Desconfio


Marcio Santana

07/12/2018 18h54

 

Não era para ser assim, porém, e pelos fatos que rotineiramente acontecem em nossas vidas. Pelos exemplos que diariamente teimam em se expor na nossa rotina. Pela qualidade de “representantes” que temos na nossa política. Pelos constrangimentos que vivenciamos à toda hora, não poderia ser diferente. É muita sacanagem, roubalheira, desrespeito, violência, intolerância, cinismo enfim, muita falta de vergonha na já (sem verniz), cara de pau desses malandros. 

Desconfio do trabalho do frentista quando abasteço, do manobrista que arranha nosso carro, do feirante quando pesa um quilo de feijão verde, da qualidade da vacina da gripe, da honestidade do vendedor de peixe que muitas vezes vende carapitinga dizendo que é carapeba, do peso do pão francês e o pior de todos, de mim mesmo, por sempre acreditar que todos eles são dignos de minha confiança.

Quando imaginamos que esse fator confiança é uma necessidade em se tratando de vida, esperamos no mínimo que os exemplos nos permitam a acreditar que nem todos são “farinha do mesmo saco”.

Na minha vida toda nunca - até essa presente data – participei, conheci, presenciei e principalmente acreditei nas famigeradas pesquisas eleitorais e fico imaginando como pode um coordenador de uma campanha, ter a convicção de que determinada região seria o reduto de seu patrão, e ali, certamente os números serão favoráveis.

Faltando poucos dias para o primeiro turno, eu vi e o Brasil todo viu nas eleições passadas, lá na Paraíba, um candidato que se dizia imbatível – não pelo o que fez em prol dos paraibanos e sim pelo “curral” eleitoral que dizia possuir por lá – levar a maior lapada da história, para um “simples” ex-prefeito, que simplesmente conseguiu transformar João Pessoa em uma das capitais mais lindas e promissoras do Nordeste, refiro-me a Ricardo Coutinho que pra contrariar essas “pesquisas”, não só humilhou o imbatível como também se reelegeu.

Por tanto, devido a não confiar nessa galera que todos os anos enchem o rabo de dinheiro (nosso dinheiro), volto a dizer, não será surpresa nenhuma para mim se tivermos uma “brilhante” definição ainda no primeiro turno.    

 



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