Cultura

SESC traz projeto cultural “Botando Boneco” para Palmeira dos Índios


Carlo Bandeira
Fonte: Jornal de Arapiraca/ Arapiraca News

07/12/2017 09h59

Quando estamos na escola, aprendemos tudo sobre resistência; resistência do ar, da água e por aí vai.

Contudo, há uma resistência que não se aprende.

Ariano Suassuna, um exemplar nordestino brasileiro e admirador do mamulengo do “Botando Boneco”, estranhava-se com a afirmação de que o teatro nascera na Grécia. Ora, e o que dizer das gravuras, mascaras, cerimônias e rituais, pinturas, todas genuinamente de outras regiões do mundo. Aqui no Brasil, não é diferente. Temos registros de manifestações culturais e artísticas há pelo menos dez mil anos, produzidos por nossos ancestrais indígenas. Diante disso, fica muito claro que o que nasceu na Grécia foi o teatro grego, a arte grega, e não, a arte de outras sociedades.

Cada comunidade, tem as suas expressões próprias, seus usos e costumes peculiares. Quem não conhece seu passado não viverá seu futuro, já diz a história das civilizações.

Pois bem, essa resistência que não se aprende nas escolas, veio até nós, mais precisamente em Palmeira dos Índios.

Foi a turma do “Botando Boneco”, lá de Recife, capitaneado por Iramaraí Vilela, artista plástico e ativista cultural pernambucano, sua filha Camila Iumatti e outro filho, Ângelo Iumatti.

Em parceria com o SESC, foi realizado uma oficina que resgata o mamulengo, forma de expressão cultural da zona da mata nordestina, onde teve origem em Pernambuco. O Mamulengo é a arte de brincar com bonecos, porém, tem que haver a participação do público, interação com os mamulengos (os bonecos em ação).

O SESC em parceria com o projeto Botando Boneco ofereceram às monitoras da entidade, como também, às pessoas da comunidade local, a oficina que orientou da arte à produção de mamulengos.

A oficina  Botando Bonecos é composta por três momentos: Noções sobre a história do mamulengo, confecção dos bonecos e figurinos, e a apresentação de uma peça, para o público local; com estórias criadas pela própria comunidade, como também, a interpretação e o manuseio dos mamulengos.

Porém, o ponto alto foi ter observado a alegria, apesar da timidez, dos e das participantes do projeto.

 

Com apoio do SESC, Botando Boneco terá atuação ampliada para cidades do Nordeste

 

Era tanto sorriso, tanta alegria, tanta recordação que se via claramente, que a nossa cultura nos enriquece a alma.

Via-se, também, o espanto bom das pessoas, que nunca imaginaram ser capazes de tamanha façanha; o de atuar e representar suas realidades e enfeitiçadamente  alegres pela reação do público e a doçura dos bonecos.

De parabéns está o SESC em valorizar a genuína cultura popular do nordeste brasileiro, e em resgatar a esperança e alto confiança das comunidades onde estão inseridas.

Ao “Botando Boneco”, que frutifique e diversifique a sua atuação pela resistência cultural de um povo chamado nordeste, de um povo chamado Terra Brasilis.

Foto: Carlo Bandeira - Camila Iumatti e participante do SESC
Foto: Carlo Bandeira - Iramaraí Vilela (Coordenador Cia Botando Bonecos)
Foto: Carlo Bandeira - Camila Iumatti(Cia Botando Bonecos
Foto: Carlo Bandeira - Aprendiz
Foto: Carlo Bandeira - Participantes da Oficina Botando Bonecos
Foto: Carlo Bandeira - Angelo Iumatti ( Cia Botando Bonecos)
Foto: Carlo Bandeira - Iramaraí Vilela
Foto: Carlo Bandeira - Montagem cenário
Foto: Carlo Bandeira - Cenário
Foto: Carlo Bandeira - Monitora do SESC(Participante)
Foto: Carlo Bandeira - Iramaraí Vilela / Angelo Iumatti
Foto: Carlo Bandeira - Confecção dos bonecos
Foto: Carlo Bandeira - Apresentação no SESC Palmeira dos Índios
Foto: Carlo Bandeira - Apresentação no SESC Palmeira dos Índios
Foto: Carlo Bandeira - Participantes da Oficina Botando Bonecos
Foto: Carlo Bandeira - Cia Botando Boneco / Participantes e coordenadora do SESC Palmeira dos Índios


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