O “Asno” (carapuça)


Marcio Santana

11/06/2019 21h46

 

 

Por qual motivo, seja ele óbvio ou apenas uma suposição, vamos continuar comparando tudo o que é de incompetente e safado com a maravilhosa figura do “burrinho” das orelhas grandes e trabalhador?

Será que é justo ao menos imaginar que tal animal irracional possa sofrer tanto “desgosto”? e ser essa espécie tantas vezes comparada apenas com coisa ruim, sem valor e que não presta?

Muito bom seria, se muitos que por aí se auto intitulam incompetentes, conseguissem, na sua humildade, aceitar a falta de vergonha na cara lisa, e procurassem entender o quanto trabalhador e produtivo é esse animal, deixando assim, essa descabida comparação só para quem realmente merece esse título.

Para muitos, o simples fato de não possuírem um limite de safadeza, muitos são comparados com verdadeiros animais irracionais (racionáveis).   O elemento que costuma dizer muitas asneiras, também, para variar, é incapaz de aceitar o próprio erro, procurando assim, colocar a culpa em outro segmento da sofrida sociedade. Geralmente, quando está diante de um questionamento simples, não elabora uma autocrítica, e prefere usar a velha e descabida desculpa que outra pessoa ou outro partido também fez ou faz a mesma “merda” isso sim é um verdadeiro idiota.

Não é justo comparar incompetência com burrice, até porque, diferentemente dos animais, ninguém nasce burro, o que muitas vezes acontece, é que diante de muitas facilidades que a vida lhes oferece, ele se torna uma pessoa sem competência para resolver assuntos relativamente simples.

Colocar um médico para ser diretor de um hospital é algo completamente coerente, porém, deixar uma pasta importantíssima sob a responsabilidade de um leigo em um determinado setor, é o mesmo que marcar uma reunião com a alta cúpula da empresa, e na hora da apresentação dos relatórios, demonstrar através de molhos de capim, qual a porcentagem de prejuízos que a sua empresa terá.

“Tente ensinar a um asno o que é um grão de areia e asno será você... Tem coisas e pessoas que são casos perdidos, apenas devemos admirar a escultura da estupidez talhada por elas...”

 

Bruno Vilar

Em uma disputa de um cargo eletivo, onde o número de analfabetos supera em muito a quantidade de “asnos”, fica drasticamente registrada a qualidade do rebanho que por aqui insistem em pastar. É uma pena que muitos demoram décadas para admitir que em determinado momento da vida, fizeram uma triste escolha, porém, se mesmo prestes a morrer, tal infelicidade for revelada, eis aí a dignidade falando bem mais alto que a demagogia e a safadeza.  

 



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