Clima tenso marca a leitura de matéria que pede o afastamento do presidente da Câmara de Palmeira dos Índios


Roberto Gonçalves

01/09/2017 10h51

Contra Miranda pesa a acusação da não foi apresentação em Plenário do demonstrativo de recursos e as despesas mensais

Em meio a muitas discussões, o vereador Maxwel FeItosa (PMN) fez a leitura, nesta quinta-feira (31) do requerimento que pede o afastamento do presidente da Câmara Municipal de Palmeira dos Índios, vereador Luiz Cavalcante Monteiro Junior, o Junior Miranda (PSL) e do primeiro secretário, Fabiano Gomes (PSD). O grupo dos 10, de oposição à Mesa Diretora, exigia que a votação acontecesse ainda nesta quinta.

Um dia antes, a procuradora da Casa, Aline Canuto, entregou aos vereadores Madson Monteiro e Agenor Leôncio vários documentos que haviam sido solicitados, para serem analisados pelos parlamentares. O chamado “Grupo dos 10″, que pede o afastamento dos dois vereadores, realizou uma sessão extraordinária na tarde desta quinta-feira, quando Júnior Miranda fez o uso da palavra e usou seus argumentos para adiar a votação do requerimento.

Contra Miranda pesa a acusação que não foi apresentado ao Plenário o demonstrativo de recursos e as despesas mensais, o que deve, regimentalmente, se proceder até o dia 20 de cada mês. Segundo os membros do Grupo dos 10, a documentação não vem sendo protocolada. Contra o secretário da Mesa Diretora, Fabiano Gomes, consta a acusação de ausência do Portal da Transparência, não atendendo, desta forma, o que reza a Lei 12.527 de 18/11/2011, que exige o funcionamento dessa publicação, para dar publicidade a todas as receitas e despesas da C

Retaliação  seria contra o corte de cargos comissionados

No uso da tribuna do Plenário, para fazer a sua defesa. Ele alega que os vereadores estariam ‘revoltados’, porque ele cortou os cargos comissionados de todos eles. Informou, ainda, que a Câmara não está deficitária. Ao contrário: possui um saldo positivo de R$ 280 mil, o que teria deixado os parlamentares ainda mais indignados. Essas declarações chegaram à população de Palmeira, uma vez que Miranda fez questão de fazer sua argumentação nas emissoras de rádio locais.

O presidente da Mesa Diretora também solicitou a quebra de todos os seus sigilos e pede que os dez vereadores tomem a mesma iniciativa. “Quero que meus sigilos sejam quebrados e que tenham o acompanhamento do Ministério Público e da Polícia Federal. Espero que os nobres colegas façam o mesmo”, sustentou.

Assinaram o requerimento os vereadores Ronaldo Raimundo Filho, Maxuel Feitosa, Pedro Gaia Bisneto, Fabio Targino, Abraão do BMG, Madson Monteiro, Joelma Toledo, Val Enfermeiro, Agenor Leôncio e Cristiano Ramos. As duas representações protocoladas pelos dez vereadores são coletivas, sendo uma contra cada vereador da Mesa Diretora.

Votação não pode acontecer antes da próxima quarta-feira

Segundo o Regimento Interno, a próxima sessão extraordinária só poderá acontecer após a próxima sessão ordinária, que se realiza na quarta-feira, 06. Caso haja uma outra antes dessa para votação, ela não terá validade. As duas representações protocoladas pelos dez vereadores são coletivas, sendo uma contra cada vereador da Mesa Diretora.

Redação com portal Arapiraca News.

 



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