Renovação política ou o voto de protesto nas eleições de 2018


Marcio Santana

30/04/2018 17h58

Eis que é chegado o momento, e a grande questão que ronda as rodas políticas para a milionária campanha eleitoral do próximo ano é: qual o grau de renovação das eleições de 2018 se é que vai realmente haver. Essa simples e ao mesmo tempo complicada pergunta parte da seguinte questão: existe um enorme sentimento antipolítico na sociedade? Eu acho que não, mas partindo dessa constatação, claro que seria mais do que natural uma grande renovação no falido e desmoralizado sistema político atual.

Partindo dessa combinação importante, certamente existem elementos complicadores para que o novo prevaleça em 2018. O primeiro fator é a capacidade de disseminação do novo e quem seria esse “novo”. As regras atuais do comprometido jogo político estabelecem dispositivos para distribuição do famigerado fundo partidário e para uso da TV/Rádio. Numa competição em que haverá escassez de recursos – pela ausência de financiamento empresarial e pela debilidade das doações individuais – o maior financiador da campanha será o fundo partidário ou o capital próprio do candidato, no caso de eleições proporcionais, ou seja, o candidato que for pobre tá literalmente lascado até a tampa.

Infelizmente, faltando pouco meses para as eleições de 2018, o sentimento antipolítico que vimos foi o possível lançamento de alguns candidatos que realmente de significado de mudança não possuem nada, um era o apresentador de TV, esse, para a alegria de milhões de fãs já retirou a “ideia” da linha, e aí, como sempre, aparecem as velhas e já conhecidas figurinhas carimbadas que insistem em querer aparecer nessa época.

Em relação ao senário regional, as surpresas que teremos aqui em Alagoas certamente partirão de famílias tradicionais na política, a não ser que surja algum cidadão de coragem e trabalhe na plataforma da denúncia com cabimento e base credora, para mostrar com exatidão as “qualidades” de seus adversários usando para isso um discurso ‘novo’, uma campanha com características inovadoras e uma estrutura partidária tradicional, porém não tão agressiva.

A “ausência” das doações empresariais que contribuíram muito com a desmoralização do mundo político faz com que um novo, barato e promissor caminho surja com muita força nessas próximas eleições, me refiro às redes sociais que certamente vão poder proporcionar uma surpresa eleitoral que ainda não tem cara, “cor” e nem nome.

Mas diante de todo o poder que vimos da internet no impeachment da Dilma, onde a mesma conseguiu até fazer com que o pobre que nunca teve uma geladeira, e conseguiu comprar graças a ela fosse para as ruas pedir a sua cabeça, é muito bom começar a compreender o real e assustador poder que ela alcança.  



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