A farsa de uma seleção desmoralizada e vexatória


Marcio Santana

28/03/2019 08h04

 

 

Fica realmente muito difícil tentar entender como o Brasil, um país que sempre foi referência no futebol, se encontrar, de maneira ridícula e humilhante, apresentando para o mundo, um grupinho de elementos desqualificados, que em sua maioria só pensam nas gratificações milionárias que recebem para tais “recreações”, deixando assim, uma grande certeza que certamente demorará bastante para termos novamente o prazer de sentarmos em frente a TV para deliciarmos com uma brilhante apresentação dessa que já foi e nunca mais será a maior do mundo.

Ao longo de muitos anos, percebemos, que não existe mais aquela vontade espontânea de nossos atletas em servir à seleção. São muitos os fatores que fazem com quê percamos a credibilidade, porém, o “famigerado” dinheiro - principalmente dos patrocinadores -  passou a ser sem dúvida alguma o grande responsável por tudo isso que estamos presenciando, um verdadeiro câncer.

Antigamente - e isso não faz nem tanto tempo assim - o prazer que um jogador tinha de participar da seleção era algo bastante evidente, a garra, o amor, o respeito pela camisa amarela, a união, a liderança do “capitão”, enfim, coisas simples, mas que realmente faziam a diferença. A história está aí para mostrar a esses indivíduos de hoje, que ali era o lugar não dos mais caros e sim dos melhores.  

É muita picuinha, muito pé de chinelo, muito desfile de penteados e tatuagens, muita pipocada, jogadores covardes, medrosos e o pior de tudo, descomprometidos por saberem que aquilo ali não significa nada em termos de patriotismo.  

Para eles empatar com o Panamá, nunca será em qualquer circunstância, um vexame. Meu amigo, no meu entender, seja qual for prumo da ideia que eles possam ter, essas apresentações medíocres e vexatórias tem de ser consideradas, mais que um mico para a história da seleção brasileira. Uma quadra constrangente e desesperadora no currículo dos “pentacampeões” (antes fossem), do mundo.

Dizer que é fácil montar um grupo melhor, nesse caso é, basta apenas dispensar todos que foram convocados, inclusive a comissão técnica, e trabalhar apenas com os jogadores que sonham a vida toda com uma oportunidade dessas e que não sejam “estrelinhas” já carimbadas, que, para não se machucarem, não conseguem disputar uma bola dividida com receio de machucar o pezinho e desfalcarem não a seleção e sim os clubes de origem.

Amor ao país e vergonha na cara, tenho a certeza que se procurarem com um “pouco” de atenção, certamente irão encontrar aqui mesmo.



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