Polícia

Operação do MP combate esquema de desvio milionário em Mata Grande


Fonte: Assessoria

11/04/2018 09h43

Mandados de prisões e de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Maceió e no interior de Alagoas, para investigar um suposto esquema de desvio de mais de R$ 12 milhões dos cofres da Prefeitura de Mata Grande por quatro empresas fantasmas que locariam veículos para a administração pública. Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), o esquema seria comandado pelo ex-prefeito da cidade, Jacob Brandão.

A operação, chamada Ánomos, é do Grupo de Ação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), antigo Gecoc, do MPE, e foi desencadeada desde as primeiras horas da manhã de hoje (11).

De acordo com o MPE, os supostos proprietários das empresas, identificados como Genilda Gomes Lima- ME (Ômega Locações), EP Transportes, Transloc Locação e Serviços e Marcelo Calado dos Santos- EPP (Albatroz), todas de fachada, celebravam contratos fictícios com a prefeitura de Mata Grande para a prestação de serviços de locação de veículos com o intuito de desviar recursos públicos.

Segundo os promotores de Justiça, o desfalque feito nos cofres da prefeitura por Jacob Brandão, em dois anos, é equivalente a R$ 6 milhões, com esse dinheiro seria possível comprar 130 carros do tipo compacto. Os desvios continuaram até somar o montante de cerca de R$ 12 milhões.

Tais empresas concorriam nas licitações, venciam, e depois sublocavam toda a frota exigida pela prefeitura a pessoas físicas, geralmente parentes e correligionários do prefeito. Nos contratos, ficava um percentual de 40% para o pagamento de quem sublocava os veículos e 60% eram divididos entre o prefeito, o dono da empresa e possíveis atravessadores.

As prisões preventivas foram expedidas em desfavor do ex-prefeito de Mata Grande, Jacob Brandão, Daniel Cunha Ramos, que é cunhado de Jacob, Max Davi Moura Rodrigues, Clériston Marinho Buarque, Carlos Henrique Lisboa da Silva, Antônio José Bento de Melo, Euzébio Vieira de França Neto e Petrúcio José da Silva Filho.

Já as prisões temporárias foram para Eustáquio Chaves da Silva, ex-diretor executivo da Câmara de Vereadores de Mata Grande, Emernegildo Ramalho Mota, que é controlador da empresa Transloc, Genilda Gomes Lima, ligada a Ômega Locação, e Victor Pontes de Mendonça Melo, controlador da empresa Albatroz, este último preso pela terceira vez em fraude de licitação.

Algumas pessoas já foram presas e levadas para o Gaeco, mas a operação continua para o cumprimento de buscas e apreensão e outras prisões.

Ánomos vem da palavra anomia, que significa um estado sem lei ou regras, cujos gestores não estão submetidos a limites legais ou morais.



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