Labutando na circunferência fétida do labutador


Marcio Santana

11/06/2019 21h42

 

Aí, chegam as mais diversas representações de classes, entre eles, hoje os “extintos sindicatos”, associações, comunidades organizadas etc., e as contestações são as mesmas de sempre: “quero saber dos meus direitos, da minha indenização, do meu décimo terceiro, das minhas férias, do meu plano de saúde, enfim, de tudo aquilo que eu tenho direito e usufruo.

Mais uma vez, apesar de todo o esforço, das tentativas de acordo, das negociações com trabalhadores e patrões, da insistente e maquiavélica ação do lado podre da justiça, dos conchavos entre “representantes” do povo, e outras safadezas mais, a peste da corda, e dessa vez, corda banhada em sebo de porco, quebra nas costas dos labutantes (trabalhadores).

Teríamos realmente motivos de sobra para a tal da preocupação? Seriamos enfim, o verdadeiro sinônimo da causa de tanta miséria neste país? Será que a fome que assola as mais precárias regiões de subsistência desta província, tem a ver com uma reivindicação trabalhista? Essas, são apenas, algumas perguntas que o labutante sofredor brasileiro e em especial o alagoano tem feito em demasia nos últimos tempos.

Que situação é essa, onde simplesmente reivindicar direitos se tornou crime, pedir melhores salários passou a ser uma ofensa, discutir uma ideia de melhoria para a empresa equivale a um gesto de insatisfação. Será que diante de toda essa constante prova de incompetência que os poderosos “analistas” apresentam diariamente nas mesas de negociação, nunca aparecerá algo em favor da parte mais importante de uma organização?

Fica evidenciado, até pelo mais simples de todos os ocupantes de cargos, que a ideia nunca será dar “boas” condições, e sim, fazer de tudo, para que, chegando no limite da safadeza imposta, a única alternativa seja o acordo final, ou seja, o olho da rua.

Essa sociedade capitalista e interesseira na qual estamos inseridos, nunca irá saber o significado da alegria de acordar, tomar um banho, tomar um pingado de café com um pão com manteiga, preparar a marmita e pedia à Deus que tudo dê certo em mais um dia de trabalho.

Pegar dois e até três conduções para chegar no local de trabalho, significa peso no bolso.

Precisar de um atendimento médico e ser atendido, é algo que não tem preço.

Levar os filhos à uma escola pública, e saber que ali eles terão a garantia de um futuro digno, é o sonho de todo trabalhador.

Vamos em frente meus amigos, muita coisa ainda pode mudar nesse senário de miséria, vamos labutar descentemente, para evitar que eles labutem no que resta de direitos da gente.

 



Compartilhe
comentários