Plano de saúde, funeral ou SUS?


Marcio Santana

03/09/2018 21h27

 

Apesar de toda a rebordosa que recebe dos incompetentes administradores, das falcatruas que acontecem constantemente e da incapacidade administrativa do Governo, o SUS ainda é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o maior sistema gratuito e universal do mundo de Saúde Pública, e esse reconhecimento não poderia ser diferente, meus amigos, sete a cada dez brasileiros recorrem ao sistema quando surge algum problema de saúde, gerando assim mais ou menos 1 bilhão de consultas médicas e mais de 4 bilhões de procedimentos executados todos os anos.

É uma pena que um sistema tão importante para o já lascado povo brasileiro, em especial o alagoano, e de certa forma “prestativo” como esse, possa acabar a qualquer momento, e o motivo dessa possível catástrofe na saúde do país não poderia ser outro senão a péssima gestão desse medíocre e comprometido governo.

Para se ter uma ideia do que pode acontecer, está sendo cogitada a absurda e descabida proposta de um Novo Sistema de Saúde, que seria organizado pela Federação Brasileira de Planos de Saúde, com participação, claro, do Ministério da Saúde – um dos maiores interessados – e de deputados e senadores.

Essa famigerada e escrota proposta de eutanásia ao Sistema Único de Saúde seria para um “moi” de carniceiros a salvação através da criação do "Novo Sistema Nacional de Saúde" que teria como principal característica, a transferência de recursos do SUS para financiar a Alta Complexidade nos planos privados de saúde, ou seja, a meta final seria “garantir” que metade da população deixe de ser atendida de forma pública, gratuita e universal e passe a ser atendida exclusivamente de forma privada.

Trocando em miúdos, a proposta chega a ser muito bem comparada a um velho ditado popular que diz o seguinte: “Em barraco de malandro, quem entra pra roubar sai morto”, e esse esquema representa o arrombamento completo do SUS e a negação da saúde como direito a ser acessado e exercido por todos. A "pilantragem" estaria na possibilidade de garantir de forma oficial, a apropriação privada do fundo público de modo a atender interesses empresariais e não a qualquer interesse público.

A trágica e fulminante proposta articulada pelos planos privados de saúde e pelo governo federal, apresentada, busca enterrar de vez qualquer possibilidade de funcionamento do Sistema, dando continuidade a escrota agenda golpista de desmonte de políticas públicas e de retirada de direitos sociais.

Tenho a convicção que a partir de agora o brasileiro está em uma verdadeira sinuca de bico, e como a situação e periclitante, é mais negocio investir em um belo PLANO FUNERÁRIO, que em um caríssimo de saúde, pois sem o Susmuita gente vai subir e com certeza não é, nem para a enfermaria e nem tampouco para uma suíte de um hospital particular. 

 



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