O rei e o pinico


Marcio Santana

28/09/2019 09h50

 

Era uma vez, em meio a uma região muito sofrida, muito injustiçada, muito visada pelos bandidos, muito desejada por quem não a conhece, muito frequentada por pilantras da mais alta classe, muito explorada por verdadeiros representantes picaretas, enfim, um reino que só não é encantado pelo simples fato de ali não mais haver espaço para encantamentos, alegrias, presteza, e o mais importante de todos os adjetivos direcionados a ela, a atitude majestosa da tal honestidade.

Nesse reinado, sempre existiu a famigerada e maldita prática da herança política, ali na naquela pocilga, quem menos roubava já tinha no mínimo, uma criação de gado (vaquinhas), de dar inveja em qualquer abençoado filho de Deus.

Justamente por ser algo tão normal e em meio a tantos escândalos e safadezas, eis que de repente, não mais que de repente, aparece um filho do “Rei”, que nunca ninguém tinha visto e nem sabia que existia, e que certamente, por imposição da majestade, seria o futuro herdeiro do trono, e sendo assim, assumiria - mesmo sem entender porra nenhuma de administração pública - o já sofrido e decadente reinado e trazendo consigo, um monte de incompetentes e maliciosos escrotos transvestidos de cervos da alteza.

Pois bem, como o velho rei não tinha mais como continuar com as práticas fraudulentas, desonestas e descaradas, mandou buscar esse filho bastardo, que por sua vez vivia muito bem as custas das roubalheiras do pai em um outro país,  e nem tinha interesse em vir para este fim de mundo sem futuro.

O tal curral (eleitorado), do velho, apesar de muito grande, poderia ser facilmente comparado a um pinico cheio.  Pense numa qualidade de ignorância política daqueles cervos, eles elegem, se a ordem vier do todo poderoso, até piranha para viver ao lado de dourado.

Esses elementos precisam entender que hoje em dia até para ser “Rei Momo”, o fator gordura não mais  é relevante, para tal cargo é necessário ter ao menos um pouco de competência. E quanto aos imbecis que os elegem, para esses, a vida é como bosta na maré, ou seja, vai vivendo de acordo com a força da correnteza.

Vamos aguardar o final de todo esse exemplo de safadeza, corrupção e abuso de poder, para ai sim, sabermos se nessa aldeia, o papagaio repete as atitudes do pai ou canta fino como o periquito.



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