O “porte de arma” para Presidente do Brasi


Marcio Santana

07/12/2018 19h01

 

Teve um tempo em que todos apostaram no “caçador de Marajás”, naquela ilusão de que tudo seria resolvido da forma mais limpa e transparente, quando começou o governo tivemos o que tivemos e no final, não era nada do que pensávamos.

Teve outro tempo em que todos apostaram e imploraram o golpe, e vejam como tudo terminou.

Agora o que se escuta pelas bodegas da vida é justamente a alegria de finalmente poder ter o direito de usar uma arma e aí sim, resolver as coisas da maneira que achar mais coerente.

E aí meu “fio”, nem olhe para mim com cara feia senão vai entrar na bala. Se cortar a minha energia vai entrar na bala. Se olhar para minha “muié” vai entrar na bala, e assim serão resolvidos diversos probleminhas que antes bastava apenas uma boa conversa ou um bom acordo.  

Eu entendo que não faz sentido algum, essa “ignorante e violenta” parcela do eleitorado brasileiro, achar que deve eleger o porte de arma para presidente do Brasil, tomando para si a responsabilidade de defender a vida e à propriedade. Essa função, todos nós sabemos, pertence ao Estado. Essa oportuna parcela de “radicais idiotas” tem de buscar proteção sim, mas com um outro tipo de arma, ou seja, uma cobrança direta a esses nossos “representantes” que em sua maioria andam escoltados por diversos seguranças pagos com o nosso dinheiro.

Claro que sabemos da existência de todas as dificuldades sociais que estamos vivendo: pobreza, miséria, desagregação familiar, falta de educação, de valores de civilidade e de cidadania etc. mas também não podemos ignorar nem tampouco fechar os olhos para o sentimento de injustiça que habita no país, a população não vê a polícia na rua,  a facilidade que um bandido tem para adquirir uma arma.

A conscientização do cidadão de que ele não deve e não pode andar armado é importantíssima, e isso você pode perguntar a qualquer especialista em segurança pública - que não seja “candidato” sem plataforma- que certamente ele irá dizer o quão perigoso é um despreparado portar uma arma de fogo. Já dizia aquele velho ditado, se a ocasião faz o ladrão, o “mito” vai produzir o matador.

Meu povo “inteligente”, nesse momento, o mais importante é votar consciente, principalmente aqui em Alagoas e esperar que o Estado faça a sua parte e evite que a arma chegue ao marginal.

Se isso fosse algo evidente nesta província medíocre em que vivemos, se o cidadão alagoano percebesse que a polícia está agindo para protegê-lo, se os políticos comprometidos com tudo menos com a gente, cumprissem suas promessas de campanha, certamente nós não precisaríamos de armas.



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