O Brasil da “tatuagem” feita com a castanha de caju


Márcio Santana

04/08/2017 13h50

 

Quando saímos nas ruas, e percebemos os problemas, as carências, as angustias, as tristezas e principalmente a falta de credibilidade que existe por parte da população em seus representantes, fica bastante evidenciado o conformismo, o deixa pra lá, o aqui não tem mais jeito de uma legião de desenformados e covardes que, de bravos e reivindicantes homens e mulheres, passaram a ser simples espectadores de uma mídia corrupta e comprometida, que, infelizmente manobra e consegue modificar toda uma opinião que antes parecia ser irreversível, mas que, com os recentes acontecimentos passaram a ser normais.  

 

Nada mais poderia ser tão esperado de um Congresso Nacional formado majoritariamente por elementos descompromissados com o povo, que o fato de o mesmo salvar o governo mais sujo da história do Brasil numa data que sem dúvida alguma ficará para sempre gravada na história dessa província.  

 

Não temos mais em quem acreditar, muito menos a quem recorrer, para ao menos tentar uma explicação para esse conformismo covarde no qual nos encontramos. Todos os dias as notícias são sempre as mesmas, os ladrões são sempre os mesmos, os endereços são sempre os mesmos, as vítimas sempre as mesmas (nós), as punições são sempre as mesmas (não tem punições), e a gente vê, reclama, se enfurece, fica indignado mas simplesmente aceita pacificamente e quando acaba o infeliz vem com a maior cara sínica e diz: “decisão do parlamento não é uma conquista pessoal, mas é uma conquista do estado democrático de direito, e da força das instituições; Os princípios do direito venceram com votos acima da maioria absoluta na Câmara".

 

Nós percebemos que as coisas aqui nessa província estão um tanto erradas quando tomamos conhecimento que, enquanto nesta negociata R$ 17 bilhões foram gastos para garantir os votos necessários para a vitória em emendas e perdões de dívidas em diversos setores como por exemplo o ruralista, no Rio de Janeiro, por exemplo, as pessoas vibram com os tanques de guerra que circulam pela cidade, devido à falta de segurança.

 

Pois bem, muitas são as coisas que, se tivesse coragem, tatuaria no meu ombro, porém, posso garantir que a partir de agora não só eu, como todo brasileiro, levará paras sempre tatuado no peito, mesmo que feita com a castanha de caju, que arde que só a peste, os seguintes dizeres, “sou um covarde e já desisti faz tempo”.



Compartilhe
comentários