Enquanto posso...


Marcio Santana

07/12/2018 18h43

 

Se as coisas funcionassem como a gente gostaria, seria algo maravilhoso viver nesse mundo velho de meu Deus. Quando a parte interessada se encontra na ofensiva, sem nada a perder, sem compromisso algum com o povo, falando um monte de baboseiras, um monte de mentiras, desrespeitando o eleitor, sacaneando com a democracia, dando mostras de um fascismo idiota, um preconceito sem tamanho, uma covardia com a realidade, certamente, o resultado seja ele  qual for, para ele sempre vai ser bom.

Quando entramos em uma disputa, independentemente de qual seja a peleja, sempre tentamos no mínimo, um consenso, uma aceitação lógica, uma certeza de admitir a derrota e aceita-la de maneira humilde e determinante.

Não adiantaria nada chegar aqui e dizer que as coisas aconteceram de uma forma aceitável, quando na verdade o que vimos foi uma anarquia política travestida de sacanagens medonhas e escrotas, e que apesar de todas as evidencias, teve uma assimilação enorme nos meios sociais (elite), através de um sistema que aos poucos vai dominando o mundo, ou seja, a internet. 

Lógico que a falta de uma representatividade honesta, idônea e capacitada contribuiu bastante para esse resultado final, mas, aceitar o medíocre como se nada esteja prestes a acontecer, seria o mesmo que acreditar que a partir de agora a coisa vai funcionar de vento em poupa e que tudo será resolvido de maneira clara e bastante evidenciada.

O que estamos presenciando, antecipadamente através dos meios de comunicações, é um monte de aberrações e idiotices sem precedentes. É mudança de quantidade de ministérios, é indicações de pessoas descapacitadas, são atitudes mesquinhas (fim dos médicos cubanos), são indecisões no preenchimento de cargos, enfim, uma mostra clara da incompetência, despreparo, comprometimento com tudo de ruim que ainda existe nessa província, e o mais grave, a perseguição sem limites, ao povo nordestino de maneira direta e indireta.

Já dizia um velho ditado: “boca falou, e o bocal pagou”. Seria muito melhor que ao invés de todas aquelas asneiras que foram ditas e bastante aceitas pela classe dominante de idiotas políticos dessa província, apenas fossem apresentadas promessas cabíveis, coerentes, simples de serem postas em prática.

Esse negócio de dizer que o povo tem o “governo” que merece, pra mim é a mais pura mostra da incapacidade de tentar a mudança. Quando acreditamos em uma situação e simplesmente não lutamos pela mesma esperando que os “eleitores” façam a sua parte, seria a mesma coisa que, apesar de você ser uma pessoal totalmente ligada às artes (bom de ouvido), permitir que em sua casa (família), alguém se destaque por ser alheio aos seu sentimentos e se revele um verdadeiro radical brega.

 



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