Eleições 2018 Que soem as trombetas ou seriam as sirenes?


Marcio Santana

25/03/2018 13h51

Finalmente chegou 2018 e com ele as eleições. Como um monte de idiotas que somos, voltaremos às famigeradas urnas, como já fazemos há muitos anos neste pais de uma democracia ridícula e escrota que nós mesmos a construímos e aceitamos. Mas, com certeza, e diante de tudo o que esta acontecendo, essa não pode ser considerada uma eleição como outras. Existe sem dúvida alguma, neste momento, uma possibilidade real de que possamos fazer uma reforma política de fato, cortando pela cepa os mandatos daqueles políticos que se envolveram em falcatruas e tráfico de influência, traindo assim o voto popular.

Entendo e acredito que votar consciente é realmente algo fundamental para o destino dessa província, principalmente porque é através desse ato aparentemente simples que consagramos a legitimidade de todos e determinamos o princípio do governo democrático. O pleito eleitoral é o melhor caminho para colocarmos gente de vergonha na cara para cuidar dos interesses do povo.

É muito importante que se compreenda que esta “violável” democracia brasileira precisa urgentemente - diante de tudo o que presenciamos - passar a ser uma democracia participativa, e neste caso as eleições significam justamente este momento de consagração.

O fato é que - por conta de toda essa safadeza em que se encontra o país - fica muito difícil de assimilar uma situação que não seja no mínimo duvidosa a respeito dos nossos futuros “representantes”. Meu amigo, nós estamos praticamente em cima das famigeradas eleições e simplesmente não existe, até agora, nenhuma alma sebosa dessas que pelo menos se aproxime de um “verdadeiro” representante do povo.

O momento é esse, as eleições no meu entendimento, caracteriza-se um excelente momento para discutir os mais importantes temas que interessam à comunidade. As campanhas, a muito, deixaram de ter aquele velho brilho dos palanques de comícios, aonde íamos para conhecer as plataformas de cada candidato. Hoje em dia, o “infeliz” nem contato quer mais com o povo, prefere se dar ao luxo de pagar verdadeiras fortunas para especialistas em marketing político, ou seja, os tais e tolinhos “marqueteiros”, que por sua vez buscam somente o resultado e para isso e devido a ignorância politica dos mesmos, dizem o que eles devem falar, determinam a maneira de se vestirem, a quem eles devem beijar e abraçar, tudo para obter a simpatia do eleitorado.

É muito importante o entendimento de que o voto é a expressão da igualdade. Naquele momento de votar a desigualdade social existente desce pela privada e todos passam a ter igualmente o mesmo direito. Por fim, votar consciente faz todo sentido. Não pense em momento algum que não votando ou anulando o voto você estará adotando uma posição de protesto, pelo contrário, agindo dessa maneira, com certeza você estará aceitando e assinando em baixo tudo o que eles estão fazendo.



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