O fim da “mamata” (para o cidadão)


Marcio Santana

16/02/2020 18h28

 

 

Isso mesmo, se realmente acabou o fim da mamata, foi para o cidadão de bem que tinha conseguido finalmente ter melhorias na qualidade de vida. Que podia comprar o gás de cozinha por um preço justo. Que podia fazer uma feira digna para a sua família. Que podia deslumbrar, mesmo que singularmente, de um final de semana agradável junto com amigos. Que abastecia o veículo regularmente. Que podia comprar medicamentos. Que tinha o privilégio de ver seus filhos ingressarem na universidade. Que volta e meia podia ir a um cinema, um teatro, a um jogo de futebol. Que podia sonhar com uma viagem dos seus sonhos. Que sabia que tinha o direito de receber o DPVAT quando necessário. Que podia enfim, viver dignamente, como realmente deveria.

Essa ridícula situação pela qual estamos passando, nada mais é do que a prova real, da incompetência, crueldade, irresponsabilidade, desrespeito, arrogância e principalmente perseguição aos menos favorecidos, que antes tinham o respeito e a condição de ser gente e hoje em dia vivem na verdadeira miséria, miséria esta que a maioria escolheu, acreditou e foi iludida.

Vivemos um momento muito crítico, sem esperanças, de muito medo. Para uma maioria, de muito arrependimento. Principalmente para aqueles que, devido à falta da credibilidade financeira, vão passar o Natal em branco. Daqueles que por acharem que tinha conseguido a tão sonhada independência pelos seus próprios méritos, estão percebendo, agora, que tudo foi devido as condições impostas pelo governo passado.

Tudo voltou a ser exatamente como o capitalismo gosta, ou seja, o que era artigo de extrema necessidade, agora passou a ser artigo de luxo. Para ter direito ao mínimo de conforto e saúde, o caboclo veio e idiota, tem que se lascar nos empréstimos, no fiado e até mesmo na venda do que resta.

As famigeradas “panelas” castigadas quando do impeachment, agora terão que ser trocadas por frigideiras, pois agora só tem direito a comer ovo frito. A esperança de uma “ceia” natalina, agora vai ser reduzida a um simples galeto com pão.

Certamente algum imbecil vai dizer, que acha pouco, por que o pobre tem que se lascar mesmo. Meus amigos, o que está acontecendo nesse momento aqui nessa província sem dono, nos mostra apenas duas opções de classes, ou seja, a deles, que a cada dia fica mais rica, e a nossa, que infelizmente serve apenas para as estatísticas de miséria do IBGE.

Não se enganem, espero que esteja terrivelmente desprovido de minhas faculdades mentais para, diante dessa ximbra (bola de gude), de cristal prever tamanha desgraça, mas algo de muito triste está por vir, e para variar, como sempre, vai quebrar nas nossas costas.



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