A arte de tirar o “fedorento” da reta


Marcio Santana

28/03/2019 08h07

 

Para não perder o maldito costume, eis que de repente uma verdadeira legião de elementos incapacitados, rebeldes sem causa, otários, ambiciosos e inescrupulosos formadores de opinião, diante de uma realidade que apenas está começando, mudou totalmente o discurso, e agora, depois do fato consumado, tentam tirar o “fedorento” da reta e procuram, de maneira ridícula, passar para todos a falsa impressão de arrependimento, mostrando o quanto estúpido foi querer concertar o errado com um protesto imbecil, sem fundamento e acima de tudo perseguidor.

Nesse momento é muito cômodo se manifestar decepcionado com algumas aberrações que já foram divulgadas e que dia após dia, só traduzem a incompetência e arrogância de alguém que jamais poderia ter sido escolhido (eleito), para comandar o destino dessa nação já bastante sacrificada e testada pela incompetência de muitos.

Ainda está para nascer, principalmente aqui nessa província, o grande salvador da pátria, o elemento que faltava, o “mito”, o verdadeiro “brasileiro acima de tudo”. Tanto se falou em ter o Deus no coração, e a primeira atitude de impacto religioso, foi retirar todas as artes sacras da casinha onde vão morar e dividir o aluguel.

Perceber o arrependimento no semblante desses fascistas, realmente é algo que não tem preço, porém, imaginar o que ainda estar por vir, isso sim causa muita preocupação e temor pelo pior. Nunca, na história da democracia brasileira, uma transição de governo causou tanta discórdia, medo, insegurança e incerteza como essa.

O reconhecimento do erro ainda é, e continuará sendo, uma grande virtude no ser humano, afinal de contas quem nunca errou. O problema, pelo menos no momento, é saber qual a qualidade da “laranja” - ou foi a “goiabeira” -  que contaminou através da bactéria da impunidade todo um saco de frutos que ainda iriam ser degustados. O desencontro de informações está virando uma constante nessa transição, todos os dias um novo porta-voz aparece para divulgar algo e logo em seguida é desmentido por outro.

É muito confortável e até mesmo lindo, o cidadão chegar em rede nacional e pedir desculpas pelo o que fez de errado, mas e daí! Será que o reconhecimento do erro não deveria ser levado um pouquinho mais à sério. O que poderia acontecer se todos os “laranjas” desses gabinetes políticos se revoltassem e saíssem por aí denunciando o verdadeiro valor de seus salários.

Por tanto carinhas vermelhas, não queiram agora - depois que ajudaram a criar essa situação – assumir o papel de bom moço e não reconhecer a sua escolha por que a “tuia” já foi lançada no ventilador e agora é só questão de tempo para a catinga se espalhar por todos os lugares.      

 



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