Polícia

Justiça autoriza liberação de corpo para família de mototaxista


Fonte: Já é Notícia

28/03/2018 10h59

Os familiares de Genaldo Silva dos Santos, de 34 anos, conseguiram na Justiça uma ordem para que o Instituto Médico Legal libere o corpo encontrado em um canavial, na quinta-feira passada (22), junto a pertences que eram do mototaxista, como o celular, as roupas e a moto.

O corpo estava próximo a AL-105, conhecida como Avenida Cachoeira do Meirim, no Bairro do Benedito Bentes, em Maceió, e foi localizado pela Polícia Civil com ajuda do suspeito de matar Genaldo, Ivanildo Acioli de Mendonça, que confessou o crime.

Apesar dos indícios, a identificação oficial do IML não foi feita porque depende de um exame de DNA, uma vez que o corpo estava em avançado estado de decomposição e não foi possível fazer a identificação visual, nem por meio de exame da digital.

A ordem de liberação foi assinada pelo juiz Pedro Jorge Melro Cansanção, titular da 13ª Vara Cível de Maceió. Ele condicionou a emissão da certidão de óbito ao resultado positivo do exame de DNA. Por enquanto, a família recebe apenas uma guia de sepultamento.

O IML informou ao TNH1 que a decisão deverá ser cumprida ainda hoje, mas que o corpo será liberado apenas com a guia de sepultamento e sem o devido atestado de óbito, que precisa da identificação oficial para ser expedido.

Esposa diz ter convicção de que corpo é de Genaldo

A reportagem conversou com a esposa de Genaldo, Juliana dos Santos Silva, e ela diz não ter dúvida de que o corpo é do marido. "Temos toda convicção que seja a ossada de Genaldo, por causa da roupa encontrada no local e o próprio acusado já admitiu que fez o crime. É o meu marido", afirma.

"O criminoso era nosso vizinho. No mesmo dia do acontecido ele foi na minha casa, pegou na minha mão e disse: 'tenha fé que ele vai aparecer'. A minha dor é de revolta por ele não estar pagando pelo que fez", desabafa.

O caso

Genaldo Silva dos Santos desapareceu no dia 6 deste mês, quando saiu para fazer um bico de mototaxista, no Barro Duro, em Maceió, e não voltou. O último ‘cliente’, Ivanildo Acioli de Mendonça, 37 anos, teria confessado o crime à polícia e apontado ao delegado Robervaldo Davino, do 6º Distrito Policial, o local onde o teria executado o mototaxista.

De acordo com o delegado, Ivanildo teria alegado que cometeu o crime após uma discussão com a vítima por motivo passional. Ele afirmou que Genaldo estaria assediando sua esposa. A polícia também investiga a possibilidade de latrocínio, uma vez que a vítima estava com 285 reais na carteira.



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