Mané, o cara não vale nada!!!


Márcio Santana

30/09/2017 21h10

 

A maligna, destruidora e descabida estratégia anti-socialista do governo Temer é ir, aos pouquinhos, acabando de maneira maquiavélica e desumana com os programas sociais, usando para tal extermínio a redução dos recursos orçamentários. Está acontecendo com o Bolsa-Família que simplesmente já teve mais 1,5 milhão de pessoas excluídas e que agora voltaram a passar fome, com a quase extinção da reforma agrária, com a Farmácia Popular, com o Fies e outras tantas políticas sociais criadas nos governos do Lula e Dilma.

O deprimente e ridículo orçamento que o governo golpista apresentou ao Congresso para 2018, é um atentado contra as políticas sociais. Porém, a mais infame e covarde das maldades foi cometida - para variar -  contra os mais pobres e mais necessitados desta província sem dono, ou seja, os idosos sem renda e sem aposentadoria, com mais de 65 anos, e os portadores de deficiência incapacitados que recebem o BPC – Benefício de Prestação Continuada, no valor de um salário-mínimo mensal. Depois de muitos e muitos cálculos - certamente na calada da noite - o Conselho Nacional de Assistência Social estimou a necessidade de R$ 3 bilhões para o Fundo Nacional de Assistências Social (FNAS) em 2018, porém, na elaboração do orçamento a tesourada vadiou e o governo reduziu os recursos para R$ 78 milhões. Isso significa dizer que apenas 0,13% do que estava previsto foi destinado para o fundo, e é justamente deste fundo que saem os recursos para o financiamento do BPC e de outras ações sociais mantidas pelo Estado.

Hoje no Brasil dos miseráveis, os beneficiados somam mais de quatro milhões de pessoas, que precisam demonstrar que a renda familiar não supera um quarto do salário-mínimo. Ou seja, precisam ser muito pobres mesmo. E precisam, como se não já demonstrassem, comprovar, através de perícia médica, naturalmente, que a deficiência é incapacitante. Com certeza essa é a primeira vez que, depois da regulamentação da LOAS, a sobrevivência do PBC está mesmo ameaçada.

Certamente, este é mais um episódio drástico e fatal neste governo que desde o golpe ainda não conseguiu simplesmente mostrar nada de proveitoso e resultante. A partir de agora, o que poderemos esperar, será o obvio, ou seja, se já temos milhares de crianças de rua, em breve teremos também mais idosos e deficientes na rua, pedindo esmolas para não morrerem de fome.

Meu amigo isso é um absurdo, quer dizer que, se os recursos são insuficientes, a solução virá pela exclusão de beneficiados ou mesmo pela redução do valor do benefício, hipótese já cogitada pelo governo quando da elaboração do plano da reforma previdenciária e que, graças a meu bom Deus empacou no Congresso e que assim como a possível venda da Amazônia, que foi desfeita essa também não passará, e mesmo assim o temeroso continua. Até quando!!! 



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