E agora José...


Marcio Santana

07/12/2018 18h51

 

Passados todas as aberrações, mentiras, denuncias, promessas insólitas e o pior de tudo o “terror” evidenciado no primeiro turno, agora as atenções se voltam para o clima que pode predominar no segundo. De um lado um modelo vermelho que todos viram que, se bem administrado e coerente, certamente poderá trazer a tão sonhada e já experimentada boa condição de vida. Do outro o verde de uma certa esperança, que realmente encheu a cabeça de uma grande parcela da população que já não aguenta mais tanta safadeza, insegurança e descrédito na velha província.

Diferentemente de outras ocasiões pós eleição, nesse momento o mais importante é pesar todas as possibilidades possíveis e imagináveis numa balança de precisão e daí tentar, diante de um resultado “positivo” acatar a melhor proposta.

Certamente iremos ser testemunhos de um verdadeiro massacre na já sofrida democracia, principalmente no que diz respeito ao princípio primordial do diálogo e entendimento entre o que é certo ou errado. Teremos que escolher o próximo candidato através do método “por eliminação”, ou seja, primeiro vamos descartando as qualidades boas (se é que possuem), de ambos, depois as evidentes (as de sempre), e por último, sendo considerada a mais importante, a que menos comprometa o futuro da nossa sofrida província. 

De um lado um candidato que conseguiu - graças a uma atual situação de calamidade e falta de segurança – fazer com que muitos imbecis acreditem na possibilidade de ter acesso a uma arma e daí, sair pelo meio do mundo resolvendo as coisas na base da bala, pois programa de governo que é bom não apresentou nenhum, e nas entrevistas não conseguiu responder a nenhuma contestação além de se esconder dos debates.

Do outro, um cidadão com um currículo bastante invejável, mas que na hora de se pronunciar mais parece uma sopa de ximbra (bola de gude), até agora simplesmente não disse para que veio, nem tão pouco para onde pretende ir, bastante comedido, viu o trem disparar da estação e nem sequer levantou o braço pedindo para o maquinista (o outro), esperar.

De um lado um eleitorado fascista de pensamento miúdo, onde em sua maioria constitui-se de empresários, médicos, advogados além de um monte de pé rapado que não tem em casa nem um pinico para depositar o "voto", mas que se acham “ricos” e por tanto enchem o peito para defender uma determinada causa que com certeza nem sabem onde a mesma se encontra ou começou.

Do outro, uma lacuna da “sociedade” que, por ter hoje, o que nunca imaginaram um dia, acreditam e torcem por dias melhores, mesmo sem ter a mínima ideia de como o próximo presidente vai conseguir em 4 anos, pelo menos amenizar tão grave situação, ou seja, fazem uma fé muito grande em alguém totalmente diferente daquele que fez o mundo baixar a cabeça para o Brasil mas que apesar de toda a experiencia – assim como muitos - se deixou envolver pelo vírus da safadeza e agora “tá lascado” enquanto os outros estão todos por aí, literalmente “gozando” às nossas custas.

Portanto meus queridos e “pacientes” leitores, vamos aguardar pelas propostas que serão apresentadas nesses dias que antecedem o segundo turno e torcer para que agora, passados todo o período de recuperação do “atentado”, tenhamos enfim, um debate construtivo e proveitoso, e a partir daí sim,  ter a certeza de que iremos votar por convicção, deixando inclusive as babaquices e fanatismos (familiares e amigos), de lado e acreditar que para tudo existe conserto, menos para o imbecil visto como o pior tipo dos cegos, e essa qualidade é a que mais encontramos principalmente nos grupos do "Zap-Zap".

E para finalizar - sem querer induzir ninguém à essa prática contagiante, mas que realmente é algo extraordinário – “vou ali tomar uma”, vamos?

 



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