Ainda sobre “renovação política”


Marcio Santana

02/07/2018 19h31

 

A política de Alagoas sofre com uma doença a muito conhecida por todos, a famigerada “Diarreia Aguda”. Os constantes escândalos de pouca vergonha só potencializaram a rejeição à política. Entendo que esse viciante fenômeno esteja longe de ser uma crise momentânea.

A tão esperada renovação política é sem dúvida alguma uma bandeira generalizada, que deverá ser hasteada aqui nessa medíocre província.  O aviso de atenção “cuidado que estamos de olho”, exposto de maneira clara nas últimas eleições está mostrando que, a forma velha e desonesta de se fazer política ficou pra trás.

A geração de “novos” políticos que, aparentemente, estão engajados nessa tentativa, ainda é muito pequena, porém, diante de tudo o que já nos foi oferecido, ainda consegue deixar no ar uma certa esperança.  

Nesse Brasil, que infelizmente ainda tem pessoas que aderem, por pura ignorância política à um candidato de extrema-direita, e que, de acordo com as últimas pesquisas, está em segundo lugar das intenções de voto para Presidente, fica realmente, muito complicado esperar uma real mudança. Os nossos partidos, pra variar, ficaram parados no tempo.

A quem assegure que a sociedade “organizada”, assim como as torcidas, seguiu em frente e espera que a política também avance. E é justamente por isso que muita coisa ruim está adentrando na já esculhambada casa de Maroca. A descrença na democracia só tem aumentando nos últimos dois anos no Brasil. Se no caso de Alagoas a descrença na política tem o DNA desse fenômeno “viciante”, ela também é revigorada pelos conhecidos e degradantes escândalos de corrupção que surgiram após a operação Lava Jato. 

Meu amigo, você, assim como eu, certamente deve estar se perguntando se agora, para as eleições 2018, as coisas poderão mudar?  Eu particularmente acredito que ainda não, mas, poderemos ter gratas surpresas, até por que com as chuvas que caíram nas regiões mais castigadas pela seca e exploradas pelos “vampiros” da política, existe uma remota esperança que a colheita seja de produto de primeira qualidade e não bichado.

Em uma pesquisa inédita, recém realizada pelo instituto de pesquisa Idea Big Data, mostra que 56% dos eleitores não pretendem reeleger nenhum candidato nas próximas eleições, e o mais importante, independentemente do cargo. Mostra também que 64% das pessoas não pretendem votar em nenhum “elemento” envolvido na operação Lava Jato, seja ele inocente ou não. Quando perguntados à queima roupa pelo instituto de pesquisa se preferiam um “líder” ou um “gestor” para presidência da República em 2018, 68% dos entrevistados disseram “gestor”.

Volto a pregar a importância das críticas, principalmente quando se fala que somos formadores de opinião, todavia, quando se tem por trás da “opinião”, um patrão que determina a sua opinião, realmente fica muito difícil dar credibilidade a um monte de baba-ovo e borra-botas que insistem em só divulgar as “verdades” mentirosas. 



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