Polícia

Homicídio ou acerto de contas?


Carlo Bandeira

17/07/2017 09h52

Um homicídio duplo ocorrido no município de Batalha, no ano de 2006, continua rendendo acertos de contas. É o que afirma o Sr° Antônio Silvino dos Santos, de 54 anos, pai da mais recente vítima das consequência dos crimes no Sertão de Alagoas. Seu filho, José Marcos Silvino dos Santos, de 30 anos, foi assassinado no dia 28 de junho passado, no bairro Boa Vista, em Arapiraca.

Segundo depoimento que prestou na Delegacia de Homicídios de Arapiraca, o pai da vítima contou que seu filho, juntamente com a família, teria se mudado para Arapiraca. “fomos motivados pelas ameaças que recebíamos desde o ocorrido em 2006, quando do homicídio do segurança do prefeito Paulo Dantas, o sargento reformado da Polícia Militar, Edvaldo Joaquim de Matos, e do seu cunhado, Samuel Theomar Bezerra Cavalcante, irmão da sua esposa e atual prefeita de Batalha, Marina Dantas”, disse.

“José Marcos, meu filho, respondia em liberdade, a esse duplo homicídio, ao qual fora acusado juntamente com Emanuel Boiadeiro, que foi morto em uma suposta operação da polícia, em plena campanha eleitoral de 2016, na cidade de Belo Monte”, completou o pai da vítima.

Segundo o seu depoimento, Antônio Silvino relatou que seu filho era procurado por dois indivíduos em Batalha e que vieram saber do domicílio do jovem em Arapiraca. Ele denunciou também que testemunhas descreveram o assassino como um homem alto, barrigudo e um segundo mais baixo que ficou no volante e confirmou serem seguranças da atual prefeita de Batalha, Marina Dantas.

“O que queremos é nada mais nada menos que justiça. Que as autoridades do Estado tomem providências, pois Alagoas não pode conviver com esses crimes. É o que peço ao governador de Alagoas e ao Ministério Público Estadual. Meu filho estava respondendo à Justiça e iria conseguir provar a sua inocência. Meu filho estava desempregado e fazia bicos com fretes. Deixou viúva e três filhos com idades de 11, 8 e 4 anos. Justiça é o que buscamos junto ao Estado”, concluiu Antônio Silvino dos Santos. 



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