate umas horas e outras coisas mais. E simplesmente, devido a extravagância e consequentemente a falta de controle com os gastos, se viram atolados em dívidas e na primeira oportunidade que tiveram foram pra rua, bateram panelas, vestiram a camisa da seleção e apoiaram o golpe justamente contra o governo que proporcionou toda aquela mudança de qualidade de vida.

Pois bem, os bondosos e ao mesmo tempo maquiavélicos banqueiros já deram um prazo final para sanarem o débito pois do contrário, os mesmos irão à leilão.

É isso meus amigos, geralmente quando a gente “cospe” no prato que comeu a comida fica azeda e daí não tem mais nada o que se fazer, e é justamente nesse momento onde entra aquele velho ditado “nada é tão ruim que não possa ficar pior”. 

 

 



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