O prazer de ser desonesto e a alegria da impunidade


Marcio Santana

25/03/2018 13h40

 

Todos sabemos que a honestidade é uma das virtudes mais importantes na nossa vida, tanto na família como no trabalho e na sociedade de um modo em geral, porém, na política ela assume uma questão de suma importância. Um político, um médico, um engenheiro, um grande e um pequeno empresário, um funcionário público, um agricultor, enfim, todos os membros da nossa sociedade precisam ser capazes de assumir tal característica.

 

Claro que é muito importante acreditar na competência técnica, na inteligência, na inovação e na criatividade. Mas meus amigos, entre nós brasileiros e principalmente alagoanos, o que mais está em falta neste momento é mesmo a honestidade. 

 

Acredito, e até posso afirmar, que quando se tem responsabilidades políticas, públicas ou coletivas, a questão da honestidade aparece com maior relevância, uma vez que os fatores ter ou não ter vão gerar consequências enormes, principalmente na classe mais sofrida da sociedade. E não é apenas em nossos “representantes” que essa carapuça deve cair, é claro que a atitude de um governante tem que ser exemplar porque é um modelo de ação, más quantas e quantas vezes deixamos de fazer a coisa certa, já bastante acostumados com o famoso jeitinho brasileiro?

 

Com certeza, não é só na política que devemos levar em consideração a questão da honestidade, precisamos sim, nós, simples mortais, colocarmos em prática essa que é sem dúvida alguma uma das maiores virtudes do ser pensante. Devemos cultivar a honestidade como um valor e como um hábito, assim teremos moral suficiente para exigirmos a mesma seja lá de quem for.

 

Infelizmente em uma democracia representativa, o peso do nosso voto mostra quem nós escolhemos para nos representar. Quem vota em políticos comprovadamente corruptos e desonestos, ou está satisfeito com a situação ou tem o “Zé do Rodulero” empenhado na conta do elemento, e sendo assim, não possui moral nenhuma para se queixar quando o dono do curral for desonesto.

 

As consequências desse fator desonestidade são enormes, e maiores ainda são as vítimas dessa falta de vergonha na cara. Corredores de hospitais supercarregados de pacientes sem ter onde ficar, escolas abandonadas, presídios que mais parecem campos de extermínio, a mínima condição de segurança, e aí, justamente pela qualidade da lei que temos, presenciamos dia após dia essa corja de marginais praticando todas as piores cenas de crime com a certeza de que se forem pegos, logo estarão soltos para realizá-los novamente.



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