Polícia

Como fica a composição política em Alagoas para as eleições 2018


Marcos Filipe
Fonte: Redação

13/04/2018 13h09

O cenário político de Alagoas teve várias mudanças registradas a seis meses das eleições de 2018. Acabou, no último sábado, 07, a janela de troca partidária e o prazo para políticos deixarem cargos públicos, ficando aptos a concorrer aos mandatos legislativos e executivos em outubro.

Na Assembleia Legislativa, sete deputados fizeram a troca: Davi Davino Filho saiu do MDB para o PP; Gilvan Barros Filho migrou do PSDB para o PSD; Sérgio Toledo deixou o PSC e ingressou no PR; Severino Pessôa antes PSC agora PRB; Inácio Loiola saiu do PSB para engrossar as fileiras do PDT; Carimbão Jr. rumou do PHS para o Avante; e Marcelo Victor, que trocou o PSD pelo Solidariedade (SD).

“É uma satisfação que o PP tem, e fico agradecido com a entrada deste dois jovens ao partido, e com isso nos tornamos a segunda maior bancada da Casa de Tavares Bastos”, disse o deputado Tarcizo Freire, sobre a entrada dos dois novos membros.

No clima das mudanças, Sérgio Toledo foi indicado líder do PR na Casa. “Estou feliz por me filiar ao PR, inclusive o partido já me indicando para a liderança da Casa”, e continuou: “Estamos indo para um partido bem estruturado em Alagoas, que tem uma grande bancada federal. Temos hoje candidatos a deputados estaduais, deputados federais e candidato a Senador”.

Ao trocar de sigla, os parlamentares e partidos miram as eleições e as mudanças que alteram o tamanho das bancadas com representação na Câmara, provocando efeitos já nos trabalhos da Casa. Nas discussões e votações, o tamanho da bancada é o critério, por exemplo, para o tempo de discurso dos líderes, para a apresentação de destaques e de requerimentos de urgência.

“Pedimos que os partidos nos informem para que possamos rever a questão das comissões de trabalho”, disse o membro da Mesa, Francisco Tenório (PMN).

Nas comissões, o tamanho das bancadas é critério para a composição dos colegiados. A expectativa é de que seja aprovada uma resolução reorganizando o espaço dos partidos nas comissões de acordo com o número de deputados que cada um tem na Casa.

Enquanto isso, a Câmara dos Deputados mantém um balanço parcial das mudanças informadas diretamente à casa legislativa. Cícero Almeida, após várias mudanças, saiu do Podemos e se filiou ao PHS. E assim como o filho, Givaldo Carimbão deixou o PHS e agora é do Avante.

Mudanças em Ministérios e Secretárias

Na lista dos ministros do Governo Temer que pediram baixa para disputar as eleições, está Marx Beltrão, do Turismo. No último final de semana, o presidente se reuniu com aliados para discutir reforma ministerial. Após a reunião, os governistas disseram que 14 dos 29 ministérios existentes passariam pela troca de comando.

 

PRÉ CANDIDATO

“Sou pré-candidato desde que anunciei o meu desejo de concorrer a uma das vagas em 2018”, disse Marx durante evento com prefeitos alagoanos, já depois que saiu do Ministério.

Já o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), exonerou dois secretários municipais que irão concorrer nas eleições de outubro deste ano. David Maia, titular da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), e José Thomaz Nonô, da Saúde, tiveram suas exonerações publicadas na edição de hoje do Diário Oficial do Município.

David Maia é filiado ao PRTB e deve concorrer a uma das 27 vagas na Assembleia Legislativa. Já Nonô vai tentar retomar assento na Câmara Federal, mas ainda não sabe quem apoiará na disputa majoritária.

Entenda os motivos destas mudanças

Apesar de a lei determinar que os votos válidos nas eleições de 2014 para a Câmara contribuem para a divisão de parte do fundo, outro trecho estabelece que a repartição das verbas deve ser feita com base na configuração das cadeiras na Câmara e no Senado.

Na prática, um parlamentar que mudou de sigla antes desta data levará verba para a nova legenda. Cada deputado carrega R$ 1,6 milhão e cada senador, R$ 3,2 milhões.

Esse fundo contraria tudo o que foi dito antes, de que os mandatos pertencem aos partidos e que não teriam sido conquistados se não fossem os votos dos demais componentes da chapa.

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) surgiu na reforma política como uma demanda de parlamentares após a proibição em 2015, pelo Supremo, do financiamento privado de campanhas. Políticos chegaram a dizer que uma eleição sem verba pública seria “inviável”.

Em agosto deste ano, o Congresso chegou a cogitar a volta do financiamento privado para campanhas, mas a ideia naufragou após críticas e com as repercussões dos escândalos da Lava-Jato.

A Comissão da Reforma Política na Câmara, presidida pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP), propôs um fundo público de R$ 3,6 bilhões, mas a ideia não vingou após críticas devido ao alto valor em época de crise.  O Congresso concordou em criar o FEFC, com valor enxugado, previsto em R$ 1,7 bilhão para 2018.

Foto: Assessoria
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