Esportes

ASA foi de surpresa na Copa do Brasil a rebaixado no Brasileiro


Redação
Fonte: Gazetaweb

09/09/2017 11h11

Após uma campanha desastrosa, a Agrremiação Sportiva Arapiraquense (ASA) foi rebaixada com uma rodada de antecedência para a 4ª divisão do futebol nacional, após um início de temporada promissor, quando foi apontado como um dos favoritos à conquista do título estadual em 2017.

No entanto, o Alagoano se foi e o Alvinegro amargou mais um ano sem título. E nem a boa campanha na Copa do Brasil foi capaz de reerguer o Gigante, que, na Série C, decepcionou a todos.

É bem verdade que, nos últimos dois anos, o time arapiraquense esteve muito perto de retornar à Série B do Campeonato Brasileiro. Porém, nas duas oportunidades, o Fantasma deixou escapar a vaga por entre os dedos, sendo eliminado, em ambas as ocasiões, nas quartas de final da competição. 

No Estadual, se analisada a campanha do ASA em Arapiraca, o clube alvinegro tinha tudo para ao menos decidir a taça. Porém, acabou sofrendo sua única derrota diante da torcida justamente quando não podia perder, na partida contra o CSA, pelas semifinais do Alagoano, quando foi superado pelo placar de 2x1.

Aliás, perder a invencibilidade, dentro de casa, em partidas decisivas tem sido um verdadeiro carma do ASA nas últimas competições. Para se ter uma ideia, em 2015, no Municipal, o Fantasma esteve invicto ao longo de toda a primeira fase da Série C. Contudo, nas quartas de final (fase que vale o acesso), caiu diante Tupi-MG, por 2x1, e deu adeus à chance de voltar para a 2ª divisão nacional.

No ano seguinte, a equipe repetiu a campanha animadora na fase inicial. Chegou ao mata-mata invicto jogando diante de seu torcedor e se despediu da competição sem perder em Arapiraca. Fez, inclusive, o dever de casa, batendo o tradicional Guarani-SP - que conquistou o acesso naquele ano - por 3x1, mas foi superado na partida da volta, em Campinas, onde sofreu 3x0. 

E para entender o que tem ocorrido ao ASA, a reportagem ouviu o comentarista Antônio Torres, da Rádio Gazeta, que aponta exatamente a falta de vitórias em casa como o principal fator do descenso alvinegro. "Acredito que o ASA não tinha o elenco competitivo que todos esperavam. Mas, o que faltou foi vencer em Arapiraca. A partir do momento que ele deixou de vencer em casa, as chances de classificação começaram a diminuir", afirmou. 

Torres também ressalta que o baixo público nos jogos do ASA no Coaracy da Mata Fonseca também contribuiu negativamente. Em oito jogos disputados no estádio municipal, o Alvinegro obteve uma média de apenas 1.833 torcedores. "Este ano, faltou aquela atmosfera entre time e torcida que sempre existiu em Arapiraca. E quando há este desencontro, não há time que não se desestabilize. O reflexo disso foi o déficit do ASA em praticamente todas as partidas", emendou o comentarista.

Na Série C deste ano, o ASA venceu apenas duas das oito partidas disputadas em Arapiraca, perfazendo um aproveitamento de apenas 25% como mandante. E após quatro anos nesta divisão do Brasileiro, o ASA faz sua despedida às 19h30 deste sábado (09), recebendo o Confiança-SE, no Fumeirão, e sem a presença da torcida, já que a administração do estádio não conseguiu providenciar, em tempo hábil, os laudos exigidos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). 

DESPEDIDA

Neste sábado (9), às 19h30, o ASA encerra sua participação na Série C de 2017, recebendo a visita do Confiança-SE. O duelo acontece em Arapiraca, mas com os portões fechados, já que a administração do Estádio Municipal Coaracy da Mata Fonseca não conseguiu solucionar pendência referente aos laudos de segurança.



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