Polícia

Professor do Ifal relata atentado por votar em Haddad


Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

17/10/2018 11h16

Na segunda-feira (15), o professor do Campus Murici do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), Flávio Veiga, foi vítima de um atentado contra sua vida. Ao se dirigir para um ponto de ônibus a caminho da instituição de ensino, dois homens numa caminhonete Hilux branca, com adesivos de Jair Bolsonaro (PSL), avançaram com o veículo em sua direção.

Flávio Veiga também é diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Básica e Profissional no Estado de Alagoas (Sintietfal) e foi ele  quem divulgou o ocorrido em suas redes sociais. O professor usava diversos adesivos do candidato à Presidência do PT, Fernando Haddad. A agressão ocorreu às 5h30 da manhã.

“Fui abordado bruscamente por dois indivíduos numa Hilux Branca, com adesivos do Bolsonaro. O motorista de início fez um movimento brusco, puxou o carro para cima de mim. Eu pulei de lado. Estava junto com outro indivíduo raivoso. Os dois gritavam a verborragia de sempre: ‘vermes petistas têm que morrer’,’ vá pra Cuba’, “vá pra Venezuela’, entre outras expressões fascistas”, escreveu o professor do Ifal.

“Automaticamente me deu um escurecimento de vista, e uma dor forte na nuca”, relata. “Voltei pra casa e vi que dois adesivos de Haddad estavam colados na minha bolsa. Uma amiga me deu. Na pressa, hoje cedo ao sair para o trabalho, não me atentei. Também não teria motivos. Expressar minha opinião política é um direito legítimo e democrático. Em tese pelo menos”, completa Flávio Veiga.

SINDICATO

O Sintietfal, em seu site, condenou a agressão sofrida por Flávio Veiga e destacou que o fato se soma a outras ocorridas no país durante a campanha eleitoral.

“Esta ameaça contra o docente é mais um relato da onda fascista incitada por Bolsonaro, em seu discurso de ódio, que legitima os seus seguidores a agredirem qualquer pessoa que tenha opinião contrária à candidatura de Jair Bolsonaro”, afirma. “Nos últimos dias, dezenas de pessoas foram agredidas, sendo o terceiro caso registrado em Maceió. Em Salvador, o Mestre de Capoeira Moa do Katendê foi covardemente assassinado com 12 facadas”, completa o Sindicato.



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