Entretenimento

DJ alagoano Tukka Farias conquista São Paulo


CARLOS ALBERTO JR.

11/08/2017 08h49

A música, em sua diversidade de ritmos, sons e batidas, faz parte do cotidiano do povo brasileiro, provavelmente desde seus primórdios pós-colonização portuguesa. O que antes era consumido por grupos específicos, tornou-se de abrangência mais ampla. Não importa o estilo, vale mesmo é balançar a cabeça, bater o pé, assobiar ou cantar.

Entre os estilos de maior abrangência no mundo está a chamada música eletrônica, cuja origem remonta aos anos 1970, com o surgimento da Disco Music. Nas décadas seguintes, o novo estilo dominou o planeta a base de letras alegres - às vezes românticas -, sintetizadores, samplers, teclados, outros tantos “instrumentos”.

Jovens do mundo inteiro passaram a curtir as baladas noturnas ao som de músicas eletrônicas. Quem já não ouviu, a partir de 1988, o refrão do hit Rhythm is a dancer, do grupo europeu Snap? Até hoje, o som é lembrado em boa parte do mundo, onde atingiu o topo das paradas, incluindo o Brasil.

Foi nessa época que o hoje DJ Tukka Farias, natural de Arapiraca, iniciou sua viagem em torno da música. No começo apenas como fá das batidas, das letras e depois como futuro Disk Jockey. Após mudar-se para a capital alagoana, ele conseguiu fazer um curso de DJ no Museu da Imagem e do Som, sob a batuta do consagrado Gunnga.

“Não queria ser famoso quando fiz o curso. Era meu sonho. Deus me deu uma oportunidade e uma vez que você entra na música eletrônica, não sai mais dela. Após o curso, tocava em festas para amigos. Foi quando tudo começou. No início foi complicado para mixar as músicas, pois o equipamento era metade analógico”, disse.

Tukka Farias disse que na época, nos anos 1990, era mais difícil ter acesso a tudo principalmente para adquirir o equipamento, o chamado CDJ. “Era super sofisticado e caro, a ponto de nem vender em Alagoas”, explicou o DJ.

NOVOS HORIZONTES

Há cerca de sete anos, Tukka Farias decidiu mudar de vez para São Paulo, em busca de conquistar mais espaço na cena musical. “Fui convidado para tocar numa balada, me destaquei e fui convidado para ser residente numa boate em Sampa, uma cidade acolhedora e com muitas oportunidades, onde tem muitos profissionais do Nordeste com muito destaque. As portas foram se abrindo naturalmente”, ressaltou o DJ que tem 14 anos como profissional.

Apesar de residir fora de Alagoas, o DJ acompanha o cenário em Alagoas, em especial na capital e em sua cidade natal. “Maceió tem uma cena muito forte, com casas que são referência no Brasil. É uma cidade que promove muitos eventos e de qualidade”, disse.

Já com relação a Arapiraca, Tukka Farias falou que “é uma cidade moderna, não é mais a mesma. Se estivesse aqui faria uma carreira bacana. Todas as vezes que venho, sou muito bem recebido. Me apresentei ano passado numa balada e foi lotada. Também fiz algumas festas particulares”, afirmou.

O estilo mais tocado pelo DJ Tukka Farias nas baladas é o chamado House Tribal, uma vertente mais dançante da música eletrônica. “É um som mais agitado e que faz a galera dançar. É um estilo que não cai e continua em evidências nas baladas em todo o Brasil”, afirmou.

Para ele, os sons dos anos 1980 estão voltando com muita força e, claro, diversos deles estão em seu setlist, como sua última produção – ele agora está iniciando como produtor musical – uma versão dançante do hit do grupo inglês Queen, I want to break free, já disponível gratuitamente na plataforma Sound Clound. “É uma tendência internacional”, falou.

EM ARAPIRACA

Como a música não pode parar, Tukka Farias fará uma apresentação na noite deste sábado (12), na Nix Club, Rua Presidente Tancredo Neves, no bairro Novo Horizonte, nas proximidades do antigo Fórum Eleitoral. “Estou trazendo novidades. Prometo uma noite inesquecível, com sons bem legais, com muitos lançamentos e uma apresentação incrível”, frisou.



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