Polícia

Delegado fala sobre assassinato de professor da Ufal: 'Crime de ódio'


Fonte: Redação com Cada Minuto

20/09/2021 15h29

A Polícia Civil concedeu uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (20) e deu detalhes sobre o assassinato do professor de Teatro da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), José Acioly da Silva Filho, 59 anos. Além disso, o delegado responsável pela investigação, Ronilson Medeiros, falou sobre o suspeito do crime que está preso desde sexta-feira (17).

Segundo o delegado, o suspeito identificado apenas como Marciel, 22 anos, se envolveu com o prefessor há aproximadamente 15 dias e indícios apontam que ele já planejava sua morte, pois o veículo de José Acioly estava sendo negociado desde o dia 10 de setembro. 

Para a polícia, o crime configura um crime de ódio. “Ele conheceu as fragilidades da vítima. As lesões na cabeça foram causadas por objeto cortante. Nas partes íntimas do professor, haviam lesões. É um crime de ódio. O criminoso não se contentou em matar a vítima e a torturou. Esse crime não pode ficar impune, até pelas circunstâncias fatídicas. O suspeito era uma pessoa que já tinha a confiança da vítima”, disse o delegado Ronilson Medeiros.

Ainda de acordo com a investigação, Marciel estava realizando tratamento ortodôntico pago por José Acioly, realizado por um dentista amigo da vítima, o único que sabia do relacionamento entre eles. Além de Marciel, o irmão dele de 17 anos, também foi detido, por suposto envolvimento no crime.

Familiares e amigos de José Acioly também foram ouvidos nesta segunda-feira. A polícia ainda investiga para saber se há envolvimento de outras pessoas no crime. 

Segundo Observatório de Mortes Violentas de LGBTQIA+, Alagoas é o estado brasileiro com a maior taxa de homicídios dessa população por milhão de habitantes do Brasil no ano de 2020. No período de um ano, foram registrados 15 homicídios no total. Ao ser comparado à população total, revelam uma taxa de 4,8 mortes para cada um milhão de habitantes no estado. Esse número é quase 4 vezes maior que a média nacional de homicídios, que registrou uma taxa de 1,28.




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