Quantos risos.... quanta alegria!!!


Marcio Santana

02/07/2018 19h26

 

Quantos Brasis ficaram pelo temido caminho naquela quarta-feira fria de Campina Grande... Quantos gritos de gol foram esperados, gritos de “burro” e de “cabelinho de macarrão”. Quantos quase que era gol, quantos agora vai, quantos potinhos de fava com brejeira... Quantos tenham calma, quantos vai se lascar juiz ladrão! Enfim, mais um aperreio chegou e passou sem que ninguém, ao final, ficasse triste ou preocupado com as coisas que estão por vim, e que todas as copas acontecem aqui nessa famigerada e sofrida província.

Quantas bandeiras do Brasil, camisas amarelinhas da seleção - não as dos coxinhas -mais linda, querida e ao mesmo tempo odiada do mundo, quantos dias para sair mais cedo ou para chegar mais tarde ao trabalho... Quantos risos, beijos, braços fortes, abraços, críticas, escalações... Quanto sofrimento, quantas alegrias e murros na mesa, mãos na cabeça, socos no peito, chutes no ar..., e a certeza de que talvez tenhamos, este ano, um final melhor. Adeus Alemanha, desta vez não deu, fica para a próxima.

Quantas figurinhas carimbadas dando palpites na televisão, quantos comentários idiotas de alguns “comentaristas”, quanta vontade que tudo termine bem. Quanta agulhada no Maior São João do Mundo aqui no Parque do Povo, quanto carro arrombado, quanta cerveja caríssima consumida e quanta explicação sem lógica para pouca coisa.

Quantos palpites, quantas alegrias, quantos “otimistas” na frente da TV derramando lágrimas... quanto orgulho besta, quanta música de primeira qualidade tocada por nosso vizinho de condomínio, quanta piadas das boas, quanta cachaça tirada do congelador, quanta torcida, muvuca e quanta bola, quanto bolão... e mais uma vez, quantos copos, quanta carne assada, feijoada e favada enfim, quanta Copa, quanto Brasil...

Quanta estrela faltou brilhar, e quantas ainda estão por vim, quanta pedra de gelo faltou no copo de whisky , quantas gargantas a berrar, amigos a se abraçarem e os benditos penteados dos caras não se desfazem.

 

Esse é o nosso Brasil dos “quantos”, torcedores, sofredores, otários, esperançosos, brilhantes, entendidos, técnicos, goleiros zagueiros, atacantes e acima de tudo brasileiros. Esse é o nosso dilema, sempre tapar o sol com a peneira, sempre acreditar no inacreditável, sempre votar errado pensando que esta certo, sempre imaginar que agora as coisas vão funcionar, o CRB vai continuar na B, o CSA vai cair, o ASA vai se reestruturar, o Vasco não vai ser mais o Vice, aquele candidato vai se eleger, o lobisomem vai cair, a gasolina vai baixar de preço, a Segurança vai segurar, a Educação vai educar, a Saúde vai curar e para terminar, no ano que vem a coisa vai melhorar.

 



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