A aba desse chapéu é grande e infelizmente negociável


Márcio Santana

27/11/2017 19h03

 

Como explicar um descarado acordo desses que o PT e PMDB estão prestes a fechar, sem ter a mais pura certeza que muita coisa podre tem por trás. Dois partidos rompidos desde o impeachment da presidenta cassada (injustamente), Dilma Rousseff, e que agora já negociam alianças para as eleições de 2018 em vários Estados do Nordeste.

Como explicar o inexplicável, ou seja, que esta famigerada aliança, deste agora “partideco”, se faz justamente pela força que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda tem na região e por isso está atraindo os peemedebistas, e mais ainda, que o fato de o PMDB ser o partido com maior tempo de TV e ter o maior número de prefeituras do País seriam o principal fator dessa fraqueza do PT. Isso é sem dúvida alguma uma verdadeira vergonha.

É simplesmente impressionante a falta de caráter, respeito e vergonha na cara desses “elementos” que se dizem nossos representantes, mas que na verdade não passam de um bando de oportunistas e calhordas, sem um pingo de hombridade e princípios ideológicos.

Como não poderia ser diferente, aqui nessa província sem dono, ou melhor, com alguns donos, o PMDB quer o apoio do PT e para variar, as “grandes lideranças”, já iniciaram os conchaves para repetir em 2018 a aliança de 2014. Se baseando, principalmente, em pesquisas “verdadeiras” onde mostraram Lula na frente na corrida presidencial.

Aí vem Sergipe, Piauí, e Paraíba cada um com seu cada um, e no final todos com o rabo preso a uma mesma ideia, ou seja, pegar “bigú” na aba do chapéu dos outros, mesmo que para isso seja preciso vender a honra e a famosa e já bastante esquecida ideologia partidária.

Continuo a dizer, hoje, nesse pais e principalmente aqui em Alagoas, realmente vai ser muito difícil encontrar nessas próximas eleições, um candidato que não tenha se vendido, ou não possua a ficha suja, nos deixando assim, com aquela sensação de que “pior do que está com certeza vai ficar”, até por quê esses elementos, queira ou não queira, ainda possuem um “curral” eleitoral que garante, apesar de todas as evidencias, as safadezas e falcatruas, uma reeleição.

Onde já se viu, ou mesmo se podia imaginar, esses dois partidos, que a poucos anos atrás travavam uma verdadeira guerra na política brasileira, agora juntinhos e articulando um mesmo palanque (ou altar).

Vamos em frente meus amigos. Vamos torcer para tudo dar certo. Vamos fazer fé numa legião (in memória), de verdadeiros representantes que possam baixar por aqui e iluminar a mente desses meninos abelhudos, mimados e a maioria pau mandado, que possam ter a responsabilidade de responder por essa província. Vamos acreditar na quase que extinta decência desse “moi” de cupim de aço, que não irão sossegar enquanto não acabarem com o resto de Alagoas e do Brasil.

 



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