Sorriso como Expressão Corporal


Psicóloga Valdenice Guimarães

05/12/2017 05h30

Sorriso e expressão corporal são como uma linguagem, como uma maneira de falar. Nos comunicamos com o corpo, e quando prestamos atenção nos gestos emitidos pelas pessoas, temos um melhor entendimento dos outros e do mundo ao nosso redor.

À medida que reagimos, a postura do nosso corpo muda em relação às situações ao nosso redor. Pela linguagem do corpo, falamos muitas coisas às outras pessoas e também interpretamos o que os outros querem dizer para nós. Seja a maneira que gesticulamos com as mãos, a maneira que expressamos com o nosso rosto, que posicionamos nosso corpo, tudo isso faz parte da linguagem corporal.

O sorriso é um elemento bastante interessante de ser analisado nesse processo de comunicação.

Ele desempenha a função de comunicação e tem como função informar ou sinalizar prováveis comportamentos que exibe, servindo como informação de modo antecipado de comportamentos e reações permitindo a aproximação de alguém.

Os seres humanos apresentam um sorriso para demonstrar ao outro que não somos ameaçadores. Desse modo, nos comportamos para sinalizar que estamos disponíveis e interessados, especialmente nas relações de conquistas amorosas.

O sorriso utilizado como ferramenta de conquistas abre espaços, sinalizando um excelente perfil para outros indivíduos.

O sorrir, tanto em bebês como em adultos, é uma forma de expressão facial amplamente associada na literatura científica como manifestação de emoção, afeto, prazer, alegria e felicidade.

O comportamento tem função adaptativa, ou seja, fatores filogenéticos e ambientais interagem e exercem efeitos sobre aspectos comportamentais dos sujeitos.

Muitos estudos buscam compreender a origem do sorriso; se é uma habilidade inata ou adquirida, ou seja, se é genética ou se é possível afirmar que é um processo de aprendizagem.

O que parece, a partir de estudos científicos é que em parte parece ser filogenético, pois bebês recém-nascidos parecem prestar atenção em estímulos complexos, como as expressões faciais dos pais, em detrimento da face de pessoas mais distantes. Mais que isso, os recém-nascidos reconhecem a face da mãe e do pai, diferenciando de uma pessoa estranha.

Veja, ao discriminar as expressões faciais dos pais, esse comportamento tem valor de sobrevivência.

Por outro lado, as pessoas podem aprimorar o comportamento de sorrir, pois ele, quando bem treinado trás muitos benefícios às pessoas, auxiliando-as em vários momentos da sua vida, como na aquisição e manutenção de um trabalho, de um relacionamento amoroso e no aumento do círculo de amigos.

Todo comportamento, incluindo as expressões faciais e dentre elas o sorriso, é resultado de uma interação complexa entre o organismo e o ambiente. Essa dinâmica torna as variáveis envolvidas indissociáveis, pois estão postas para facilitar a sobrevivência dos indivíduos, já que fazem parte da comunicação entre as pessoas. Tudo isso exprime a maneira como estamos nos sentindo, a maneira como estamos passando por um determinado momento da vida; se feliz, triste, harmonioso ou conflituoso. Essa mensagem, tanto passamos como recebemos através de gestos, expressões e sorrisos, por isso, somos propensos a nos aproximar de pessoas sorridentes.



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Problemas Escolares: Fatores contingenciais que convergem para o comportamento de indisciplina. Como intervir?


Psicóloga Valdenice Guimarães

02/12/2017 12h44

Nesta sexta feira, dia 01 de Dezembro de 2017, a Drª Valdenice Guimarães ministrou uma palestra com o tema Problemas Escolares: Fatores contingenciais que convergem para o comportamento de indisciplina. Como intervir? para os supervisores da Secretaria de Educação, no Centro de Formação, do município de Arapiraca. 

"A oportunidade de espalhar o conhecimento da Análise do Comportamento no que se refere a Educação visa promover o aprimoramento das relações entre alunos, pais e professores a fim de melhorar as condições de aprendizagem e desenvolvimento infantil na escola e fora dela. A capacitação dos supervisores aliada à perspectiva comportamental tem o objetivo de ampará-los quanto ao preparo e segurança dos docentes em sua atuação frente às diversas situações que o âmbito escolar exige." afirma a Drª Valdenice Guimarães.

O evento também contou com a participação da Secretária de Educação Mônica Leônia Pessoa e da Supervisora Pedagógica Genaura Araújo de Souza que foram pessoas importantes para a realização do mesmo, sendo esta uma oportunidade excelente para a expressar a gratidão e agradecimento pelo convite direcionado a Drª Valdenice Guimarães. 

"Os homens agem sobre o mundo, modificando-no e são, por sua vez modificados pelas consequencias de sua ação."

 - B. F. Skinner



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Contribuições da Psicologia para o processo de aprendizagem de pessoas com deficiência


Psicóloga Valdenice Guimarães

29/11/2017 09h11

A Dr.ª Valdenice Guimarães, ministrou nesta manhã, uma palestra aos pais e profissionais da Associação Pestalozzi de Arapiraca tendo como tema as Contribuições da Psicologia no processo de Aprendizagem de pessoas com deficiência.

"Nós, da Análise do Comportamento, não enxergamos se a pessoa é deficiente ou não, mas enxergamos como os comportamentos são influenciados pelas condições ambientais às quais elas estão expostas, podendo assim modificá-los a fim de promover respostas mais adaptativas e funcionais para a sobrevivência. Todos são capazes de aprender, pois conseguem ler e interagir com o ambiente, mesmo que este apresente limitações, por isso é necessário modificá-las para ampliar as possibilidades de nossas crianças com estratégias para promover um desenvolvimento adequado." relata a Drª Valdenice Guimarães numa de suas falas durante o evento. 

Vanilza Freire, membro da Equipe Diretiva da Instituição, relatou que "a oportunidade de presenciar e ouvir a Drª Valdenice Guimarães foi muito produtiva e rica, com certeza nossos profissionais tiveram outro olhar sobre o comportamento humano, por isso, sempre que possível queremos que ela volte e nos ensine um pouco mais".

Com a busca de novos conhecimentos, a Associação Pestalozzi de Arapiraca demonstra eficiência e competência pelo anseio em fornecer capacitações continuadas aos seus profissionais, tendo como resultado atendimentos especializados e diferenciais em suas demandas. 

Não considere nenhuma prática como imutável. Mude e esteja pronto a mudar novamente. Não aceite verdade eterna. Experimente.

B. F. Skinner 

 



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Educando com Regras e Carinho: como promover um desenvolvimento saudável aos seus filhos.


Psicóloga Valdenice Guimarães

27/11/2017 19h23

No dia 24 de novembro, nesta semana, ministrei uma palestra direcionada aos pais e professores da Escola Nossa Senhora de Lourdes tendo como tema Educando com Regras e Carinho: como promover um desenvolvimento saudável aos seus filhos. 
Foi e é um prazer ampliar o acesso do conhecimento que a Análise do Comportamento possui para o entendimento do comportamento humano e a compreensão da realidade em seus vários aspectos.
Muito obrigada pelo convite!



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Como lidar com o luto


Psicóloga Valdenice Guimarães

27/11/2017 12h28

A perda é um evento estressante, os estímulos associados à falta da pessoa tendem a tornar-se aversivos. Portanto, o luto seria uma reação à perda, em geral de uma pessoa amada. Após a morte, o enlutado necessita de um tempo para adaptar-se à nova realidade e o tempo para essa adaptação é relativo à intensidade e o envolvimento da relação.

Cada processo de luto é único e vai depender do vínculo que existia, pois, as pessoas vivenciam o sofrimento de maneiras diferentes. Se a pessoa tiver uma relação de dependência com o falecido, é possível que não consiga reagir sozinha, precisando do auxílio de um profissional especializado.

A terapia objetiva a maximização de reforçadores positivos e a atenuação de variáveis aversivas envolvidas no sofrimento do paciente. Entendemos comportamento, quando há uma relação do organismo com o ambiente. Nesse sentido, podemos dizer que as pessoas apresentam estímulos discriminativos e estímulos reforçadores na história de vida dos organismos e, com a morte, esses estímulos deixariam de fazer parte da pessoa enlutada, ou seja, a pessoa enlutada perderia esses reforçadores.

Com a perda de uma pessoa querida ocorre uma alteração nas contingências de reforçamento na vida da pessoa, portanto, é normal que ocorra uma grande mudança comportamental em sua vida. Quanto à intensidade e a profundidade do vínculo, proporcionalmente maior, mais intensa e mais duradoura é a dor pela perda.

Nas culturas ocidentais a morte costuma ser sinônimo de perda, de fim, de luto e de tristeza. Já em algumas culturas orientais a morte marca a coroação da vida, e eles celebram. A morte é algo irreversível e inevitável, o que implica que nenhum comportamento manifesto pelo enlutado vai alterar esse evento. Isso caracteriza uma relação de não contingência, ou seja, uma condição de incontrolabilidade do meio.

O papel do terapeuta é auxiliar o enlutado a aceitar a realidade da morte, ou seja, a finitude da vida, vivenciar a perda, além de auxiliar a pessoa no processo de enfrentamento das contingências atuais e também encontrar novos reforçadores para o sujeito continuar vivendo, compreendendo que aquela pessoa foi importante em sua vida, mas que não estará mais presente pelo menos fisicamente no seu dia-a-dia. Cada pessoa vivencia o luto a partir do seu repertório comportamental. Viver esse processo de luto não tem como finalidade esquecer aquela pessoa que foi importante, mas aprender a viver apesar da perda. Pensar sobre a finitude do ser humano é algo desconfortável.



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