Interior

Prefeitos devem cumprir lei federal que acaba com lixões até dezembro


Redação

15/09/2017 13h44

Prefeitos do Agreste, do Sertão e Vale do Paraíbas decidiram, esta semana, durante reunião em Palmeira dos Índios, o encerramento dos lixões, que, segundo os gestores, deverá ocorrer até o dia 10 de dezembro. Também foi discutida a construção do aterro sanitário do Agreste e das áreas de transbordo, que inclui a implantação de uma sede em Palmeira.

O tratamento adequado do lixo urbano são soluções desafiadoras para os municípios alagoanos que precisam acabar de vez com os lixões, conforme Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pelo decreto federal 12.305/10.

Em agosto, o prefeito Júlio Cezar, a secretária Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Palmeira dos Índios e prefeitos alagoanos que integram o Consórcio de Gerenciamento de Resíduos Sólidos do Agreste (Conagreste), estiveram em São Luís do Maranhão para conhecer o aterro sanitário da cidade, que é considerado modelo em todo o País, e a destinação correta do lixo, administrado pela Usina de Reciclagem de Construção e Demolição (URCD).

Eles possuem ecopontos instalados em pontos estratégicos para conter o lixo urbano. “A Usina está disponível para contribuir no que for necessário para que isto aconteça. Somos uma empresa ambiental e vamos colaborar com o Conagreste e os demais consórcios, para eliminar todos os lixões do Estado. Isso é necessário e terá que acontecer mais cedo ou mais tarde. Os prefeitos e a Conagreste estão de parabéns por esta iniciativa”, disse o diretor executivo da URCD Pedro Davi.

A secretária Anna Luísa França lembrou que a coleta seletiva é importante para minimizar os custos com o transporte que leva o lixo para outras cidades. “Ficamos maravilhados com os ecopontos instalados em São Luís e esta é a solução para ajudar a manter as cidades limpas. A partir da destinação da coleta seletiva, os impactos com gastos de transportes para a CTR podem ser reduzidos e diminui, também, os impactos e danos provocados pelo descarte irregular do lixo no meio ambiente”, completou a secretária.

O superintendente do Conagreste, Ivens Leão, disse que ficou definido um Plano de Trabalho e outro de Custeio para implantar com urgência uma área de transbordo, que será feito primeiro em Palmeira dos Índios, onde já foi protocolada no município, por intermédio da Semarhpi, uma solicitação de viabilidade de área. “Até o final do mês, teremos essa possibilidade de área; depois a gente licencia para que, até dezembro, a área de transbordo de Palmeira já esteja em funcionamento. Tem mais duas áreas que precisam ser construídas, mas já estamos demandando para que outros municípios também já possam fazer o mesmo”, explicou.

Outra ação discutida foi a implementação da coleta seletiva do lixo para operacionalizar as áreas de transbordo. “São discussões que a gente tem avançado e o processo de licitação do consórcio para contratar a empresa responsável estará em andamento para que, até o final do ano, essas áreas estejam operando e com a coleta seletiva implantada nos municípios”, destacou o superintendente, respaldado pelo prefeito de Craíbas Adiel Leite, que também é presidente do Conagreste.  “A reunião foi proveitosa. Os prefeitos discutiram, tiraram suas dúvidas e também apresentaram várias ideias”, reforçou o prefeito Adiel.

O prefeito Júlio Cezar - que também é diretor executivo do Conagreste - disse que, até dezembro, quer encerrar o lixão em Palmeira, mas voltou a reforçar que a população precisa colaborar com a limpeza da cidade. Ele pediu que o Instituto do Meio Ambiente suspenda as notificações que tem aplicado aos municípios que ainda não se adequaram à PNRS.

“Os municípios precisam encerrar os seus lixões, se organizar e se adequar para fazer o descarte correto do lixo. Por isso, pedimos que enquanto isso, os municípios não sofram mais penalizações. Até dezembro, pretendemos encerrar o nosso lixão de Palmeira, e pedimos à população que também faça a sua parte, descarte o lixo de maneira correta e ajude à cidade a ficar mais limpa, pois gastamos, por mês, cerca de oitocentos mil reais em limpeza urbana”, finalizou. 

Além de Palmeira dos Índios, participaram da reunião prefeitos e representantes de 19municípios alagoanos, Paulo Jacinto, Jaramataia, Limoeiro de Anadia, Marimbondo, Quebrangulo, Belém, Coité do Nóia, Igaci, Taquarana, Minador do Negrão, Lagoa da Canoa, Tanque d'Arca, Girau do Ponciano, Cacimbinhas, Estrela de Alagoas, Traipu, Major Isidoro, Olho d'Água Grande, Craíbas. Até agora em Alagoas apenas Maceió e Arapiraca estão adequadas à legislação.



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