Mais prisões


Roberto Baia

04/11/2017 09h56

Com assessoria - O Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL) desencadeou, na manhã de quarta-feira (01), a quarta fase da Operação

Sepse, que tem o objetivo de desbaratar um esquema de suposta compra de medicamentos por meio de notas fiscais fraudulentas.

O objetivo foi cumprir dois mandados de prisão contra o atual secretário de saúde de Mata Grande, Gabriel Brandão Gomes, e em desfavor de Carlos Rodrigo de Barros Barboza Leão.

Dentre os presos, está o ex-prefeito de Girau do Ponciano, Fabinho Aurélio, filho do ex-prefeito  daquela cidade José Aurélio, conhecido como “Zé da Água” .

 

Quadrilha

Gabriel, que é primo de Jacob Brandão, não foi localizado e já é considerado foragido da justiça. Além disso, também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, dois de sequestros de bens e cinco de quebra de sigilo bancário, inclusive do ex-prefeito de Mata Grande, Jacob Brandão. Todos foram expedidos pela 17a Vara Criminal da Capital.

 

Investigações

De acordo com as investigações do Ministério Público, que começaram no último mês de março, os dois acusados participavam ativamente do esquema criminoso e mesmo depois de deflagrada a Operação Sepse, que culminou nas prisões de outros envolvidos, Carlos Rodrigo e Gabriel Brandão continuaram operando o esquema de desvio de verbas públicas. Inclusive, Gabriel tinha mais facilidade para isso em função de estar no comando da Secretaria Municipal de Saúde daquele município.

 

A RR Distribuidora

Segundo os promotores de justiça do Gecoc, o acusado Carlos Rodrigo Leão é proprietário de algumas empresas de fachada que atuavam vendendo notas fiscais falsas para agentes públicos. E foi justamente por uma dessas empresas, a R.R Distribuidora LTDA, que os operadores do esquema conseguiram desviar R$ 1,5 milhão da Prefeitura de Mata Grande. Para se ter uma ideia da participação de Leão, ele se apropriava de cerca de 8% do total dos valores desviados.

 

Outro lado

Após o episódio que levou a deputada estadual Thaíse Guedes (PMDB) ser indiciada pela Polícia Federal (PF), a parlamentar virou alvo de ofensas e críticas que não possuem relação ao que está sendo investigada sobre o desvio de recursos da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).

 Parece-me que, só o fato da parlamentar ter ido até a sede da PF, espontaneamente, e sem qualquer intimação, além de dispensar o uso da sua prerrogativa parlamentar que possibilitava ser ouvida em data, local e hora a ser definido, diferencia a mesma dos demais investigados, mostrando um trato diferente às instituições, transparecendo ser uma tentativa de esclarecer tais referidas acusações.

 

Inocência

Neste caso, vale lembrar ainda que no nosso do Estado de Direito é a presunção de inocência que permanece. Pelo que se revela, as investigações começaram recentemente, ou seja, segundo Vladimir Aras, “Não significa nada dizer que alguém foi indiciado”. Ao menos agora!

A despeitos dos graves fatos investigados e que devem ser clareados, o que se lê, são comentários negativos - contra a deputada - dissociados do caso, em um ato desumano (ou humano) por conta de sua deficiência física. É lastimável!

 

Comentários

Os comentários chegam a ser considerados inapropriados pelos próprios internautas, visto que alguns aproveitam-se de um erro médico praticada ainda na infância para atacar a parlamentar.

Pelo que se sabe, as investigações iniciaram há alguns meses e vinham sendo conduzidam com discrição, o que trazia tranquilidade para buscar provas para os crimes apontados, sem criar palanques.

 

Mais trabalho

Porém, com as entrevistas recentes, certamente, o delegado que, de fato preside o inquérito, terá mais trabalho, visto que, se algum parlamentar, tinha o interesse em prestar esclarecimentos espontaneamente, isso, não mais acontecerá

 

Convocados

Aliás, no último dia 30, os deputados Val Gaia (PSDB) e Severino Pessoa (PSC) foram convocados para depor e não compareceram à PF. O resultado do indiciamento da PF - ação de reunir indícios sobre certa pessoa suspeita de um crime – poderá ser enviado ao Ministério Público Estadual (MPE-AL) que oferecerá ou não a denúncia.

 

 

... A Prefeitura de Arapiraca, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), vai interditar o trânsito em frente e nas imediações do Cemitério Pio XII, nesta quinta-feira (2), Dia de Finados, das 6h às 18h. Na sexta-feira (3), agentes da SMTT trabalham normalmente no trânsito da cidade.

 

... Com apoio de 21 agentes de autoridade de trânsito, a SMTT irá interditar o trecho da Rua Expedicionários Brasileiros, em frente ao cemitério, que vai da Rua Manoel Ferreira de Brito à Rua Júlio Paixão da Silva.

 

... Os agentes de trânsito da SMTT vão utilizar barreiras e terão apoio de viaturas entre motos e carros (Águias e VTRs), para auxiliar no monitoramento do trânsito e no disciplinamento de veículos e pedestres.

 

... O superintendente da SMTT, Jodelmir Pereira de Souza, ressaltou que a interdição é necessária para que a população possa visitar os túmulos de seus entes queridos com segurança.

 



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