Chegou a hora


Marcio Santana

28/03/2019 08h14

 

 

Aí, de repente, não mais que de repente, me vejo chegando na naquela fatídica e ao mesmo tempo esperançosa “zona” eleitoral, e ali, observando aquele “monte” de eleitores, simpatizantes, burgueses, alguns metidos a ricos, outros metidos a pobres para lhe comover, uns com roupas que mais parece que vão a uma festa de gala, outros com trajes de praia, alguns com aparência de entendidos, outros com a aparência de quem trabalhou até de manhã para ganhar honestamente o dinheiro do mês, uns otários discutindo as “qualidades” de quem não as possuem, outros sem nem saber onde vão votar, o tolinho que sempre vem com a mesma história de ter a honra de receber o meu voto, aqueles velhos amigos do tempo de escola, o reencontro com o presidente da mesa, enfim, naquele local, que pela importância que possui, deveria ser considerado e tido como um local de esperança e respeito.

Fico ali na fila que por sinal já foi bem maior em anos anteriores, esperando para mais uma vez exercer o meu direito cívico de cidadão do mundo. Ali naquela cultural fila, sempre tem as “experientes” celebridades que acham que todo mundo, assim como elas, são idiotas e que devido a uma boa lábia certamente vão se deixar levar pela delicadeza das palavras.

Vai se aproximando a minha vez e como não poderia ser diferente, sempre tem aquelas pessoas que se atrapalham um pouco na hora de digitar os números de seus candidatos, causando assim uma já bastante conhecida demora.

Pois bem, chegou a minha hora, a hora de colocar em pratica toda uma vontade de mudança e uma crucial determinação, está ali na minha frente aquela “coisa” que de tão importante que é, deveria ser considerada como sendo algo primordial em nossas vidas e consequentemente no futuro do país. A análise já foi feita antes, a qualidade de cada um já foi exposta, resta agora saber se realmente o melhor vai se eleger.

Já fui assaltado duas vezes, nem por isso sou a favor do porte de arma.

Nunca recebi bolsa família, mas sei que muitos precisam.

Entendo que a mudança não pode acontecer se continuarmos votando nos mesmos e nos filhos dos mesmos.

Tenho certeza que o continuísmo dessas mazelas só causa miséria e exploração.

Não quero perder a amizade de ninguém, inclusive de velhos amigos da época de Marista, mas se for o caso um grande abraço e passem bem.

 



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