“Casa da mãe Joana”


Marcio Santana

28/03/2019 08h03

 

Meus amigos, simplesmente não tem como aceitarmos essas “condições” maquiavélicas, mesquinhas, brutais, medonhas, hipócritas e inegavelmente organizadas por esses marginais, delinquentes que insistem, diariamente, em provar que isso aqui está sem dúvida alguma uma verdadeira casa da mãe Joana.

Percebam que direta ou indiretamente, a peste da violência já é parte de nosso já sofrido cotidiano e ela não distingue gênero, credo ou posição social, ao contrário, ela bota para empenar em qualquer um. A infeliz é imposta sob as mais diversas formas.

Claramente livre de punição nas ruas, nas casas, nas escolas, no ambiente de trabalho, na política enfim, em qualquer lugar, a violência é motivada muitas vezes por diferenças sociais, religiosas, ideológicas e por um monte de frescuragem que a toda hora surgem com novas definições, para justamente dar nome a falta de vergonha na cara desse monte de porcaria.

Se a situação está dessa maneira, isso é o reflexo de tudo o que nunca foi feito nesse país no que se diz respeito à educação. Não é à toa que muita gente está deixando essa porcaria para tentar viver com decência em outros países, elas procuram além da tão cobiçada e desejada ”paz”,  a educação, a simples certeza que vai sair e vai voltar.

É muita coisa ruim acontecendo de uma só vez, é barragem rompendo e ninguém sendo punido, essa última e impactante tragédia que presenciamos em mais uma escola, onde vitimou diversos adolescentes, houve quem dissesse que era culpa do vídeo game.

Na minha concepção não é culpa do “vídeo game”, não é problema de bullying, não foi pelo fato dos professores e funcionários não estarem armados com “revolver” para se defenderem e nem tampouco por vingança. Para mim isso foi falta de uma boa criação (surra boa de “mangueira” na bunda lisa), que hoje em dia é crime, e que nunca - num passado bem remoto - fez mal a ninguém da minha geração.

É muito mais cômodo para as autoridades decidirem que a culpa é a falta de estrutura familiar, quando sabemos que muita coisa pode ser definida como causa de tanta desgraça. Todos os dias nos deparamos com casos chocantes, que nos deixa a grande dúvida sobre a verdadeira função desses n ossos “representantes”.

A imagem do Brasil que é vendida para o mundo é totalmente diferente de nossa realidade, trata-se de um pais sério, totalmente seguro, cheio de belezas tropicais, onde quem compra os pacotes espera, no mínimo, encontrar uma estrutura organizacional que permita – a duras penas - ir e voltar sem correr o risco de levar um tiro ou mesmo ser roubado na saída do hotel.

Realmente está uma verdadeira via-crúcis viver aqui, tínhamos tudo para esbanjarmos patriotismo, mas, infelizmente, o que temos apresentado nada mais é que o espelho do descaramento, do descaso, da impunidade.    

 



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