“Coxinha de Mortadela”


Marcio Santana

25/03/2018 13h42

 

Esta semana, por incrível que possa parecer, fui surpreendido por um “sindicalista”, isso mesmo, um defensor dos direitos do trabalhador, um representante de uma classe, uma pessoa que até então imaginava se tratar de um companheiro esclarecido politicamente, com uma declaração de apoio a um determinado candidato a presidência que passou por aqui e fez até uma carreata (30 carros mais ou menos), pela orla de Maceió, onde por sinal, recebeu mais gritos de protestos que gestos de apoio.

Meus amigos, eu percebi que no meio de tanta safadeza, tantos problemas políticos e econômicos que o Brasil e principalmente Alagoas estão passando, que mesmo com a total divulgação diária através da mídia corrupta, que a ignorância, a falta de esclarecimento, a vontade de querer ser o que não é e nunca será, acabou criando um  novo personagem ou seja, o “coxinha de mortadela”, elemento esse que veio do nada, teve a oportunidade de ser e não foi, e acabou descendo por água à baixo na descarga da privada.

Até entendo que todo mundo adora generalizar as situações mais diversas e criticar tudo que acontece, seja bom ou não, mas daí acontecer de um “cumpanheiro”, acostumado a estar nas portas de empresas, defendendo o trabalhador, muitas vezes sendo intimidado pela polícia, e de repente aparecer do nada, revoltado, todo bicudo, se achando o mais conhecedor dos absurdos de Brasília, divulgando agenda de um cidadão que só é conhecido justamente por ser polêmico, do tipo daquele que se elegeu e depois renunciou.

Para entender um pouco a respeito do “coxinha de mortadela”, eu posso dizer que naqueles protestos que aconteceram no ano passado por conta de vários escândalos políticos, foram vistas várias pessoas que “aparentavam” (talvez o caso dele), ter um poder aquisitivo alto, chamados "coxinhas" e os petistas que também receberam um apelido que envolve comida, "mortadela", quer dizer, uma pessoa que antes apoiava e lutava pelos menos favorecidos e pela classe trabalhadora e que depois do governo do PT conseguiu melhorar bastante a sua qualidade de vida e hoje em dia simplesmente passou a se sentir aquela primeira e grande “catôta” do dia. 

Como sindicalista que sou ainda não vi o “cara” que vai me representar, como aposentado pior ainda e como cidadão aí foi que lascou tudo mesmo. Espero que nesses próximos dias tenhamos uma bela surpresa pela frente e surja alguém que, possa nos dar a opção de podermos entrar em qualquer lanchonete e sentir novamente o prazer de degustar, juntamente com um maravilhoso suco, uma suculenta coxinha ou um fabuloso pão com mortadela, sem ter constrangimento algum.           

 



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