Edição número 74 do Jornal de Arapiraca


Roberto Baia

18/08/2017 12h05

Com Ascom - A Polícia Federal (PF) cumpriu ontem (17) mandados nos municípios de Campo Alegre e Teotônio Vilela, cidades que são administradas pelos irmãos Pauline Pereira e Joãozinho Pereira, respectivamente.

 A “Operação Marueiros” buscou investigar o uso de certificados falsos para obter vínculos empregatícios temporários junto às prefeituras destes municípios.

 

Nota de Teotônio

Por meio de nota, a prefeitura de Teotônio informou que apoia as investigações e se coloca à disposição da PF. Diz ainda que, em caso de confirmação das denúncias, irá acionar os órgãos competentes para "reestabelecer a devida meritocracia na inclusão ao serviço público municipal" (leia a nota na íntegra ao final do texto).

 

 

A operação

Segundo a superintendência regional da PF, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir prestar esclarecimentos) expedidos pela 17ª Vara Criminal.

A PF explicou que os certificados foram supostamente emitidos pela Escola Municipal de Ensino Médio Felizardo Lima, localizada no povoado de Luziápolis, em Campo Alegre.

 

Nove mandados

“A informação chegou ao conhecimento da Polícia federal, que exatamente há um mês instaurou um inquérito policial e solicitou informações aos órgãos públicos sobre a existência de algumas pessoas citadas nesses documentos, e constatou-se que essas pessoas que teriam subscrito esses documentos sequer existiram, ou tinham vínculo com a instituição de ensino”, explicou o delegado regional de combate ao crime organizado, Daniel Silvestre.

Ao todo, foram expedidos nove mandados de busca e apreensão e oito de condução coercitiva. 35 policiais federais participam da operação.

Veja abaixo na íntegra a nota da prefeitura de Teotônio Vilela:

 

Nota Campo Alegre

Por meio de Nota Oficial, a Prefeitura de Campo Alegre informou que sempre esteve a favor das investigações policiais sobre o lamentável fato da existência de certificados falsos emitidos em nome de uma unidade escolar do sistema municipal, localizada no distrito Luziápolis.

“Temos que defender o maior patrimônio de nosso desenvolvimento que entendemos ser o nosso sistema educacional, que vem nos últimos anos, com o esforço de muitos, avançando e contribuindo fortemente com todos os munícipes que nele buscam seu crescimento educacional e formação como cidadão”, diz um trecho da nota.

 

Esclarecimento

Ainda de acordo com a Nota Oficial, a Prefeitura esclareceu que “desde a primeira evidencia de certificados suspeitos, abrimos uma sindicância administrativa, e de imediato fomos a fundo no assunto verificando que se tratava de certificados emitidos durante e antes do ano de 2012, e que essa escola de ensino municipal teve a sua última turma formal de ensino médio no ano de 2008”.

 

Denúncia

“Informamos ainda, que até aquele ano o ensino médio ofertado na escola era de responsabilidade do município, mas ao verificar que existiam certificados com assinaturas de pessoas não do sistema, como também além do período em que funcionou ofertando ensino médio, essa atual administração da prefeitura que teve início em 2013, prontamente encaminhou denúncia a Polícia Federal para solicitar investigações, e está colaborando desde essa solicitação com os responsáveis pela investigação, com o intuito de reparar damos a imagem de nosso sistema educacional”.

 

Lenha na fogueira

A secretária de Saúde de Arapiraca, Aurélia Fernandes, botou lenha na fogueira durante seu pronunciamento na audiência pública, realizada na terça-feira, 15, na Câmara Municipal arapiraquense.

Ex-secretária da pasta nas gestões de Luciano Barbosa e Célia Rocha, Fernandes fez uma revelação um tanto preocupante. Segundo ela, ao assumir o cargo se deparou com problemas de toda ordem, a exemplo de serviços executados pela Macri Construtora, que “recebeu 80% dos recursos, porém, só entregou 50% dessas obras”.

Daí, fica no ar a pergunta: Quem surrupiou o dinheiro público? Uma boa pergunta que carece atenção do Ministério Público. Ou não?

 

Audiência pública

A denúncia de Aurélia acabou gerando um desconforto e indignação por parte dos vereadores durante a audiência pública.

Ainda em seu pronunciamento, Aurélia Fernandes fez questão de revelar dados nada abonadores na gestão do ex-secretário de Saúde, Ubiratan Pedrosa. Ela deixou claro que o número 1 da Saúde deixou um “rombo” de nada mais nada menos do que R$ 8 milhões, sendo R$ 3 milhões com fornecedores e R$ 5 milhões com prestadores de serviços.

 

Sem sal

Mas as “denúncias” de Aurélia Fernandes deixaram um sabor insosso para os vereadores de oposição, que aguardavam verdadeiras “bombas” na gestão conturbada do polêmico Pedrosa, que assumiu o cargo a pedido do senador Fernando Collor de Melo, aliado da ex-prefeita Célia Rocha.

Ao que parece, o “traque” de Aurélia não surtiu efeitos esperados. A expectativa, agora, é que as suas “ações” como secretária em governos passados venham à tona.

Pelo menos é o que se comenta nos bastidores.

 

 

 

... Estiveram participando da audiência pública na Câmara de Vereadores de Arapiraca, Sérgio do Sindicato (PPS), Rogério Nezinho (PMDB), Leo Saturnino (PMDB), Fabio Henrique (PC do B), Fabiano Leão (PMDB), Edvanio do Zé Baixinho (PSL), Gilvânia Barros (PMDB), Professora Graça (PDT), Moisés Machado (PDT), Dr. Fábio (PR), Thiago Ml (PMN), Pablo Fenix (PRB), Willomaks da Saúde (PRP), Melquisedec de Oliveira (PRB), Jário Barros (PRP), Pastor Marcos Caetano ( PTC) e Sinielza Pessoa (PSD).

 

 

... O prefeito Júlio Cezar, ao lado do ministro Marx Beltrão e do senador Benedito de Lira irão realizar a inauguração de várias obras da Prefeitura, nesta sexta-feira (18).

 

... Entre elas está a entrega da Casa Azul, que é uma parceria do município com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). Ela atende especialmente as crianças com autismo.

 



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