“Vamos botar pra torar” nas próximas eleições


Márcio Santana

26/04/2017 18h03

 

 

Com um olhar mais crítico e uma maior exigência, o novo eleitor brasileiro certamente é o resultado final das grandes transformações econômicas que ocorreram nos últimos vinte anos, que consequentemente ganharam força com a explosão do consumo e a ascensão da chamada “classe média”. Somem-se a esse fato a pilantragem política e os esquemas de corrupção revelados mesmo que por uma pequena parte da mídia corrupta e marrom, e você verá que o Brasil tem hoje um eleitor menos favorável a compra de promessas eleitorais. Acredito que o cidadão eleitor de hoje decide em quem vai votar com mais reflexão, querendo um representante que entenda seus problemas e apresente projetos que possam ser desenvolvidos.

Na verdade, é preciso prestar muita atenção na política, é interessante procurar saber tudo o que for possível a respeito desses elementos, pois com certeza a conta quem vai pagar somos nós mesmo, chega de agir como abilolados, esses bicudos precisam entender que agora o brasileiro está começando a observar e consequentemente reivindicar seus direitos.

A afirmação mais correta que um imbecil pode fazer é que não gosta de política, meu amigo, essa mísera ciência influi diretamente não só na nossa vida como também em diversos setores de uma sociedade, então como ignora-la. Ouvir uma pessoa dizendo que não quer saber de política, e que não adianta nada votar nesse ou naquele elemento porque na maioria são todos iguais, certamente é a maior prova de ignorância que um sujeito pode dar para determinar os rumos de uma comunidade e acatar a safadeza desses nossos “representantes”.

A atual desconfiança do eleitorado alagoano ante a classe política é reforçado pela sucessão de esquemas de corrupção, conchavos, votações secretas na calada da noite e outras safadezas mais. Porém, dada a enorme quantidade de informações que hoje temos à mão, o alagoano – principalmente o do alto sertão -  passou a se preocupar mais com temas que, no passado, eram enormemente distantes da sua realidade, como as prisões de políticos e empresários antes tido como acima de qualquer suspeita. 



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